(“Maná Celestial Diário Para a Família da Fé”)

JANEIRO
1 de janeiro
“Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor, ao que sustenta com vida a nossa alma, e não consente que sejam abalados os nossos pés.” — Salmo 66:8, 9
GRATOS SOMOS a Deus que por sua graça nos preservou, “impedindo-nos de cair” no decorrer de mais um ano: — somos gratos por muitos de nós ainda sermos de um só coração e uma só mente no que diz respeito à Sua Palavra e ao seu serviço! Quando nos lembramos de que o Adversário tem a permissão de causar “todo o engano” sobre o povo do Senhor com o propósito de peneirar todos os que não são verdadeiramente Dele (2 Tes. 2:10-12), devemos certamente nos sentir induzidos a agradecer a Deus por estarmos, no início de mais um ano, ainda firmes — apreciando a Verdade e em pleno acordo com todas as providências divinas pelas quais Ele nos impede de cair. Z. 1903-3; R3125:2
2 de janeiro
“Não sois de vós mesmos. Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” — 1 Coríntios 6:19, 20
NO INÍCIO do ano novo, que lição poderia ser mais importante para nós do que esta, que não pertencemos a nós mesmos, mas uns ao outros; que não devemos, portanto, procurar agradar a nós mesmos, mas agradar a Deus; nem procurar servir ao ego, mas servir a Ele; nem procurar obedecer à vontade própria, mas, ao contrário, à Sua vontade? Isso significa santidade no sentido mais absoluto e abrangente da palavra (não apenas abandonar o pecado para praticar a justiça, mas abandonar o próprio “ego” para realizar a vontade de Deus em Cristo). Z. 1897-35; R2099:4
3 de janeiro
“Orai sem cessar.” — 1 Tessalonicenses 5:17
QUAISQUER QUE sejam nossas inclinações naturais quanto à continuidade e persistência na oração, devemos basear nossas instruções nas Escrituras; e superando nossas predileções naturais, devemos, como “filhinhos” e “queridos filhos”, sujeitar nossos pontos de vista e conduta à instrução que vem do alto. Que todos nós, portanto, lembremo-nos das palavras “peçam (em Meu nome) e receberão para que a alegria de vocês seja completa.” — João 16:24 O Pai Celestial tem, em abundância, misericórdias, bênçãos e providências reservadas para Seus filhos obedientes e fiéis que pedirem por elas. Z. 1896-162; R2005:5
4 de janeiro
“Espera tu por Jeová. Tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; sim, espera tu por Jeová.” — Salmo 27:14
O TEMPO é um elemento importante em todos os planos de Deus: não devemos, portanto, ficar decepcionados quando o teste de paciência é aplicado e as bênçãos que desejamos demoram a chegar. Deus concedeu tempo para dar forma ao mundo e prepará-lo para a habitação humana; tempo para dar ao mundo a experiência necessária com o mal; tempo para preparar o advento de Cristo qual Redentor do mundo; tempo para preparar a Igreja para participar em Seu glorioso reino; e deve-se conceder tempo para que os assuntos individuais de Seu povo sejam devidamente lapidados. Quando as respostas às nossas orações parecem tardar, Deus não se esqueceu. Aquele que presta atenção à queda do pardal e ao próprio número dos cabelos de nossa cabeça não é indiferente ao apelo mais fraco ou à menor necessidade do mais humilde de Seus filhos. Z. 1895-20; R1760:1
5 de janeiro
“Sobre Mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.” — Romanos 15:3
QUE NOS certifiquemos de levar as injúrias de Cristo como Ele as levou — tendo piedade e orando pelos que erram e os corrompidos, pois Deus talvez lhes conceda arrependimento; estimando, com humildade e firmeza, ser um privilégio provar nossa devoção ao Senhor por suportar as dificuldades em seu serviço quais bons soldados. Ele não se surpreendeu com as exposições da depravação humana: Ele sabia que estava em um mundo hostil, escravizado ao pecado e em grande parte sob o domínio do príncipe das trevas, e, portanto, esperava injúrias, insultos e perseguições, e tudo suportou pacientemente enquanto Seu grande coração de amor, quase despercebido dos próprios sofrimentos, estava cheio de piedade e amável preocupação com os outros. Z. 1896-83; R1964:5
6 de janeiro
“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.” — Salmo 90:12
O CRISTÃO, ao contar seus dias, não o faz com um sentimento triste ou desconsolado, embora o faça com sobriedade. Ele conta os dias, à medida que passam, bem como as muitas bênçãos, os muitos privilégios, as muitas oportunidades para “anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, para prestar assistência a outros na jornada de peregrinação, para desenvolver cada vez mais em si mesmo o tipo de caráter que é agradável aos olhos de Deus, — para tornar-se cada vez mais uma cópia do amado Filho de Deus. Z. 1901-333; R2896:6
7 de janeiro
“Não falem mal dos outros.” — Tito 3:2, VC
QUANDO OS soldados da cruz entendem corretamente que a calúnia e o falar mal são assassinatos do caráter do próximo, e que a difamação é um roubo do bom nome de uma pessoa, eles logo veem esse assunto em sua verdadeira e horrível luz, como deve parecer à vista do Senhor; e uma vez que o assunto é visto desse ponto de vista verdadeiro e divino, deve despertar a Nova Criatura para a maior atividade possível na superação de tais obras da carne e do diabo. Assim, cada um procurará purgar o velho fermento de malícia e inveja, de discórdia e desonestidade e de difamação e calúnia, para então ser puro de coração, uma cópia do Senhor. Z. 1903-425; R3275:5
8 de janeiro
“Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos.” — 1 Tessalonicenses 5:15, NVI
DE ACORDO com o padrão bíblico, a Igreja eleita de Cristo deve ser a mais polida, a mais refinada, a mais educada, a mais generosa, a mais amável de todas as pessoas do mundo; — e deve ser tudo isso no mais absoluto sentido; não no mero sentido de uma aparência externa de bondade, gentileza, etc., tão comum no mundo; mas uma gentileza, uma bondade, que procede do coração, que procede da apreciação do espírito do Senhor e do espírito da Verdade, bem como do espírito de amor e do espírito da justiça. Z. 1901-297; R2879:3
9 de janeiro
“Quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido?” — 1 Coríntios 4:7
TODO O povo consagrado do Senhor deve perceber que alcançaram a presente graça e verdade não por causa da própria sabedoria, ou da sabedoria dos outros, mas pela sabedoria e graça do Senhor. Todos os que servem à Igreja de Deus quais ministros devem entreter esse mesmo pensamento, independentemente da função em que servem ou da posição que o Senhor permitiu que ocupassem na família da fé. Todos devem sentir e expressar que têm a oportunidade de servirem quais porta-vozes do Senhor. Deixar de confessar, ou expressar isso, por certo indica falta de apreço. Z. 1903-430; R3278:2
10 de janeiro
“Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.” — Tiago 5:10
O CAMINHO correto ainda é o “caminho estreito” de auto-humilhação e auto negação — o caminho de mansidão e humildade; e que exigirá igual ou possivelmente mais esforço e graça este ano para andar nele do que no último ano; pois quanto mais crescemos na graça e no conhecimento, mais forte se torna a tentação de sermos prepotentes, orgulhosos, impetuosos e arrogantes; e quanto mais alto escalamos a montanha da fé, da esperança, do amor e da atividade no serviço do Senhor, mais o grande adversário se opõe ao nosso progresso, e na mesma proporção seus emissários nos caluniam, difamam e, de modo geral, procuram nos derrubar. Z. 1895-3; R1751:3
11 de janeiro
“Mas isso [Sua Palavra] foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e não posso mais.” — Jeremias 20:9
NÓS, QUE temos o privilégio de permanecer neste tempo de favor, bênção e esclarecimento, devemos dar glória ao Senhor, e fazer com que a disposição amorosa de João se manifeste em nós, e também sua energia, seu zelo; ao passo que ele é chamado de o discípulo amoroso, devemos nos lembrar também que ele era, por causa de seu zelo impetuoso, chamado junto com seu irmão de Boanerges — filho do trovão. Sejamos cheios de energia, cheios de sacrifícios motivados pelo amor, para que possamos glorificar o Senhor em nosso corpo e espírito que a Ele pertencem. Z. 1901-151; R2808:5
12 de janeiro
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” — Gálatas 6:1
APRENDAMOS BEM a lição de corrigir os outros com muita delicadeza, muita consideração e gentileza, sugerindo ou dando a entender, em vez de acusando diretamente e detalhando o erro — fazendo perguntas e levando em conta a condição atual do coração da pessoa, em vez de a condição anterior na qual sabidamente o erro foi cometido. Devemos nos importar menos com a punição aplicada ao errante, e mais com a recuperação dessa pessoa, que ela deixe de andar no caminho do mal. Não devemos tentar julgar e punir uns aos outros pelos erros, mas sim nos lembrar que tudo isso está nas mãos do Senhor; — de modo algum desejaremos nos vingar, castigar ou pagar na mesma moeda pelo mal. Z. 1901-150; R2807:6
13 de janeiro
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” — 1 João 2:1
SE ACHARMOS que por falta de fé ou fraqueza da carne demos um passo errado, contrário à vontade do Senhor e aos nossos melhores interesses espirituais, devemos sem perda de tempo refazer nossos passos e invocar ao Senhor. Temos um altar consagrado com o precioso sangue de Cristo, muito superior em todos os sentidos ao altar que Abraão consagrou com o sangue de animais típicos, e o Apóstolo nos exorta: “Cheguemos, pois, com confiança [corajosamente — com plena fé] ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” — Heb. 4:16 Z. 1901-233; R2848:3
14 de janeiro
“Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo e não luto como quem esmurra o ar.” — 1 Coríntios 9:26, NVI
PARA A natureza caída com suas fraquezas, é de grande ajuda realizar, de modo consciente, uma consagração completa da vontade, uma entrega total de todas as nossas forças e talentos físicos e intelectuais. Aquele que encara de modo apropriado sua consagração ao Senhor e se alista no exército do Senhor, percebe que não tem mais nada a dar ao Senhor, e, portanto, qualquer luta envolvendo sua própria vontade acaba no momento em que finalmente decidiu: “Quanto a mim e aos da minha casa, serviremos a Jeová.” Quão importante é, portanto, que todos os soldados percebam que as condições do alistamento é até a morte e que não há espaço para sequer considerar qualquer sugestão de retirar-se da batalha e de parar, mesmo que seja por uma hora, de travar a boa luta da fé. Z. 1903-421; R3273:4
15 de janeiro
“O que Jeová exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.” — Miquéias 6:8
TODOS CONCORDAM que esses são requisitos bem razoáveis. Também é evidente que Deus não pode exigir menos daqueles a quem ele está educando para o futuro julgamento do mundo. E, no entanto, todas as três qualidades especificadas pelo profeta podem ser resumidas em uma única palavra: “amor”. O amor requer que tratemos com justiça ao próximo, aos irmãos, a nossas famílias e a nós mesmos; que procuremos cultivar nosso apreço pelos direitos dos outros, seus direitos físicos, seus direitos morais e intelectuais, suas liberdades; e, ao apreciá-los, não procuraremos, de modo algum, restringir ou negar tais coisas. Z. 1902-172; R3020:6
16 de janeiro
“Perseverai na oração.” — Romanos 12:12
QUE PRIVILÉGIO abençoado, queridos discípulos do Senhor, é o nosso, de perseverarmos em oração, orarmos sempre — elevarmos nosso coração e mente a Deus em qualquer momento e em qualquer lugar e, assim, percebermos diariamente e a toda hora, que o Pai e nosso querido Senhor Jesus residem continuamente conosco. E então, quando as atividades e deveres do dia forem realizados à Sua vista e supervisão, ou em qualquer momento em que a alma percebe sua necessidade, quão precioso é o privilégio de entrar em nossos aposentos privados e lá, sozinho com Deus, tirarmos o peso de nosso coração. Z. 1895-215; R1866:1
17 de janeiro
“Mantenham-se no amor de Deus.” — Judas 21
PODEMOS NOS manter diariamente e toda hora no amor do Senhor pela obediência e por um amor crescente pelos princípios da justiça. E devemos nos alegrar em todas as experiências da vida, suas provações, dificuldades, tristezas, decepções, etc., na mesma proporção que em seus prazeres, se por qualquer ou por todos esses meios, o Senhor nos instruir e nos dar uma visão mais clara sobre nossas próprias deficiências e uma visão ainda mais clara da perfeita lei da liberdade e do amor que Ele estabeleceu, e para a qual Ele exige nossa submissão plena e leal de coração. Z. 1902-173; R3021:6
18 de janeiro
“Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor.” — Romanos 12:11
QUE TODOS os que querem ser bem-sucedidos na corrida olhem bem para o seu zelo e atividade na obra do Senhor. Se enterrarmos um ou vários talentos sob o peso das preocupações e estorvos mundanos que podem ser evitados ou colocados à parte; se os enterrarmos sob as ambições mundanas para consigo mesmo ou a família — seja por desperdiçar o tempo consagrado com ciência, filosofia, música ou arte, ou com negócios, política ou prazeres, ou com mimos de orgulho e desejos, então, quais servos infiéis, mais cedo ou mais iremos para as trevas exteriores. Z. 1891-9; R1282:5
19 de janeiro
“Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.” — Salmos 119:97
ESTUDAR A Palavra do Senhor é um grande privilégio para os cristãos, porém, boa parte desse estudo não tem propósito algum. Estudo que não é colocado em prática é pior que desperdício de tempo. O povo do Senhor deve usar cada oportunidade razoável para obter conhecimento do plano divino — mesmo ao ponto de fazer sacrifícios; mas o filho do Senhor se certificará de que se trata de seus próprios confortos e comodidades que está sacrificando, em vez de, majoritariamente, os confortos e as comodidades dos outros. O estudo da Bíblia que é feito unicamente às custas dos outros é um sinal de egoísmo em vez de um sinal de uma rica habitação do espírito de amor do Senhor. Z. 1899-156; R2488:3
20 de janeiro
“Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o Pai não corrija?” — Hebreus 12:7
SEM PROVAÇÕES não é possível desenvolver plenamente o caráter. É como uma planta: num primeiro momento, é muito sensível; precisa de uma abundância da luz do amor de Deus; ser aguado frequentemente com as chuvas de Sua graça; bem cultivado por fazer do conhecimento de Seu caráter uma boa base para a fé e inspiração para a obediência; e depois, quando assim desenvolvido sob essas condições favoráveis, está pronto para a mão podadora da disciplina, e também é capaz de suportar alguma dificuldade. E, à medida que o caráter é fortalecido, os testes aos quais é submetido servem apenas para desenvolver mais força, beleza e graça, até que seja finalmente fixo, desenvolvido, estabelecido e aperfeiçoado — através do sofrimento. Z. 1895-107; R1807:4
21 de janeiro
“Se alguém quer ser um dos meus seguidores, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.” — Mateus 16:24
O TOMAR a cruz está intimamente relacionado com a abnegação, e ainda assim uma distinção entre eles pode ser notada. A abnegação relaciona-se mais particularmente com a obediência passiva e resistência pela causa do Senhor; já o tomar a cruz tem mais que ver, especialmente, com atividades no serviço do Senhor, as quais achamos contrárias às nossas inclinações naturais. A fidelidade na abnegação significa coragem e zelo; o tomar a cruz significa vitória, superação. Nossas abnegações podem ser vitórias em nosso coração, sobre as quais outros talvez não saibam nada, e nem deveriam saber, se desejamos ter a plenitude da benção do Senhor. No entanto, a cruz que carregamos pode, até certo ponto, ser vista por aqueles que estão em contato próximo conosco, e especialmente por aqueles que estão andando no mesmo caminho “estreito”. Z. 1900-118; R2616:2
22 de janeiro
“Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam em Jeová!” — Salmo 31:24, NVI
PELO VISTO, o Adversário às vezes tenta nos desencorajar, fazendo-nos pensar que as provações e as dificuldades do “caminho estreito” de sacrifício serão, de algum modo, inúteis, e que talvez possamos desistir. … E que devemos fazer nessas ocasiões? Devemos seguir o exemplo de nosso Senhor, e buscar a face do Pai, ansiosos para saber se nossos interesses estão ou não aprovados por Ele; ansiosos para sermos assegurados de que, embora o mundo possa nos odiar e dizer tudo de mal contra nós falsamente, ainda temos aprovação Dele; ansiosos por alguma renovada garantia de que tudo estará bem conosco, que o Senhor nos concederá uma participação na melhor ressurreição para a vida eterna. Z. 1901-79; R2774:6
23 de janeiro
“Irmãos, cada um deve permanecer diante de Deus na condição em que foi chamado.” — 1 Coríntios 7:24, NVI
OS DEVERES podem às vezes parecerem conflitantes, mas na verdade não o são. O primeiro dever de um cristão é reconhecer de coração seu Criador e Senhor, em todos os seus caminhos. Seu segundo dever, se ele é marido e pai, é para com a esposa e os filhos; ou se for esposa e mãe, é para com o marido e os filhos. O contrato de casamento, segundo o arranjo divino, figura como uma primeira hipoteca no tempo de cada marido e no tempo de cada esposa — as exigências dessa hipoteca devem ser primeiro razoavelmente cumpridas antes que seja apropriado fazer qualquer coisa para os de fora desse arranjo ou em nome deles. Z. 1899-155; R2488:3
24 de janeiro
“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração.” — Provérbios 3:3
ENQUANTO QUE a justiça é a primeira característica do mandamento do amor, não é o fim de suas exigências: requer-se que, além da justiça estrita, nosso amor nos induza ao exercício da misericórdia e do perdão. E por exercermos a misericórdia, estaremos, então sim, copiando o amor divino. (…) Portanto, em nossas relações com outros que, como nós mesmos, são decaídos e imperfeitos, devemos nos lembrar desse aspecto e não apenas sermos justos com eles, mas, além disso, sermos misericordiosos, generosos, amáveis, mesmo aos ingratos, para assim podermos ser filhos de nosso Pai no céu. Z. 1902-171; R3020:6
25 de janeiro
“Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.” — Mateus 6:34, NVI
NOSSO SENHOR nos assegura de que, se em nosso coração pensamos constantemente em servir a Ele, promover a justiça e alcançar o Reino que Deus prometeu aos que o amam, então não precisamos ficar ansiosos em relação ao futuro. Quais discípulos Dele, teremos provações e tribulações suficientes, dia a dia, e precisaremos diariamente nos apoiar no braço do Noivo enquanto procuramos andar no caminho estreito. Basta a cada dia o seu próprio mal; e também damos graças a Deus pela promessa de que cada dia Sua graça será suficiente para nós. Z. 1898-44; R2260:4
26 de janeiro
“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas.” — Mateus 6:16, NVI
O JEJUM é especialmente digno de louvor para o povo do Senhor em momentos em que se encontram desprovidos de espiritualidade e expostos a severas tentações do mundo, da carne e do diabo; pois, o empobrecimento da força física e da vitalidade pode ajudar os vigorosos e os impulsivos a terem autocontrole em todas as coisas. Acreditamos que a maioria dos cristãos se beneficiaria de um jejum ocasional — uma dieta bem simples por um período, ou mesmo uma abstinência total. Mas os jejuns feitos para serem vistos e conhecidos pelos homens ou para serem evocados em nossa própria mente como evidências de piedade da nossa parte, seriam prejudiciais, e levariam ao orgulho e à hipocrisia espirituais, o que em muito superaria as vantagens obtidas no campo do autodomínio. Z. 1898-45; R2260:5
27 de janeiro
“Guarda com toda a diligência o teu coração, pois dele procedem as fontes da vida.” — Provérbios 4:23, SBB
NÃO BASTA reconhecermos que o pecado, nas suas várias formas, é maligno, nem basta estarmos resolvidos a nos esforçar para nos opor a ele visto que o Senhor o proíbe. Além dessas coisas, precisamos erradicar de nosso coração cada anseio, cada desejo por tudo que não seja completamente aprovado pelo Senhor. Ó, que limpeza isso faria no coração e na vida, e especialmente nos pensamentos, de muitos que usam o nome de Cristo! Muitos que deixam de notar esse ponto encontram-se continuamente atormentados pelas tentações, porque, embora evitem exteriormente a crassa imoralidade, eles secretamente aprovam as coisas condenadas —desejando usufruir delas se tão somente não fossem proibidas. Z. 1899-140; R2480:5
28 de janeiro
“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos.” — Apocalipse 3:5
OS VENCEDORES fiéis são vigilantes e mantêm suas vestes sem manchas do mundo. … Eles “não contaminaram suas vestes” e “mantiveram suas vestes sem manchas do mundo”. Não estão dispostos a permitir que o pecado os contamine e os separe do Senhor, mas rapidamente se valem do precioso sangue de Jesus para remover qualquer mancha. Se opõem com tanta firmeza ao pecado e cuidam com tanto zelo de suas vestes que o Adversário não tem nenhum poder, ou domínio, sobre eles — “o maligno não lhes toca”. Tudo isso indica uma completa submissão de suas vontades à vontade de Cristo — eles estão “mortos com Ele”, e, portanto, não poderiam praticar deliberadamente o pecado. Z. 1897-161; R2161:1
29 de janeiro
“O temor [reverência] de Jeová é o princípio da sabedoria.” — Salmo 111:10
ESSA É a única atitude apropriada da criatura para com o Criador, o Autor de nossa existência, e o Criador, Preservador e Senhor de todo o Universo. Quando Ele fala, portanto, nossos ouvidos devem estar reverentemente atentos à Sua voz, e com todas as nossas forcas, alertas para cumprir Sua vontade. Nossa segurança, nossa felicidade e aquela nobreza de caráter que leva ao amor e à gratidão, e que pronta e sabiamente dá ouvidos à instrução e se desenvolve no conhecimento e na sabedoria, dependem principalmente de nossa suprema reverência pelo Senhor. E, portanto, o Senhor nutrirá e cultivará em nós aquela devoção filial e devida a Seu nome. Z. 1896-155; R2002:3
30 de janeiro
“Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.” — Lucas 18:1, NVI
AO BUSCARMOS a Deus, não precisamos temer que Ele esteja ocupado demais com outros assuntos de maior importância, ou que esteja cansado por o buscarmos repetidamente com coisas de pouca importância. Foi para nos livrar dessa ideia que nosso Senhor contou a parábola da viúva importuna, que foi ouvida e atendida por causa de sua importunidade. Ao fazê-lo, evidenciamos a seriedade de nossos desejos e nossa fé de que nossas orações serão atendidas, se não desanimarmos por falta de fé ou zelo quando a resposta for adiada, como muitas vezes deve ser, pois o tempo é um elemento importante em toda a obra de Deus. Z. 1895-214; R1865:4
31 de janeiro
“Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.” — Salmo 25:9
TAL DISPOSIÇÃO é essencial para aqueles que recebem a sabedoria que vem de cima. Eles precisam ter uma apreciação humilde de suas próprias deficiências e falta de sabedoria, senão não podem receber livremente, de coração, a sabedoria que Deus tem o prazer de conceder no tempo presente somente àqueles que estão na atitude de coração de recebê-la. E vemos também que essa humildade mental é essencial qual base para o espírito de uma mente sadia — pois, quem está em condições de pensar com justiça, razoabilidade e imparcialidade, a menos que, antes de tudo, tenha uma disposição humilde? Por isso, devemos concordar que a humildade é um elemento primário na disposição ou mente de Cristo. Z. 1900-68; R2585:5
FEVEREIRO
1 de fevereiro
“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” — Isaías 30:21
SE CHEGARMOS a uma bifurcação na estrada — para alguma crise em nossa experiência — e não soubermos se devemos ir para a direita ou para a esquerda, precisamos imediatamente parar e ouvir a voz Dele. Ou, em outras palavras, devemos buscar imediatamente a Palavra do Senhor, e, por meditar em seus preceitos e princípios, em suas ilustrações sobre os assuntos difíceis, devemos procurar saber qual é a vontade do Senhor, bem como pedir a orientação de Seu Espírito, e nos esforçar para conduzir a mente a uma atitude amorosa, submissa e confiante. Z. 1895-6; R1753:2
2 de fevereiro
“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis.” — Romanos 8:13
O QUE é viver segundo a carne? Respondemos: É viver segundo a, em conformidade com, e para a gratificação das inclinações e dos desejos da natureza humana caída. É a coisa mais fácil do mundo fazer isso. Tudo o que temos de fazer é simplesmente nos entregar à nossa natureza antiga e deixar de lutar contra ela. Assim que fazemos isso, começamos a flutuar correnteza abaixo, e depois que vemos que ela está cada vez mais rápida, lutar contra ela vai ficando cada vez mais difícil. Z. 1895-8; R1748:3
3 de fevereiro
“Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.” — Provérbios 4:20, 22
POUCOS RECONHECEM a influência da mente sobre o corpo. Deus nos criou de tal modo que pensamentos puros, nobres e santos em geral tenham, não apenas um efeito elevador e enobrecedor sobre a constituição mental e moral, mas uma influência revigorante sobre o sistema físico. E, por outro lado, todo pensamento imundo, ignóbil, impuro, profano (assim como os atos) têm um efeito direto não apenas na depreciação da mente e da moral, mas na germinação das sementes de doenças já na constituição da raça caída. Z. 1896-180; R2014:6
4 de fevereiro
“Então ouvi outra voz dos céus que dizia: “Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam!” — Apocalipse 18:4, NVI
QUEM FOR digno do nome “Povo meu”, ouvirá a voz do Senhor a obedecerá, saindo de Babilônia para “não receberem suas pragas”; pois, a obediência deles em fugirem assim que veem a verdadeira condição de Babilônia, prova que nunca concordaram realmente com os pecados dela. Aqueles que permanecem depois de verem Babilônia e suas doutrinas blasfemas à luz que agora está brilhando são contados como endossando as blasfêmias e merecendo as “pragas” completamente — tanto ou mais do que a classe babilônica do “joio”, visto que têm uma luz maior. Z. 1900-3; R2553:3
5 de fevereiro
“A vontade de Deus é esta: a vossa santificação.” — 1 Tessalonicenses 4:3
AO PESQUISARMOS as Escrituras para determinar a vontade de Deus, descobrimos que a grande obra que Deus pede de nós não é feita para os outros, mas em nós mesmos, subjugando, conquistando e governando o ego. Portanto, tudo o mais — servir à família da fé, fazer o bem a todos os homens (tanto localmente quanto em missões estrangeiras), etc. — está submetido a essa obra interna mais importante. Pois como o Apóstolo por inspiração declara, embora possamos pregar o evangelho de forma eloquente aos outros e possamos dar todos os nossos bens para o sustento dos pobres, ou nos tornar mártires por uma boa causa, sem amor, o Espírito de Cristo e do Pai , desenvolvido em nós como o princípio governante da vida, não seríamos nada, do ponto de vista divino. Z. 1899-4; R2412:1
6 de fevereiro
“Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta.” — Salmo 75:6, 7
PODEMOS TER desejos e aspirações de utilidade que nunca serão gratificados. O Senhor pode ver que não podemos suportar a exaltação e a honra que buscamos. Ele sabe o que é para o nosso bem maior, e, assim, Ele nos faz descansar contentes em Sua providência, não ociosos, mas diligentes; não descuidados, mas vigilantes; não indiferentes, mas cheios de um intenso e sincero desejo de fazer a vontade de Deus; ao mesmo tempo, pacientes com a restrição, e contentes em sermos negligenciados e esquecidos, lembrando-nos de que “aqueles que estão apenas aguardando parados também servem”1, e que o Senhor na hora certa pode nos conduzir pelo caminho para cumprir Seus propósitos de graça. Z. 1895-11; R1756:5
7 de fevereiro
“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” — Romanos 13:10
QUEM NÃO tem o coração em harmonia com essa lei do Novo Pacto, o amor — misericórdia, bondade, gentileza, benignidade — carece da evidência ou prova de que ele foi, em qualquer sentido da palavra, aceito como um filho de Deus, e coerdeiro de Cristo. Se não temos amor em nosso coração pelos irmãos e amor, gentileza e benevolência para com todos os homens, e mesmo pela criação animal, não temos o espírito que nos levará a fazer os sacrifícios necessários sob as condições presentes. Para tais, será apenas uma questão de tempo até que o poder do orgulho ou da vaidade, que cria obstáculos no caminho do sacrifício, suba totalmente à cabeça, e o egoísmo assuma o controle total. Z. 1898-201; R2330:2
8 de fevereiro
“Homem de pouca fé, por que duvidaste?”
— Mateus 14:31
O QUE precisamos fazer para superar essa falta de fé e para aumentar a fé? Nós respondemos que, assim como os apóstolos do passado faziam, devemos orar: “Senhor, aumenta a nossa fé!” E então, agindo em harmonia com essa oração, cada um deve cultivar a fé em seu próprio coração: (a) Por sempre reavivar a memória com as promessas divinas, conhecendo bem onde a Palavra do Pai as menciona, (b) Por procurar cada vez mais nos lembrar de que, visto que fizemos um pacto com o Senhor, tais promessas são nossas, e no coração e com os lábios devemos reivindicá-las como nossas perante o Senhor em oração e com ações de graças. Devemos reivindicá-las em nossos próprios pensamentos, e em nossas conversas sobre coisas sagradas com os irmãos. Z. 1900-170; R2330:2
9 de fevereiro
“Volta, minha alma, ao teu repouso, porque Jeová tem sido liberal para contigo.” — Salmos 116:7
O HÁBITO de pensamento do cristão tem muito a ver com seu progresso ou retrocesso espiritual, como também é um indicador de seu estado espiritual; e os bons hábitos de pensamento precisam ser cuidadosamente cultivados. Por “hábito de pensamento” queremos dizer aquela condição normal à qual a mente retorna habitualmente nos momentos de descanso mental. Enquanto estamos envolvidos em nossa ocupação diária, devemos, necessariamente, redobrar nossas energias mentais para o trabalho realizado, pois se fizermos algo de forma meramente mecânica, sem nos concentrar na atividade em questão, não a realizaremos bem. Ainda assim, os princípios cristãos, bem estabelecidos em nosso caráter, nos guiarão inconscientemente. Mas quando a tensão do trabalho e dos cuidados é removida por um tempo, o hábito estabelecido do pensamento, como a agulha de uma bússola que aponta para o Norte, deve retornar rapidamente ao seu repouso em Deus. Z. 1895-250; R1885:5
10 de fevereiro
“Seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza.”
— 1 Timóteo 4:12, NVI
CADA CRISTÃO deve se esforçar para ser um padrão digno de imitação — um padrão de esforço sincero e fiel para copiar a Cristo em sua vida diária e de zelo ativo em Seu serviço. Na presente vida, não podemos esperar alcançar o padrão de perfeição máxima, da derradeira glória moral e beleza de santidade. Encontramos tal padrão apenas em Cristo, nosso Senhor. Paulo nunca disse “sigam a mim”, ou mesmo “sigam a nós”. O que ele disse foi: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” (1 Coríntios 11:1, NVI) O apóstolo Paulo foi um grande exemplo de esforço sincero para atingir a perfeição, mas não a perfeição final que somente encontramos em Cristo. É o zelo de Paulo e seu grande esforço sincero para copiar a Cristo e fazer a Sua vontade que devemos imitar. Z. 1895-251; R1886:1
11 de fevereiro
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” — Mateus 5:11, 12
A OPOSIÇÃO e a perseguição são as inevitáveis consequências da atividade ao serviço a Deus, e devemos enfrentá-las com bom senso e candura; e quando elas falharem em seu propósito, então, com as advertências solenes sobre os perigos de tal proceder, devemos deixar o opositor deliberado seguir seu próprio caminho ao passo que buscamos outros com a mensagem de salvação. A oposição que nosso Senhor sofreu e a forma como ele lidou com isso podem ensinar lições valiosas a todos que enfrentam tribulações similares. Z. 1894-368; R1736:6
12 de fevereiro
“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — Tiago 1:4
NEM UM único passo de progresso pode ser dado sem o exercício da graça da paciência; e nenhuma outra graça adorna tanto o caráter cristão, ou ganha a aprovação do conceito do mundo, ou glorifica o Deus de toda a graça, cuja verdade a inspira. É a longanimidade com mansidão lutando com todas as forças para impedir a onda de imperfeições e fraquezas humanas, esforçando-se com cuidado meticuloso para recuperar a semelhança divina; é a lentidão em irar-se e a abundância de misericórdia; é a rapidez em perceber os caminhos da verdade e da justiça, e em procurar caminhar neles; é a consciência de suas próprias imperfeições e a empatia com as imperfeições e deficiências dos outros. Z. 1893-295; R3090:2
13 de fevereiro
“O amor… não suspeita mal.” — 1 Coríntios 13:5
QUEM QUER que negligencie os mandamentos do Senhor no que tange a “suspeitar o mal” tece uma teia para sua própria captura, não importa o quão seriamente ele possa se portar em outros assuntos. Isso porque um coração impregnado de dúvidas e suspeitas de outras pessoas está meio caminho andado para duvidar de Deus: o espírito de irritação e amargura está em guerra com o espírito do Senhor, o espírito de amor. Um ou o outro vencerá tal pessoa. O espírito errado deve ser erradicado, caso contrário, contaminará a nova criatura e fará dele um “náufrago”. Por outro lado, se a nova natureza prevalecer, o seguinte acontecerá com o “vencedor”: por não suspeitar o mal, metade da batalha contra as dificuldades presentes e os ataques serão superadas. Z. 1898-84; R3594:2
14 de fevereiro
“Por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” — Mateus 12:37
TODAS AS nossas palavras são consideradas pelo Senhor como um indicador do que há em nosso coração. Se nossas palavras são rebeldes ou desleais, ou frívolas, petulantes e desamorosas, ingratas, profanas ou impuras, o coração é julgado em conformidade com isso, segundo o princípio de que “da abundância do coração fala a boca”. Por sermos imperfeitos, jamais será possível sermos perfeitos em palavras e ações. Apesar de nossos melhores esforços, às vezes erramos tanto em palavras como em ações, mas, ainda assim, devemos fazer um esforço vigilante e fiel para termos domínio perfeito de nossas palavras e modo de agir. Z. 1896-32; R1938:1
15 de fevereiro
“Se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado.” — 1 João 2:5, NVI
O TESTE é a obediência. Na proporção em que guardamos a Palavra do Senhor, na mesma proporção o amor de Deus é aperfeiçoado em nós; pois, se recebemos a mente de Cristo, o Espírito Santo, o Espírito de Deus, o efeito será fazer com que tanto queiramos quanto façamos Sua boa vontade — dentro de nossa plena capacidade. E essa capacidade deve aumentar continuamente, ano após ano. É verdade que não esperamos ser aperfeiçoados até sermos “mudados” e recebermos um novo corpo na ressurreição. No entanto, enquanto esperamos isso, podemos manter um contato bem estreito com o Senhor no espírito de nossa mente e, assim, permaneceremos em contínua comunhão com Ele. Z. 1897-312; R2236:5
16 de fevereiro
“Por honra e por desonra; por difamação e por boa fama; tidos por enganadores, sendo verdadeiros; … Não damos motivo de escândalo a ninguém, em circunstância alguma, para que o nosso ministério não caia em descrédito.” — 2 Coríntios 6:8, 3
QUANDO ESTAMOS cumprindo nosso dever do melhor modo possível e aparentemente temos as bênçãos e o favor do Senhor sobre nós e nossos assuntos em um grau muito acentuado, e de repente, os problemas começam a surgir, junto com adversidades, nesse caso os poderes das trevas parecem triunfar, e, por um tempo, as pessoas podem nos julgar culpados, aparentemente abandonados pela providência divina. Tais experiências, sem dúvida, são necessárias para nós. Embora possamos dizer:
“Prefiro andar no escuro com Deus,
A caminhar sozinho na luz”
Isso pode, todavia, não passar de mera vanglória, a menos que nos sujeitemos às experiências atribuladas que podem desenvolver o tipo de fé e confiança de quem segura firme a mão do Senhor e confia plenamente na providência divina na hora mais escura de sua vida. Z. 1901-314; R2886:3
17 de fevereiro
“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” — Mateus 11:29, 30, NVI
A PALAVRA de Deus garante aos que carregam esse jugo que todas as coisas estão operando para o bem deles; que, quanto mais pesado for o fardo colocado, proporcionalmente maior será a bênção e a recompensa por isso; quanto mais severas forem as experiências durante o tempo presente, mais brilhantes serão a glória, e mais brilhante será o caráter deles, e mais serão assegurados de que estão sendo preparados e polidos para o Reino celestial. Desse ponto de vista, todo fardo é leve, porque apreciamos nosso jugo e o consideramos bem confortável e razoável. Além disso, é bem leve porque o Senhor está conosco nesse jugo. Z. 1900-137; R2625:5
18 de fevereiro
“Jeová, vosso Deus, vos está experimentando, para saber se o amais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.” — Deuteronômio 13:3
O REINO destina-se apenas àqueles que, pela graça de Deus, se tornarem no coração semelhantes ao Senhor Jesus, no sentido de amarem ao Senhor de todo o coração, de toda a alma e poderem dizer: “Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Apenas essa condição de submissão total ao Senhor pode nos tornar aceitáveis para o Reino; pois nenhuma outra condição representa a auto-submissão completa e o amor total a Deus. E não nos esqueçamos de que todas as coisas celestes que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem”, Deus reservou para aqueles que o amam supremamente. Z. 1898-40; R2258:2
19 de fevereiro
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas. No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” — Tito 1:15, 16, ARA
COMO É terrível essa condição, e como todo o povo do Senhor deve cuidar para, além de terem um coração e uma mente puros, também manterem sua consciência bem treinada de acordo com a Palavra do Senhor. Só conseguiremos alcançar isso por avaliamos a nós mesmos de forma estrita e constante de acordo com o padrão que Deus nos deu, Sua lei do amor.
“Eu quero que meus primeiros sentimentos
De orgulho ou de terno desejo;
Controlem a vontade dos meus pensamentos,
E apaguem esse fogo aceso.”
Z. 1899-214; R2516:6
20 de fevereiro
“Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!” — Tiago 1:26, NVI
VISTO QUE a língua reflete o que há no coração, pois,“da plenitude do coração a boca fala”, a língua desenfreada, que fala com egoísmo, inveja, amargura, jactância e calúnias, prova que um coração cheio dessas coisas não é santificado, mas é profano e gravemente desprovido do espírito de Cristo — daí, qualquer religião que essa pessoa venha a ter é vã, pois esse coração não está salvo, nem está em condições de salvação. Mas o Bom Médico indicou antídotos para o envenenamento de almas que, se devidamente tomados de acordo com as instruções, poderão adoçar um coração amargo. Z. 1899-215; R2517:2
21 de fevereiro
“Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.” — Salmo 31:3
DEPOIS DE o Senhor nos dar certas lições e experiências, algumas das quais recebidas em condições tranquilas e repousantes, a ordem do procedimento pode ser alterada, e a indicação das providências do Senhor pode levar a algumas rupturas de condições que haviam sido ambas favoráveis e desfavoráveis em alguns aspectos —levando a novas circunstâncias e condições. O verdadeiro israelita espiritual não deve murmurar ou reclamar, ou mesmo expressar uma escolha; mas ele deve buscar o Senhor para orientação. Se ele pode discernir a orientação da providência divina, mesmo que esteja em uma condição de deserto mais árida e indesejável do que a em que estava anteriormente, ele deve seguir a liderança do Senhor sem questionamentos e entoando canções de fé e confiança. Z. 1902-249; R3060:6
22 de fevereiro
“Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm.” — Hebreus 13:5, NVI
AS ORAÇÕES egoístas têm seu preço. Alguns ganharam riquezas e perderam a verdade e seu serviço; alguns ganharam saúde, só para descobrir que, com isso, receberam outras provações não menos severas: alguns tiveram seus entes queridos resgatados da própria boca da morte, apenas para desejar depois que Deus não tivesse respondido às suas orações — ou, mais corretamente, desejar que tivessem aceitado completamente a sabedoria e as providências do Senhor, com alegria e sem reclamações. … O Israel espiritual deve usar sabiamente as coisas que estão ao seu alcance — aceitando tudo como se fossem dons de Deus e com ação de graças; mas suas petições devem ser dons espirituais — incluindo a perseverança paciente e o contentamento de coração. Z. 1902-250; R3061:3
23 de fevereiro
“Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” — Salmo 32:8
UMA DAS lições mais importantes para o israelita espiritual é aprender a buscar a orientação do Senhor em todos os assuntos da vida — nunca tentar realizar qualquer tarefa temporal ou espiritual, sem procurar notar a vontade do Senhor em relação à mesma. … Estamos marchando em direção a Canaã e sabemos que outras experiências nos são devidas e devemos tê-las antes que possamos herdar as promessas. A lição para nós é a pronta e completa obediência às orientações do Senhor, sem murmurações — com alegria; e isso só pode ser esperado daqueles que aprenderam as lições dadas anteriormente e, acima de tudo, as lições da fé — a confiança no poder, na bondade e na fidelidade do Senhor. Z.1902-251, 249; R3062:1, 3061:1
24 de fevereiro
“Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” — Romanos 8:3, 4, NVI
COMO SÃO consoladoras tais afirmações! São, de fato, maravilhosas palavras de vida! Elas nos enchem de esperança. Se Deus aceita as intenções perfeitas do coração, em vez da perfeição absoluta da carne — então temos realmente a esperança de atingir o padrão que Ele definiu para nós — o padrão da perfeição. … Podemos caminhar segundo o Espírito, no entanto, no que diz respeito ao nosso corpo mortal, não podemos andar de acordo com os requisitos do Espírito. Nossa mente pode caminhar no Espírito, nossas intenções podem ser perfeitas; e é isso que o Pai Celestial busca em nós, a perfeição de intenção. Z. 1902-248; R3060:1
25 de fevereiro
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” — Mateus 4:4
DEVEMOS APRENDER a lição de que a vida de um homem não consiste na abundância de coisas que ele possui — comida e vestuário —, mas que sua vida, no sentido mais completo, mais grandioso e elevado, depende da sua completa submissão à vontade divina: Sua atenção minuciosa a todas as palavras que saem da boca de Deus — todas as advertências, todos os encorajamentos, todas as promessas, são necessárias para o desenvolvimento daqueles a quem Deus está agora chamando para a vida eterna como coerdeiros de Seu Filho no Reino. Então, que todos nós, cada vez mais, quais discípulos, alunos, do Senhor Jesus, tenhamos isso em mente e ajamos de acordo com as palavras do texto. Z. 1902-246,248; R3058:5; 3060:4
26 de fevereiro
“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!” — Filipenses 4:4
NÃO HÁ limites para o número de cristãos que se alegram no Senhor, nem para a intensidade de sua alegria. Essa alegria não é necessariamente extasiante, nem necessariamente o contrário disso. Mas sugere serenidade, felicidade, paz, prazer da alma, e não significa que uma demonstração ruidosa seja essencial, como alguns pensam erroneamente. … Os únicos que podem se alegrar sempre são aqueles que estão vivendo muito perto do Senhor, e que podem sempre sentir que estão unidos com Ele, e que Sua proteção e cuidado estão sobre eles, e que Sua promessa é certa, que todas as coisas cooperarão para o mais elevado bem-estar das novas criaturas. Z. 1903-7; R3128:2
27 de fevereiro
“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens.” — Filipenses 4:5, ARA
A PALAVRA grega aqui traduzida como “moderação” parece transmitir a ideia de razoabilidade e de não exigir nossos direitos de forma muito rigorosa. A misericórdia e a clemência são certamente qualidades exigidas de todos os que se tornam membros do corpo do Ungido. Devemos ser fiéis em colocar em prática, na medida do possível, tudo o que a justiça exigir de nós. Ao mesmo tempo, devemos ter misericórdia em relação a tudo que a justiça exigiria que outros colocassem em prática para conosco. Se essa for nossa regra, então seremos filhos de nosso Pai, que está nos céus, pois Ele é amável e misericordioso com os ingratos. Z. 1903-7; R3128:2
28 de fevereiro
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica.” — Filipenses 4:6
ALGUÉM PODERIA perguntar: Por que Deus não nos dá as coisas que Ele vê que necessitamos, sem termos que pedir a Ele e reivindicar Suas promessas? Sem dúvida, é porque precisamos primeiro estar na atitude adequada de coração para receber seus favores e ser beneficiados por eles. Mesmo assim, podemos ter certeza de que não apreciamos suficientemente o cuidado divino que nos foi concedido até o momento. Mesmo na atitude de oração e ação de graças, provavelmente não discernimos nem a metade de nossas causas de gratidão, como por fim as veremos em sua totalidade, quando o conhecermos assim como somos conhecidos. Z. 1903-8; R3128:6
29 de fevereiro
“Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” — 1 João 4:16
A JUSTIÇA preenche uma medida, mas o amor a sacode, a calca, a enche até a borda e, com isso, transborda a justiça. É, portanto, algo que não deve ser exigido, nem a sua falta deve ser reclamada, mas deve ser gratamente apreciado como um favor e ser generosamente retribuído. Todo aquele que anseia por ele deve almejá-lo em seu sentido mais elevado — a sensação de admiração e reverência. Mas esse tipo de amor é o mais caro, e a única maneira de assegurá-lo é manifestar a nobreza de caráter que os verdadeiramente nobres possuem. Z. 1902-266; R3071:1
1 Tradução livre de uma frase de um soneto de John Milton (Londres, 9 de dezembro de 1608 — Londres, 8 de novembro de 1674). John Milton foi um poeta, polemista, intelectual e funcionário público inglês, servindo como Secretário de Línguas Estrangeiras da Comunidade da Inglaterra sob Oliver Cromwell. Escreveu em um momento de fluxo religioso e agitação política, e é mais conhecido por seu poema épico Paraíso Perdido (1667), escrito em verso branco.
When I Consider How My Light is Spent
Ere half my days in this dark world and wide,
And that one talent which is death to hide
Lodg’d with me useless, though my soul more bent
To serve therewith my Maker, and present
My true account, lest he returning chide;
“Doth God exact day-labour, light denied?”
I fondly ask. But Patience to prevent
That murmur, soon replies: “God doth not need
Either man’s work or his own gifts; who best
Bear his mild yoke, they serve him best. His state
Is kingly. Thousands at his bidding speed
And post o’er land and ocean without rest:
They also serve who only stand and wait.”
MARÇO
1 de março
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” — Filipenses 4:7
O TEXTO não se refere à nossa própria paz. É a paz de Deus — a paz que vem da compreensão do poder e da bondade de Deus, bem como de Sua vontade de nos segurar com a mão direita quais Seus filhos. A ideia é que essa paz nos guarda continuamente, como uma sentinela, para enfrentar cada medo ou pensamento hostil ou preocupante. Ela cuida da mente do cristão para que, no coração, ele tenha paz com o Senhor, comunhão, companheirismo — e também guarda sua mente, sua faculdade de raciocínio, instruindo-o e assegurando-o do poder, da sabedoria e do amor divino. Z. 1903-8; R3128:6
2 de março
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, … nisso pensai.” — Filipenses 4:8
AS PESSOAS que aprovam a falsidade ou o exagero, de certo modo, contaminam a si mesmas. Por outro lado, os que limpam seus pensamentos, e evitam os exageros, etc., nesse mesmo grau está purificando sua mente e todo o seu caráter. Não basta termos certeza da veracidade de um assunto. Devemos testá-los mais profundamente, e discernirmos até que ponto eles são honrados e nobres; pois, embora o Senhor tenha coberto as características ignóbeis de nosso caráter, e propõe-se a cobri-las até o fim com Seu próprio mérito, não podemos estar em harmonia com nossa condição caída, mas pelo contrário, devemos desejar a verdadeira nobreza e os mais altos padrões de honra em nosso coração, em nossos pensamentos, em todos os nossos tratos com nosso Deus e com nossos companheiros. Z. 1903-9; R3129:2
3 de março
“Tudo o que é justo… nisso pensai.” — Filipenses 4:8
NÃO DEVEMOS permitir que nossa mente ande pelo caminho da injustiça, e devemos aprender a aplicar o teste da justiça a todos nossos pensamentos, palavras e atos, ao mesmo tempo que aprendemos a ver a conduta dos outros de um ponto de vista diferente — na medida em que a razão permitir, do ponto de vista da misericórdia, do perdão, da pena, da ajuda. Mas nunca será demais fazermos uma análise crítica de cada pensamento que entretemos, cada plano que concebemos, para que, em hipótese alguma, os limites da justiça sejam violados por nós com a aprovação do coração. Z. 1903-9; R3129:3
4 de março
“Tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, … nisso pensai.” — Filipenses 4:8
DEVEMOS AMAR e cultivar o que é puro, de tal forma que o que é impuro se torne doloroso para nós, angustiante, e desejemos apagá-lo da memória. Isso só acontecerá se continuamente pensarmos nas coisas que são puras e evitarmos pensar nas coisas que são impuras. Devemos reconhecer e estimar o que é verdadeiramente amável. Quando pensamos na mais pura das coisas devemos necessariamente elevar nossa visão mental para o mais alto nível possível, e, tanto quanto formos capazes, discernir a beleza do caráter perfeito de nosso Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como, na devida proporção, a beleza que se manifesta nesse ou naquele seguidor de Jesus, que segue de perto Seus passos. Z. 1903-9; R3129:3
5 de março
“Se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” — Filipenses 4:8
AS COISAS que possuem qualquer virtude ou valor, as coisas que são em qualquer grau louváveis — as palavras nobres, as ações nobres ou os sentimentos nobres de alguma pessoa — nisso podemos meditar com segurança e, como resultado, nos aproximaremos cada vez mais desses ideais que alimentam nossa mente e nossa nova natureza. Seremos cada vez mais transformados pela renovação de nossa mente, e ficaremos cada vez mais perto da gloriosa semelhança de nosso Senhor e Mestre, sendo transformados de glória em glória, centímetro por centímetro, passo a passo, pouco a pouco, durante a vida presente; e, se continuarmos com essa atitude mental e em união com o Senhor, teremos parte na Primeira Ressurreição, que nos aperfeiçoará para sempre à imagem e semelhança do Senhor. Z. 1903-9; R3129:3
6 de março
“Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura.” — Filipenses 4:11-12 , NVI
SE ACHARMOS nossas experiências na vida muito diversificadas, podemos concluir que o Senhor vê que precisamos dos extremos da prosperidade e adversidade para nos instruir adequadamente e nos qualificar para a posição à qual nos designará. Então, seguindo o exemplo do Apóstolo, aprendamos a lidar com a fartura, não permitindo que a abundância de coisas boas terrenas nos desvie de nossos votos de consagração; e aprendamos também a lidar com a carência (necessidade) sem querer nada além do que a sabedoria e a providência do Senhor acharem por bem nos dar — aprendamos a ter contentamento. Z. 1803-10; R3129:6
7 de março
“Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.” — 1 João 4:12
SERMOS ALGO ou nada no conceito de Deus deve ser medido por nosso amor a Ele, aos irmãos, a Sua causa, ao mundo em geral e até nossos inimigos — e não por nosso conhecimento, fama ou oratória. …. Na medida do caráter, portanto, devemos colocar o amor em primeiro lugar e considerá-lo como o principal teste de nossa proximidade e aceitação pelo Senhor. … Todos os gerados pelo Espírito Santo devem ter um bom temperamento. O melhor modo de mostrar que louvamos Aquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz é por termos um espírito de amor nos assuntos cotidianos da vida. Z. 1803-56, 57; R3150:3; R3150:4; R3151:2
8 de março
“Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.” — 1 Coríntios 12:18
NENHUM MEMBRO do corpo de Cristo pode dizer que não precisa de outro membro, e nenhum membro pode dizer que não há nada que ele possa fazer para servir ao corpo. Sob a orientação de nossa gloriosa Cabeça, cada membro que está cheio de Seu Espírito e desejoso de servi-Lo, pode fazê-lo. Quando chegar o tempo para as recompensas, quem é que pode dizer se parte da utilidade de Paulo e Apolo foi graças ao trabalho de alguns dos irmãos humildes, como Áquila e Priscila? Pois, de várias maneiras eles ministraram, encorajaram e apoiaram seus irmãos mais fortes no trabalho do Senhor. Z. 1903-59; R3152:2
9 de março
“Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis.” — Hebreus 6:10
NENHUM FILHO do Senhor deve se contentar em deixar que os dias da atual da colheita passem com suas oportunidades douradas de serviço e cooperação sem procurar, cada dia, levantar o estandarte real e divulgar publicamente os louvores daquele que nos chamou da escuridão para a luz, ou sem ajudar e cooperar com outros os quais o Senhor em Sua providência colocou em posições mais vantajosas para o serviço público. Z. 1903-59; R3152:2
10 de março
“Exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.” — Hebreus 3:13
SE PERCEBERMOS que a letargia espiritual, de algum modo, tem se apoderado de nós, imperceptivelmente adormecendo nossos sentidos espirituais, de modo que a verdade está perdendo seu poder inspirador sobre nós, nosso primeiro dever é buscarmos a oração e a comunhão com Deus e com Sua Palavra, para que seu poder santificador opere em nós. Z. 1903-54; R3149:2
“Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.” — Hebreus 3:14
11 de março
“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta.” — Hebreus 12:1, NVI
VOCÊS, QUE discernem o prêmio de sua chamada celestial, e que estão se esforçando para atingir o alvo, “estejam com a mente preparada”1; fortaleçam seus propósitos e esforços; renovem sua determinação; redobrem sua diligência; deixem de lado o peso das coisas desnecessárias do mundo; aumentem seu zelo; e, como o Apóstolo pede, corram com paciência a corrida diante de vocês. Corram, não como alguém que está apenas golpeando o ar, mas como alguém que tem um propósito em vista, e como alguém que, de todo o coração, está determinado a fazer com que sua chamada e eleição se concretize. Z. 1903-54; R3149:3
12 de março
“O fim do mandamento é o amor de um coração puro, uma boa consciência e uma fé sincera.” — 1 Timóteo 1:5 (Diaglott)
PRECISAMOS TER claramente em mente o fato de que o objetivo derradeiro de todos os tratos divinos feitos por nós e conosco, e o significado derradeiro de todas as promessas divinas feitas a nós, é o desenvolvimento do amor, que é Divino, pois Deus é amor. E para que esse amor se desenvolva em nós, no sentido e no grau pretendidos pelo Senhor, é necessário que proceda de um coração puro, de pleno acordo com o Senhor e Sua lei de amor, e totalmente antagônico ao Adversário e à sua lei de egoísmo. Z.’00-360; R2735:1
13 de março
“Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá. Tão-somente vivamos de acordo com o que já alcançamos.” — Filipenses 3:15-17, NVI
É INDISPENSÁVEL que os que alcançaram o alvo do amor perfeito se mantenham ativamente engajados no serviço do Senhor, dando a vida pelos irmãos. Tais devem continuar sendo, não apenas representantes de Deus e dos princípios de justiça, mas representantes dos que estão firmes no Senhor e que têm a força do Seu poder e fé na Sua Palavra — prontos, dispostos e capazes de encorajar os demais participantes da corrida, para que eles também possam atingir o “alvo”. Z. 1901-10; R2755:5
14 de março
“Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.” — Provérbios 16:32
AO PASSO que a ira, na forma de ódio, malícia, contenda e inveja, deve ser posta de lado por todos os que procuram ser cópias do querido Filho de Deus, a ira no sentido de justa indignação contra o erro e o pecado nas suas várias formas é apropriada; e, embora deva ser usada com grande moderação, e apoiada pelo amor, há circunstâncias em que seria errado não ter a ira justa nem usá-la. Z. 1896-279; R2068:5
15 de março
“O justo viverá pela fé.” — Hebreus 10:38
NÃO BASTA que, pela fé, recebamos o primeiro impulso de vida, mas, passando da morte para a vida, pelos mesmos meios, devemos continuar a receber e apropriar-nos do alimento espiritual, para que possamos crescer com isso: devemos caminhar pela fé, seguindo a direção do Espírito Santo por meio da Palavra da verdade.
A vida de fé é uma questão individual, bem como do coração e da mente. É muito mais do que aceitar doutrinas que consideramos bíblicas e, portanto, verdadeiras; significa assimilar aquilo que provamos ser a Verdade, de modo que seus princípios se tornem nossos princípios, e suas promessas nossa inspiração. Z. 1895-92, 93; R1798:3, 1799:4
16 de março
“Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos … e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” — 1 João 3:14, 16
UM DOS testes derradeiros e mais escrutinadores desses “irmãos”, no qual provavelmente a maior parte dos que foram despertados e colocaram sua armadura cairá, será — o amor pelos irmãos. Aparentemente muitos falharão nesse ponto e, portanto, serão considerados indignos de uma entrada abundante no Reino por causa disso.
Se alguém for especialmente fraco e inclinado a tropeçar, o verdadeiro soldado da cruz não o desprezará, nem o ofenderá, como nosso irmão mais velho, o Capitão, não o faria. Pelo contrário, ele daria toda a atenção e ajuda aos mais fracos, embora possa se sentir melhor na companhia dos mais fortes. Z. 1899-88; R2453:4, 5
17 de março
“Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.” — Mateus 25: 28, 29, NVI
POR QUE será que o homem que tinha apenas um talento foi escolhido para a ilustração dos que enterram os talentos? É para mostrar a responsabilidade daqueles que têm menos — que o Senhor espera que até mesmo o menor dos seus consagrados conheça e use os talentos que possui, e que Ele não considerará inculpes mesmo os que têm a menor das capacidades de servir a Ele, a Seus irmãos e à Sua verdade, e são negligentes em fazê-lo. Z. 1901-59; R2765:1
18 de março
“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo.” — 1 Pedro 1:13
TENDO FEITO um longo, contínuo e determinado esforço para ‘cingir os lombos do seu entendimento’, ‘seja sóbrio’; não se permita ficar tão exageradamente animado que, sob o impulso da excitação, esgote toda sua vitalidade espiritual em um curtíssimo período de tempo, e depois sofra uma recaída na frieza e no desânimo. Em vez disso, pense com muito cuidado e se prepare para um longo e paciente teste de resistência de toda a disciplina e para as provas de fé necessárias para que você se torne um vencedor digno do abençoado prêmio prometido “ao que vencer”. A corrida diante de nós não é para ser feita aos trancos e barrancos, mas sim “com perseverança em fazer bem”. Z. 1903-54; R3149:3
19 de março
“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem.” — 1 Pedro 1:14, 15, NVI
ALGUNS CRISTÃOS têm a ideia errônea de que Deus faz toda a moldagem, e que Seus filhos devem ser apenas agentes passivos em Sua mão; mas Pedro não expressa isso. Ele nos exorta a nos moldarmos de acordo com as instruções divinas. Há trabalho a ser feito em nós e sobre nós, e aqueles que não colocam a mão na massa, mas que passivamente esperam de braços cruzados o Senhor operar milagres em prol deles, estão muito enganados e dando ao inimigo uma grande vantagem sobre eles, a qual ele certamente usará para amarrá-los dos pés à cabeça e lançá-los nas trevas exteriores, a menos que se mexam para porem em ação a salvação deles com temor e tremor. Z. 1903-55; R3150:1
20 de março
“Se vós permanecerdes na Minha Palavra, então sois verdadeiramente meus discípulos; E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” — João 8:31, 32
A VERDADE divina somente é encontrada nos canais divinamente designados: e esses canais são o Senhor, os apóstolos e os profetas. Continuar na doutrina estabelecida em seus escritos inspirados, estudá-los, meditar e confiar neles, e moldar fielmente nosso caráter de acordo com o que aprendemos é o que significa continuar na Palavra do Senhor. Se continuarmos assim na Palavra do Senhor, quais discípulos sérios e sinceros, ‘conheceremos a Verdade’, seremos “firmes na fé” e ‘capazes de dar uma razão para a esperança que há em nós’, de ‘lutarmos fervorosamente pela fé uma vez entregue aos santos’, de ‘combatermos um bom combate’, de ‘testemunharmos uma boa confissão’, e de, firmemente, ‘suportarmos as dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo’, até o fim de nossa carreira terrestre. Z. 1903-61; R3153:5
21 de março
“Amai os vossos inimigos, abençoai os que vos amaldiçoam, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e perseguem.” — Mateus 5:44
AQUI ESTÁ uma maneira de examinar a disposição real de seu próprio coração para com tais. Será que você alegremente lhes faria o bem e as ajudaria, na medida da sua capacidade, a verem o erro do caminho deles e a darem meia volta? Você conseguiria orar ternamente por eles e suportaria pacientemente sua fraqueza, sua ignorância e falta de desenvolvimento, e tentaria, com um exemplo nobre, mostrar-lhes um caminho mais excelente? Se tal for o caso, então é o pecado que você despreza, e não o pecador. É o pecado que você deve odiar, mas o pecador, nunca. Somente quando o juízo infalível de Deus declarar que o pecado e o pecador estão inseparavelmente ligados entre si, é que poderemos abrir mão do amor estendido a tais pessoas. Z. 1891-141; R1330:6
22 de março
“Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” — 1 Coríntios 11:31, 32
QUAIS NOVAS Criaturas, devemos avaliar nossas perdas e vitórias por determinar como, quando e onde elas ocorreram na batalha constante contra o mundo, a carne e o diabo. Certamente, todos os que fizerem tal avaliação, visando agradar ao Senhor, serão beneficiados.
Os israelitas espirituais devem viver 24 horas por dia próximos do Sumo Sacerdote. O sangue do querido Redentor deve ser continuamente invocado para a purificação da mais ínfima impureza de consciência, para que, desse modo, o traje de casamento da justiça imputada por nosso Senhor não se torne sujo, mas que até a menor nódoa seja removida, para que seja “sem mancha nem ruga ou coisa semelhante”. Z. 1903-3, 4; R3125:4, 3
23 de março
“[Vocês] suportaram muita luta e muito sofrimento. Algumas vezes vocês foram expostos a insultos e tribulações; em outras ocasiões fizeram-se solidários com os que assim foram tratados.” — Hebreus 10:32, 33, NVI
O MAIS forte dos irmãos precisa da ajuda, do encorajamento e da assistência dos outros. O Senhor providenciou isso para que não nos sintamos inteiramente autossuficientes, e que mesmo nosso apoio correto no Senhor requeira também a cooperação, o encorajamento, a empatia e o amor dos co-trabalhadores na vinha. Quem é que já suportou um pouco do trabalho e do calor do dia no serviço do Evangelho e não seria solidário com esse pensamento? Vemos aqui, então, um modo em que muitos do povo querido do Senhor, que não têm grandes talentos ou oportunidades para o serviço, podem ser co-trabalhadores e assistentes na obra do evangelho. Z. 1903-40; R3144:1
24 de março
“Não te deixarei, nem te desampararei.” — Hebreus 13:5
POR QUE, então, devemos temer o que o homem possa fazer a nós, ou ficar angustiado em relação à obra do Senhor, como se Satanás ou qualquer outro poder perverso pudesse prevalecer contra ela? No entanto, cabe a nós mostrar nossa devoção, não só por meio de nosso zelo, mas também por nossa prudência, … portanto, devemos prosseguir na obra do Senhor como se toda a responsabilidade recaísse sobre nós, mas em nosso coração, devemos reconhecer que todo o peso e a responsabilidade recaem sobre o Senhor.
Muito tempo atrás alguém disse: “Eu sou imortal até que minha obra esteja terminada.” Podemos confiar que isso é praticamente verdade para todos os que estão no serviço do Senhor — “Preciosa aos olhos do Senhor é a morte de Seus santos.” Z. 1903-41; R3144
25 de março
“Sabendo portanto isto de antemão, irmãos, guardem-se de serem levados pelo engano de homens perversos, ficando vocês mesmos também abalados na vossa firmeza. Mas cresçam antes na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.” — 2 Pedro 3:17, 18, OL
CRESCEMOS NO conhecimento à medida que observamos atentamente as promessas de Deus e, pela fé, as aplicamos a nós mesmos e procuramos discernir em nossas vidas o cumprimento dessas promessas; ao mesmo tempo, crescemos em graça, pois, a menos que cada parcela de conhecimento seja recebida em um coração bom e honesto, e produza sua medida de obediência e justiça (graça), não estaremos preparados para o próximo passo de conhecimento e, portanto, ficaremos parados, ou, possivelmente, daremos um passo para trás. E, assim como uma perda de conhecimento traria como consequência uma perda mensurável de graça, assim também uma perda de graça traria como consequência uma correspondente perda de conhecimento — caminhando para a escuridão, as promessas da Palavra do Senhor tornando-se cada vez mais apagadas e obscurecidas, na mesma proporção em que nossa bondade ou a graça se perderiam no mundanismo ou no pecado. Z. 1903-70; R3156:4
26 de março
“Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos como os demais.” — 1 Tessalonicenses 5:5, 6, NVI
O CRISTÃO, como discípulo do Senhor, como aluno na escola de Cristo, está sendo preparado para um lugar no Reino Milenar — para uma participação em sua glória, honra e imortalidade. Por isso, vemos a necessidade de frequentes admoestações das Escrituras, para que o povo do Senhor esteja desperto, não dos que dormem; não dos que estão ociosos; não dos que estão sobrecarregados com as preocupações desta vida; mas que sejam fervorosos em espírito, servindo ao Senhor. Seu serviço ao Senhor é, principalmente, o de se colocar na mais estreita harmonia com a vontade do Senhor, e na maior semelhança com o padrão divino possível. Em segundo lugar, é que por preceito e exemplo possam ajudar outros que foram chamados para o mesmo caminho estreito. Z. 1903-70; R3156:5
27 de março
“Eu rogo por eles… para que todos sejam um… para que eles sejam perfeitos em unidade… para que o mundo conheça… que os tens amado a eles como me tens amado a mim.” — João 17:9, 20-23
COM ESPANTO perguntamos, como isso pode ser? Nosso Senhor Jesus estava sempre em perfeita harmonia com o Pai — um filho que gloriosamente refletia Sua semelhança; mas não tem sido assim conosco; nós éramos pecadores e não tínhamos nada digno de amor. Sim, mas fomos lavados e limpos, e, por mais imperfeito que ainda seja nosso vaso de barro, nosso coração é perfeito aos Seus olhos, que é capaz de ler corações. E, visto que Ele nos vê com um coração perfeito — um propósito e uma intenção perfeitos — esforçando-nos para superar as fraquezas e deficiências de nossa carne imperfeita, e com esforço doloroso, porém determinado, para fazer a Sua vontade, e humildemente confiando nas provisões que Ele tem feito para nossa redenção da queda, Deus reconhece em nós o que é digno de Seu amor. Z. 1903-79; R3161:6
28 de março
“Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus.” — 2 Timóteo 2:3, NVI
O VERDADEIRO soldado não discute sua causa. Espera-se, corretamente, que já tenha se convencido de sua justiça e retidão antes de se alistar para servi-la. Depois disso, ele a sustenta e a protege de contradição. Ele está pronto para investir tudo nela, e se gastar todo em sua defesa.
É glorioso servir a Cristo com honestidade e plenitude de fidelidade. Há uma alegria inefável por se estar do lado correto, ao saber que além do campo do sangue e do vale das sombras há uma abundante entrada nas alegrias e na paz do triunfante Rei dos reis. Em virtude dessa esperança, ninguém deve fugir da dureza da batalha, nem vacilar diante da raiva do inimigo, muito menos tremer diante da certeza da fome, sede, nudez, feridas ou morte. Z. 1903-84; R3162:6; 3163:1
29 de março
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus.” — Efésios 2:8, NVI
COMO MEMBROS da humanidade decaída, fomos incapazes de fazer qualquer obra que nosso santo Deus pudesse aceitar. Nossa posição atual, portanto, como Novas Criaturas, não é o resultado de nada que a velha criatura fez, ou poderia ter feito. Não é de nós mesmos; é o dom de Deus. Essa lição deve ser completamente entendida, senão estaremos continuamente em perigo de cair. … Bem ao contrário de considerar a Nova Criatura como uma evolução da velha criatura, o apóstolo Paulo nos explicou que trata-se de algo distinto, uma criação nova e separada. Fomos criados em Cristo Jesus, uma obra de Deus — fomos preparados para boas obras, mas não por causa de boas obras. Z. 1903-90; R3166:4
30 de março
“Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade.” — 2 Pedro 3:11
PARA SERMOS piedosos, ou semelhantes a Deus, certamente devemos evitar qualquer fofoca nociva, qualquer conversa impura ou profana, quaisquer palavras desleais ou rebeldes. Que tais coisas estejam longe de todos os que usam o nome de Cristo em sinceridade e verdade. E que todos os dias nos lembremos de resolver nossos assuntos com o Senhor, para termos certeza de que nenhum registro de palavras vãs, das quais não nos arrependemos e, consequentemente, não foram perdoadas, fique pendente contra nós. Se prestarmos contas diariamente a Deus e buscarmos Sua graça para termos mais poder de vencer a cada dia que passa, seremos absolvidos no julgamento e seremos aprovados diante de Deus por meio de Cristo, e o Espírito Santo dará testemunho a nosso espírito de que somos agradáveis e aceitáveis a Ele. Z. 1896-33; R1938:5
31 de março
“Combate a boa batalha da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual foste convocado, tendo já realizado boa confissão diante de muitas testemunhas.” — 1 Timóteo 6:12, KJA
QUER NOSSO combate seja do tipo mais público, quer do tipo mais privado, é preciso haver combate; e, mais do que isso, é preciso haver progresso e vitória, caso contrário, jamais seremos aceitos pelo Senhor como “vencedores”.
Todos nós devemos ter em mente um outro detalhe. Ao fazer Sua avaliação, o Senhor tomará conhecimento do espírito que nos impeliu, e não dos resultados obtidos por nossos esforços. Em vista disso, cuidemos, não apenas de fazer com toda nossa força tudo quanto nos vier à mão para fazer, mas também para que todo nosso sacrifício e dádiva ao Senhor e à Sua causa estejam tão cheios de amor e devoção que o Senhor certamente os aprovará. Que sejam feitos motivados por Seu amor e para Ele, e não por ostentação e para glória própria. Z. 1903-91; R1938:5
1 1 Pedro 1:13, NVI (lit. “cingidas”)
ABRIL
1 de abril
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” — Marcos 14:38
SÓ PODEMOS discernir claramente a natureza das tentações quando elas já estão sobre nós; pois, se soubéssemos tudo sobre elas de antemão, seriam apenas pequenas tentações. Vigie, portanto, e ore sempre; pois a única maneira segura é estar preparado; isso porque o seu adversário, o diabo, procura a quem devorar. Ele conhece seus pontos fracos, e está pronto para tirar proveito deles. Todos nós precisamos das graças do Espírito em nosso coração, assim como da “graça [do Senhor] sempre que precisarmos de ajuda”, se quisermos vencer.
“Minha alma alerta vai,
Eis inimigos mil;
De Satanás a hoste sai,
Com assombroso ardil!”1
Z. 1903-119; R3179:1
2 de abril
“Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.” — Gálatas 6:10, NVI
O CRISTÃO precisa estar pronto para fazer o bem a todos os homens à custa de seu próprio tempo e conveniência, mas precisa estar pronto para dar a vida pelos irmãos — deve buscar oportunidades para dar sua vida dia a dia, no sentido de dedicar tempo à disseminação da Verdade, ou, por ajudar, de algum modo, os irmãos do Senhor a vestirem toda a armadura de Deus e a resistirem no dia mau. Z. 1903-121; R3180:3
3 de abril
“A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e revistamo-nos da armadura da luz.” — Romanos 13:12, NVI
AS OBRAS das trevas são todas e quaisquer obras que não resistam à mais completa das investigações; que não seriam aprovadas à luz da nova dispensação, caso a mesma tivesse plenamente começado. Lembremos que pertencemos à nova dispensação, e não à antiga, e devemos, portanto, viver de acordo com nossa cidadania e responsabilidades para com o Príncipe da Luz e em oposição ao príncipe das trevas, suas obras e seus caminhos. Z. 1903-122; R3181:1
4 de abril
“Andemos honestamente, como de dia.” — Romanos 13:13
CADA UM deve se esforçar para ser honesto, não só nas questões de dinheiro, mas honesto nos tratos com os vizinhos, com os irmãos e, acima de tudo, honesto em suas confissões com relação a seu Deus e sua fé. Estamos sendo testados nesses assuntos, e aqueles que amam o favor dos homens em vez do favor de Deus, e que desonestamente estão dispostos a confessar e professar uma mentira, serão entregues à sua mentira, terão a permissão de arruinar seus interesses eternos, mostrando-se inaptos para o Reino — mas aptos para qualquer que seja o destino final deles. Z. 1903-122; R3181:3
5 de abril
“Minha boca te louvará com alegres lábios, quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite.” — Salmo 63:5, 6, ARC95
A ORAÇÃO não é meramente um privilégio, mas também uma necessidade; — nos é imposta como indispensável para nosso crescimento cristão. Quem perde o desejo de agradecer, adorar e comungar com o Pai das misericórdias, pode ter a certeza de que está perdendo o espírito de filiação, e deve buscar prontamente remover a barreira — o mundo, a carne ou o diabo. Cada evidência adicional da confiança do Senhor em nós pela revelação de Seu caráter e plano, ao contrário de diminuir nossa adoração e orações, deve multiplicá-las. Se nosso coração for solo bom, então produzirá mais abundantemente. Z. 1896-161; R2004:6
6 de abril
“Se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus por meio desse nome.” — 1 Pedro 4:16, KJA
A DOENÇA e o desconforto de qualquer tipo, incorridos por nossa energia no serviço da Verdade, são permitidos por nosso Pai como evidências de nossa fidelidade e amor; pois, se não estivéssemos sujeitos a tais tribulações, ou se recebêssemos alívio instantâneo por meio de um milagre, o serviço do Senhor não nos custaria nenhum sacrifício e a prova de nossa disposição de suportar provações por causa da Verdade seria insuficiente. No entanto, do jeito como é, cada dor, desconforto ou ferida causados a nós ou a nossos sentimentos, bem como a decapitação social ou literal por causa da Verdade, torna-se um testemunho do espírito, atestando nossa fidelidade. E em todas essas tribulações devemos nos alegrar muito — como dizem nosso Senhor e o apóstolo Pedro. Z. 1896-166; R2007:5
7 de abril
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” — Filipenses 4:19
SE VOCÊ não tem zelo ardente para pregar as boas novas de grande alegria, ore de modo fervoroso, fiel e persistente e esforce-se para fazer isso, e logo o terá. Se você tem zelo e amor pelo evangelho, mas acha que não está habilitado para divulgá-lo, ore por essa habilidade ao passo que faz pleno uso das que você tem. Se você tiver zelo e habilidade, mas poucas oportunidades, apresente o assunto ao Senhor em oração assim que puder, dizendo-Lhe que está usando fielmente todas as oportunidades que você tem. Em seguida, fique atento a oportunidades adicionais, sem afrouxar a mão para fazer o que estiver ao seu alcance, por mais humilde e menor que isso seja. Z. 1896-163; R2006:3
8 de abril
“Se uma pessoa voltar atrás, eu não ficarei contente com ela.” — Hebreus 10:38, NTLH
O RETROCESSO pode, a princípio, ser um ligeiro afastamento do caminho estreito de sacrifício — uma olhadinha para trás, talvez com um suspiro pelas coisas do passado; uma ligeira diminuição na velocidade da corrida que temos à frente; depois, uma pequena disposição de comprometer a Verdade, para ceder aos anseios da natureza decaída. Assim, o caminho está preparado para os artifícios do tentador, que é rápido em notar nossos pontos fracos e em explorá-los do modo mais adequado ao nosso caso. Erros sutis são apresentados contra o julgamento; os engodos atrativos, junto com uma demonstração de justiça, são apresentados à mente carnal; e, quase imperceptivelmente, a alma esquece seu “primeiro amor” pelo Senhor e seu primeiro zelo por Seu serviço, e afasta-se da Verdade e do seu espírito, deixando de ser guiada pelo Espírito Santo de Deus. Z. 1895-93; R1799:1
9 de abril
“Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio.” — 1 Coríntios 9:24, NTLH
PARA SERMOS vitoriosos devemos, além de vestir a armadura de Deus, ser heróis na luta e travar uma guerra agressiva contra os desejos dos olhos e da carne, bem como contra uma vida de soberba e todos os inimigos da justiça e da pureza. O amor — amor pelo Senhor, pela Verdade e pela justiça — deve nos inspirar, ou nunca seremos vencedores. Só o amor nos manterá fiéis até a morte, e nos fará alcançar a herança dos santos na luz. Quando o amor fervoroso governa o coração, subentende-se que o coração está em total sujeição ao Senhor, e isso significa que noventa por cento da batalha já está ganha. Mas, mesmo assim, como diz o apóstolo, (Judas 21) devemos nos manter no amor de Deus, com vigilância, oração e zelo; e, onde o amor transbordar, a graça transbordará também. Z. 1895-93; R1799:4
10 de abril
“Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” — 1 Pedro 5:6
DE FATO, não é fácil percorrer o caminho da humildade, controlando continuamente as aspirações humanas e mantendo o sacrifício no altar até que seja totalmente consumido. Mas é assim que devemos operar a nossa própria salvação para o chamado celestial com medo e tremor, para não desmerecermos o prêmio da chamada celestial prometida aos fiéis vencedores que seguem de perto os passos de nosso bem-aventurado Precursor, … que era manso e humilde de coração.
É quando somos assim, humildes e fiéis, que o Senhor nos faz Seus vasos escolhidos para levar Seu nome aos outros. Quando nos “esvaziamos” de nós mesmos, Ele pode nos encher com Seu Espírito e com Sua Verdade, e podemos prosseguir fortes no Senhor dos exércitos e em Seu grande poder, prestando um serviço valente quais soldados da cruz. Z. 1893-7; R1487:5
11 de abril
“Não gastem o tempo em festanças desenfreadas, nem em bebedeiras.” — Romanos 13:13, BV
ALGUNS FICAM inebriados com dinheiro, com riquezas ou com os negócios. Ainda outros, com a vestimenta, a música ou as artes. Mas nós, o povo do Senhor, que vislumbramos o novo dia e a grande obra de Deus que deve ser realizada naquele dia, devemos estar com o coração tão absorvidos na obra de Deus que essas outras coisas — que as pessoas do mundo acham apropriadas e justas porque não estão despertas e não veem o futuro como nós — devem estar longe de nossa mente e de nosso proceder. Z. 1903-123; R3181:4
12 de abril
“O cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.” — 1 Coríntios 10:16, 17
É UM único cálice, ainda que seja o suco de muitas uvas, e, do mesmo modo, é um único pão, apesar de ser feito de muitos grãos. Os grãos não podem manter sua individualidade e sua própria vida se hão de se tornar pão para os outros; as uvas não podem continuarem como uvas se hão de constituir o espírito que dá vida; e, portanto, vemos a beleza da declaração do Apóstolo de que os do povo do Senhor são participantes de um mesmo pão e cálice. A única maneira de alcançarmos a nova natureza é aceitarmos o convite do Senhor para bebermos de Seu cálice, e sermos quebrados com Ele como membros de um mesmo pão, e sermos enterrados com Ele no batismo em Sua morte, para, assim, alcançarmos com Ele a ressurreição, a glória, a honra e a imortalidade. Z. 1901-76; R2772:6
13 de abril
“Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” — João 6:53
ALEGREMENTE, QUERIDO Senhor, nós comemos (absorvemos para as nossas necessidades) o mérito de Tua natureza pura sacrificada por nós — para nossa justificação. De bom grado, também participaremos do cálice de sofrimento com o Senhor, percebendo que é um abençoado privilégio sofrermos contigo, para que, no devido tempo, também possamos reinar contigo; ser mortos contigo, para que, no futuro eterno, possamos viver contigo, sermos como o Senhor e compartilhar de Teu amor e de Tua glória como Tua Noiva. Oh! Que possamos ser fiéis, não apenas na realização do símbolo, mas também na realidade. Bendito Senhor, ouvimos a Tua Palavra dizendo: “De fato, bebereis do meu cálice e sereis batizados com o meu batismo.” Senhor, não somos, portanto, com nossas próprias forças, capazes de fazer tal sacrifício; mas a Tua graça é suficiente para nós, pois somos totalmente Teus, agora e para sempre. Z. 1899-51; R2436:5
14 de abril
“Derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores.” — Isaías 53:12
ASSIM COMO todo aquele que segue os passos do Mestre precisa ter algumas experiências no Getsêmani, assim também cada um deve provar um pouco de todas as experiências do Mestre. Não nos esqueçamos, então, de procurarmos oportunidades de servir os “irmãos”, os “pequeninos”, os membros do corpo de Cristo. Que cada um tenha cuidado para não aumentar os vitupérios que devem recair sobre todos os seguidores do Cordeiro, mas, ao contrário, oferecer palavras de apoio, e ajudar uns aos outros a suportar as cruzes, dificuldades e provações pelo caminho. Assim, podemos mostrar melhor ao nosso Senhor e Cabeça como teríamos apreciado a oportunidade de ajudá-Lo a levar Sua cruz no caminho para o Calvário. Z. 1899-125; R2473:3
15 de abril
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” — Lucas 23:46
COM PLENA confiança, nosso querido Redentor olhou para o Pai e, cheio de fé, declarou que Ele havia entregue toda a vida e todas as abençoadas esperanças para o futuro ao amor do Pai e ao poder do Pai — para serem providas em harmonia com o plano e a Palavra do Pai. E assim devemos nós, como seguidores dos passos de nosso Mestre, olhar para a frente com fé, e em nossa hora da morte, entregar todos os nossos interesses à guarda Daquele que manifestou Seu amor por nós, não apenas por nos dar Seu Filho como nosso Redentor, mas em toda a nossa jornada — em Seu cuidado providencial, bem como nas grandíssimas e preciosas promessas que nos foram feitas e nos dão força, consolo e segurança. Z. 1899-128; R2475:4
16 de abril
“Eles serão meus, diz Jeová dos Exércitos, no dia que eu faço, uma possessão particular; poupá-los-ei, como um homem poupa seu filho que o serve.” — Malaquias 3:17
SE O Senhor tivesse nos enviado para buscar Sua Noiva, talvez tivéssemos reunido alguns que Ele rejeitaria como indignos — pois somos incapazes de ler corações. Esse pensamento deve nos tornar muito humildes, gentis e humildes para com todos e muito confiantes no Senhor, e muito inclinados a buscar Suas orientações em relação a nossa obra como Seus servos, assim como Samuel buscou o Senhor por ocasião da unção de Davi. Z. 1903-223; R3227:1
17 de abril
“A unção que vós recebestes dele, fica em vós.” — 1 João 2:27
A BÊNÇÃO e o poder do Senhor acompanharam a unção de Davi de alguma maneira — exatamente como, não podemos compreender — fazendo com que progredisse em conhecimento, etc., e que estivesse qualificado e preparado para os deveres do ofício para o qual havia sido ungido. Será que isso não poderia ser considerado um antítipo da unção sob a qual a igreja está desde o tempo de sua aceitação pelo Senhor? Nossa unção não é física, nem as bênçãos conferidas são de caráter secular: é como Novas Criaturas que crescemos em graça, conhecimento e amor; e é como Novas Criaturas que, depois, seremos aperfeiçoados na Primeira Ressurreição e chegaremos ao trono com nosso Senhor e Mestre qual nossa Cabeça. Z. 1903-223; R3227:4
18 de abril
“Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.” — 1 Pedro 4:12, 13
EM UM mundo hostil, podemos esperar receber somente as repreensões que nosso Mestre recebeu, pois o servo não está acima de seu Senhor. O mundo, a carne e o diabo se opõem ao nosso caminho: há lutas internas e temores externos, e muitas são as flechas e os dardos de fogo apontados para os justos. Mas qual é a atitude segura da alma sob aflições e severas provações? Não seria ficar em silêncio diante de Deus, esperando e observando primeiro para ver Sua orientação, Sua vontade em cada assunto antes de se atrever a tocar em coisas que, muitas vezes, têm grandes implicações? Assim, o salmista sugere, ao dizer: “Com o silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem.” [Até mesmo de fazer ou dizer o que parecia bom do meu ponto de vista.] Z. 1896-31; R1937:4
19 de abril
“Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.” — Mateus 12:34, 35
NOSSA PREOCUPAÇÃO primária, então, deve ser o coração — que suas afeições e disposições estejam totalmente sob o controle da graça divina; que todos os princípios da verdade e da justiça se encontrem entronizados lá; que a justiça, a misericórdia, a benevolência, a bondade fraternal, o amor, a fé, a mansidão, a temperança, a suprema reverência a Deus e a Cristo, e um ardente amor por todas as belezas da santidade, sejam firmemente estabelecidos quais princípios que regem a vida. Se esses princípios forem fixos, ou estabelecidos, no coração, então, do bom tesouro do coração a boca proferirá palavras de verdade, seriedade, sabedoria e graça. Z. 1896-30; R1937:2
20 de abril
“Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito.” — Lucas 16:10
ISSO NÃO significa que o povo do Senhor esteja satisfeito com a costumeira rotina de vida no lar ou nas compras e diga a si mesmo: “Deus aceita meu trabalho, como se, de algum modo, fosse feito diretamente para Ele e de uma forma mais apropriada”, mas isso significa que cada pessoa nessa situação, deve dia a dia examinar cuidadosamente seus deveres e obrigações terrenos para ver como poderia, de modo justo e correto, cortar momentos, horas ou dias de serviço e de interesses relacionados com coisas terrenas, para agora serem oferecidos em sacrifício por coisas e interesses espirituais, tanto de si mesmo como de outros. O coração consagrado, o sacerdote que se oferece em sacrifício, é aquele que usará da melhor forma e tanto quanto possível, em prol dos negócios do Pai, os momentos que rapidamente passam voando. Z. 1903-407; R3266:2
21 de abril
“Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” — Hebreus 4:15, 16
NO MOMENTO da tentação, o coração deve elevar-se ao grande Mestre, com a plena certeza da fé, reconhecendo Seu amor, Sua sabedoria e Sua capacidade de nos ajudar, e Sua vontade de fazer todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que O amam. Quando pedimos ajuda em tal momento de necessidade, certamente recebemos o conselho do Senhor, bem como Sua ajuda e força para buscarmos a justiça, a verdade, a pureza e o amor. Assim, seremos vitoriosos a cada hora, a cada dia e, por fim, totalmente vitoriosos. Z. 1898-23; R2249:5
22 de abril
“Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil [inútil ou perniciosa] que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo.” — Mateus 12:36
SE NO escrutínio diário de nossos caminhos, que é o dever de todo cristão, descobrirmos que de algum modo nossas palavras desonram ao Senhor, devemos nos lembrar que, em nome de nosso Advogado, podemos nos aproximar do trono da graça, explicar ao Pai Celestial nossa percepção do erro e o profundo pesar que sentimos por nossa incapacidade de honrar Seu nome e Sua causa com um proceder e palavras santas, e, humildemente, pedir que o pecado não seja colocado em nossa conta, mas apagado por Sua graciosa provisão de purificação por meio de Cristo, alegando humildemente que depositamos toda nossa esperança e confiança em Seu precioso sangue. Assim, devemos prestar conta de toda palavra inútil; e por nossas palavras de arrependimento, complementadas pelos méritos de Cristo aplicados pela fé, seremos absolvidos. Z. 1896-1832; R1938:3
23 de abril
“E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança.” — Lucas 8:15
TODO AQUELE que se oferece em sacrifício precisa, obrigatoriamente, ser manso, humilde, ensinável, caso contrário, em pouco tempo se desviará do caminho. A pessoa também deve aprender a desenvolver a graça do Senhor no que diz respeito à paciência, porque certamente requer paciência para negar a nós mesmos e nos submeter, às vezes, à injustiça, quando não houver meios corretos de evitar isso sem causar danos à causa do Senhor ou a alguns de Seu povo. Envolve também cultivar a bondade fraterna e, resumindo, desenvolver toda a vontade de Deus em nosso coração e vida; a saber, o amor, que deve ser alcançado em uma grande e superadora medida antes de termos completado nossa obra terrena de sacrifício. Z. 1903-408; R3267:1
24 de abril
“Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação.” — Romanos 15:2
A LIÇÃO para cada membro do sacerdócio real é que a missão especial de seu cargo, a vocação, o chamado no presente momento, é sacrificar. … Uma das formas de serviço frequentemente não discernida pelo Sacerdócio Real é a oportunidade de renunciar a nossos próprios caminhos ou planos, a nossos próprios métodos ou preferências, e, em vez disso, em nome da paz, aceitar os planos e as preferências dos outros — quando for apenas uma questão de preferência pessoal, e quando acreditarmos que o Senhor, independentemente do modo como o assunto será tratado, ficará satisfeito. Podemos, em nome da paz, sacrificar nossas preferências aos desejos do próximo, se vemos que algo bom poderá resultar de tal proceder. Z. 1903-406, 407 R3265:3; 3266:5
25 de abril
“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus. É necessário que quem se aproximar dele creia que ele existe e que recompensa os que sinceramente o buscam.” — Hebreus 11:6, OL
“SEJA-TE FEITO conforme a tua fé”, parece ser o método de o Senhor lidar com todos os que são Seus discípulos, do início até o fim da caminhada e experiência cristã deles. Fé quando Ele parece não nos notar; fé quando as coisas parecem estar prosperando conosco em nossos assuntos espirituais e nos nossos assuntos seculares; e fé, igualmente forte, quando as correntezas e forças parecem estar todas contra nós.
A vitória que vence o mundo é a fé que, em todas as situações, é capaz de olhar para o Senhor com absoluta confiança em Sua bondade e fidelidade, e perceber que, de acordo com Sua promessa, todas as coisas irão por fim cooperar para o bem, porque somos Seu povo. Z. 1900-139; R2627:4
26 de abril
“Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” — Hebreus 4:10
EM VEZ de exigir apenas um dia dos sete dias, a lei do amor realmente controla, regula todo o nosso tempo; nos sete dias da semana devemos amar ao Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, mente, alma e força; nos sete dias da semana devemos amar ao próximo como a nós mesmos; e, nos sete dias na semana também devemos descansar — descansar de nossas próprias obras — descansar pela fé na obra consumada de Cristo — descansar no amor de Deus — descansar na paz de Deus que excede todo o entendimento, continuamente governando nossos corações. Z. 1902-205; R3039:1
27 de abril
“Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha.” — Filipenses 2:5, NTLH
TER A mente de Cristo é realmente um importante requisito da luta legítima — uma mente que humilde e fielmente se submete à vontade de Deus conforme expressa em seu grande plano das eras, e que dedica toda a energia para a realização de Sua vontade, em virtude de compreender e apreciar os objetivos que Deus tem em vista.
Se possuirmos, de maneira plena, a mesma mentalidade que Cristo Jesus teve, nós, como Ele, desejaremos estar o mais livre possível de envolvimento em assuntos terrenos, e deixar nosso tempo o mais livre possível para o serviço do Senhor, e, em seguida, dedicar toda energia, habilidade e esforço a esse serviço. Z. 1902-265; R3070:5
28 de abril
“Também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” — Romanos 5:3-5
PRECISAMOS DA paciência, e ela só pode ser obtida por meio de provações. Precisamos de fé, e ela só pode ser desenvolvida por meio da carência. Precisamos de experiência para nosso trabalho futuro, a qual só poderá ser obtida se tivermos as experiências que nos permitam sentir, empaticamente, as enfermidades, dificuldades e provações daqueles que nos rodeiam, aos quais ministraremos e representaremos quando chegarmos ao trono. Para nós, então, a lição das experiências atuais é resistir ao mal, e não com o mal, mas com o bem. Z. 1903-348; R3238:6
29 de abril
“Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.” — Salmo 91:15
É SEMPRE nosso privilégio abençoado levar nossas dores e aflições ao Senhor;
“Pois Ele tem a capacidade
De remover de nossa vida a amargura da calamidade.”
Ele o faz, mostrando-nos, por meio da experiência, a vaidade de todas as coisas terrenas e sua total incapacidade de satisfazer os anseios da alma, ou de consolar o espírito ferido. Daí, temos a ideia de que, por mais fustigantes que sejam nossas experiências, elas logo acabarão; e, se permitirmos sua atuação, elas só irão operar em nós os frutos pacíficos da justiça, e desenvolver em nós um caráter forte e nobre, disciplinado para o total autocontrole, ponderado e atencioso, perseverante na aflição, leal e amoroso, fiel e confiante em Deus. Z. 1896-31; R1937:5
30 de abril
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” — 1 Pedro 2:9
O PRÓPRIO motivo de sermos chamados para essa luz é para que a possamos deixá-la brilhar. Se não a deixarmos brilhar, seremos indignos dela, e o tesouro será tirado e seremos deixados nas trevas. Se, de fato, recebemos a luz e nos consagramos plenamente a Deus, devemos nos perguntar: Que faço para mostrar que louvo Aquele que me chamou das trevas? Estou levando essas novas a meus vizinhos, próximos e distantes?
Posso realmente afirmar que:
“Tudo é por Jesus Cristo,
Fiel a ele eu serei.
De segui-lo não desisto,
Para ele eu viverei.”2
Z. 1903-165; R3199:6
1 Primeira estrofe do hino 183 (Alerta)
2 Estrofe do Hino da Aurora n.° 8, “Tudo a Jesus”, adaptado para o português pelo ministério Os Estudantes da Bíblia.
MAIO
1 de maio
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” — Mateus 20:28
QUANDO NOS consagramos verdadeiramente ao Senhor, todo o sacrifício de nossos direitos e interesses corretos, em favor de nós mesmos como Novas Criaturas, em favor de marido ou filhos, de pai ou mãe, de vizinhos ou amigos e de irmãos em Cristo, é considerado pelo Senhor como tendo sido feito a Ele; ao passo que, se os mesmos serviços forem feitos de qualquer outro ponto de vista — por alguém não justificado e não consagrado ao Senhor, ou simplesmente feitos aos indivíduos e não como um sacrifício ao Senhor — então essas coisas não seriam consideradas como sacrifícios feitos por nós, quais sacerdotes. Z. 1903-407; R3266:4
2 de maio
“Todos os que querem viver a vida cristã unidos com Cristo Jesus serão perseguidos.” — 2 Timóteo 3:12, NTLH
A OPOSIÇÃO é esperada e, sem dúvida, continuará até o término de nossa carreira, na morte. Quando nos submetemos pacientemente a tal oposição, oferecemos em sacrifício nossas próprias preferências naturais pelas amizades e os prazeres da vida presente, para, em troca, suportarmos as dificuldades como bons soldados pela causa da Verdade, em qualquer forma que tais dificuldades possam nos sobrevir em nossos esforços para fazer a vontade do Senhor e a obra de promover os interesses de Seu Reino.
Para estarmos verdadeiramente no serviço do Senhor precisamos, em primeiro lugar, estudar cuidadosa e continuamente o plano de Deus; em segundo lugar, imbuir-nos de Seu espírito, o que nos leva, em terceiro lugar, a um entusiasmado zelo pela realização deste, bem como a uma participação ativa em Seu serviço, de acordo com nossa capacidade, a qualquer custo ou sacrifício que isso possa exigir. Z. 1903-164, 165; R3266:4
3 de maio
“Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.” — Hebreus 5:14, ARIB
AQUELES QUE têm fé verdadeira e sincera em Deus estão dispostos a aceitar Sua Palavra como a Verdade: em tais pessoas os princípios primários da doutrina devem há muito tempo terem sido estabelecidos; grande parte da superestrutura de ouro, prata e pedras preciosas já deve ter sido erguida, e a obra precisa estar em constante progresso. Devem ser capazes, se forem leais e fiéis a Deus, de discernir entre a verdade e o erro. Precisamos saber em que acreditamos e por que acreditamos, e, em seguida, declararmos isso ousada e intransigentemente; pois “se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” Z. 1903-167; R3200:5
4 de maio
“Não vê Jeová como vê o homem; pois o homem olha para o que está diante dos olhos, mas Jeová olha para o coração.” — 1 Samuel 16:7
Se perdermos de foco que Deus nos considera do ponto de vista de nossa vontade, se começarmos a pensar em nós mesmos segundo a carne, e acharmos que Ele também o faz assim, na mesma medida certamente entraremos em trevas, confusão e desânimo. Mas não nos esqueçamos, por outro lado, que o espírito, ou vontade, é contado vivo por causa de sua justiça, porque está em harmonia com Deus. Portanto, jamais deixemos enfraquecer a vontade ou intenção que rege a conduta de nossas vidas, mas tenhamos em mente que qualquer frouxidão nesse sentido significará, na mesma proporção, a perda da vida espiritual. Desejar o que é correto é sempre possível, e apenas uma vontade absolutamente leal poderia ser aceitável para Deus em Cristo. Z. 1903-171; R3203:2
5 de maio
“Se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” — Romanos 8:13
AS CONDIÇÕES para mantermos nosso relacionamento com o Senhor e nossa esperança de participar nas glórias da Primeira Ressurreição são, assim, definitivamente definidas como incluindo a mortificação das obras do corpo — restringindo as inclinações carnais, colocando-as à morte, crucificando-as, usando-as no serviço do Senhor e de Sua causa. Essa mortificação das obras do corpo, essa batalha contra as fraquezas da carne, é o que o Apóstolo em outras partes chama de “guerra”, quando ele nos diz que a carne guerreia contra o espírito, e o espírito, por sua vez guerreia contra a carne, porque os dois estão em oposição, e serão oponentes até o fim da vida; e, se o espírito continuar disposto, lutando ao máximo de sua capacidade contra as fraquezas da carne, o Senhor considerará nossa vitória como completa, pelos méritos do Redentor. Z. 1903-172; R3203:5
6 de maio
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” — Romanos 8:14
ESSE É, então, o guia pelo qual podemos saber nossa verdadeira posição, não só no início da corrida, mas até o fim dela, a saber, se somos guiados pelo Espírito de Deus — se estamos indo nessa direção, se é isso o que buscamos — então somos filhos de Deus; Ele reconhece e aceita todos os que se achegam a Ele por meio de Cristo e que confiam no mérito da veste nupcial, mantendo essa atitude de coração. Z. 1903-173; R3203:6
7 de maio
“Ai de mim se eu não declarasse as boas novas.” — 1 Coríntios 9:16
DEVEMOS ESTAR prontos para contar aos outros as boas novas que temos; por nos colocarmos no lugar da criação que geme por causa das várias provações da vida, somos induzidos a indicar as promessas do Senhor relacionadas com a vinda do Reino e as bênçãos que todas as famílias da Terra usufruirão nessa época. Quem não proclama essas coisas diariamente e em cada oportunidade adequada, dá indícios que tem falta de conhecimento ou de fé na revelação, ou de egoísmo, coisas que o Senhor não aprova. Persistir nessa atitude pode acabar impedindo a pessoa de obter sua participação no Reino. Z. 1903-174; R3205:1
8 de maio
“E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.” — 1 João 2:25
TODOS PRECISAMOS entender que temos que fazer algo para recebermos as graciosas promessas de Deus. No que diz respeito aos assuntos de presente vida, Ele prometeu que nosso pão e água seriam garantidos, mas isso não significa que devemos negligenciar oportunidades razoáveis para obtê-los. Ele também nos prometeu uma parte no vindouro Reino; mas cabe a nós assegurar nossa chamada e eleição. Deus é completamente capaz e está bem disposto a fazer tudo o que diz respeito à Sua parte em todos os assuntos, mas é para a nossa vantagem que ele nos chama para demonstrar nossa fé por meio de nossas obras — por cooperarmos com Ele de todos os modos razoáveis. Z. 1903-175; R3205:4
9 de maio
“Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.” — Colossenses 2:6, 7, NVI
O SENTIMENTO geral entre os que ensinam falsas doutrinas, que pensam que não é necessário nem aconselhável estar firme na fé é … que ser firme é ser intolerante. E, de fato é assim no caso dos que desarrazoadamente aceitam e defendem tenazmente o que nunca provaram pela perfeita lógica ou autoridade bíblica. Mas não seriam fanáticos irracionais aqueles que, pela simples fé, e pela autoridade de Deus, aceitam a Palavra de Deus. E tais, somente tais, que assim o fazem, estão firmados na Verdade. A diferença entre um cristão forte e inabalável e um cristão intolerante é que um está firmado na Verdade, enquanto que o outro está firmado no erro. Z. 1903-199; R3215:2
10 de maio
“Unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” — Salmo 23:5
A PLENITUDE do cálice transbordando tem um duplo significado. É tanto um cálice de alegria quanto um cálice de tristeza, e, em ambos os aspectos, eles transbordam. Quem participar das alegrias do Senhor também deve participar de Seu cálice de sofrimento; precisamos sofrer com Ele se quisermos reinar com Ele. Mas consideramos os sofrimentos deste tempo presente como não sendo dignos de ser comparados com as glórias que serão reveladas em nós e, portanto, podemos nos alegrar na tribulação, de modo que, ao transbordarem as tribulações, as alegrias igualmente transbordarão. Juntos com o Apóstolo, podemos dizer: “Alegrai-vos, e, novamente digo: Alegrai-vos!” Z. 1903-413; R3270:4
11 de maio
“Por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.” — Salmo 44:22
DEVEMOS NOS lembrar que cada um de nós tem apenas um só sacrifício; o qual é para ser oferecido ao Senhor dia a dia, conforme melhores oportunidades de servir a Ele e aos Seus se apresentam a nós. Devemos nos lembrar que, apesar de consistir de muitos pequenos sacrifícios, alguns deles pequenos demais para serem mencionados ou mesmo considerados, no entanto, é preciso que todos eles completem esse sacrifício único que fizemos quando fomos introduzidos em Sua família. Quando dedicamos nossas vontades, dedicamos nosso tudo; e, quando não abrimos mão de qualquer um dos pequenos assuntos da vida — qualquer recusa em sacrificar o que pensamos ser agradável ao Senhor — retemos para nós tudo aquilo que havíamos originalmente dedicado a Ele. Z. 1903-408; R3266:6
12 de maio
“Visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.” — 2 Coríntios 7:1, NVI
QUANTOS DOS prospectivos membros do Sacerdócio Real descobrem que estão manchados nesse sentido, com maldade, falsidade, hipocrisia, inveja, maledicência! É seguro dizer que cada um de nós temos alguns, se é que não todos, desses pontos fracos da carne para combater — especialmente no início de nossa vocação sacerdotal. Todos nós devemos fazer um esforço especial para nos livrar de todas essas coisas! Todos nós devemos examinar, além de cada ato na vida e cada palavra e pensamento, também todos os motivos por detrás de nossas palavras, pensamentos e ações, para que estes sejam cada vez mais purificados das impurezas da Terra e sejam cada vez mais aceitáveis ao Senhor! Z. 1903-408; R3267:2
13 de maio
“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.” — 1 Samuel 15:22
NOSSO PAI CELESTIAL deseja que sejamos muito atentos à Sua Palavra, e não pensemos por um momento que possamos melhorá-la, ou que os tempos e as circunstâncias mudem a justeza de nossa obediência a Ele. Prestemos atenção à Palavra do Senhor e nos mantenhamos perto dela, não temendo os resultados, mas tendo fé de que Aquele que nos guarda nunca descansa nem dorme, e é muito sábio para errar, bem como competente para cuidar de todas as emergências que poderiam nos sobrevir em resultado de nossa obediência. Z. 1903-218, 219; R3224:2
14 de maio
“Falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo, que é a cabeça.” — Efésios 4:15, NTLH
O QUE é crescer na graça? É crescer em favor com o Senhor por meio de um íntimo conhecimento pessoal e comunhão de espírito com Ele. … Crescer assim na graça e não crescer no conhecimento é impossível; pois, o próprio objetivo de tal comunhão é desenvolver, mais perfeitamente, um conhecimento do Senhor e uma familiaridade com Ele — para nos aproximar mais do plano divino e nos dar o privilégio de sermos “cooperadores com Ele”1 na execução do mesmo. Se, portanto, amamos e obedecemos ao Senhor e desejamos crescer em Seu favor, devemos meditar em Sua Palavra escrita e estudá-la diariamente; e, assim, crescemos em conhecimento. Z. 1903-200; R3215:3
15 de maio
“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” — Habacuque 3:17, 18
VEMOS QUE Deus permite o mal no mundo para que o mundo possa aprender, por experiência, certas lições amargas sobre a recompensa inerente da prática do mal, mas vemos também um ministério do mal em relação aos santos — em suas provas, polimento e refinamento; tornando-os prontos, e provando-os dignos, como vencedores, de herdar as coisas maravilhosas que Deus tem em reserva para os fiéis. Z. 1903-94; R3168:2
16 de maio
“…Serás chamado por um novo nome… Também serás uma coroa de adorno na mão de Jeová e um diadema real na mão do teu Deus.” — Isaías 62:2, 3
NUNCA NOS esqueçamos de que somos um “povo peculiar”2, separado do grande grupo de cristãos nominais e do mundo, e que temos esperanças, objetivos e aspirações maiores e somos favorecidos com uma visão mais clara das coisas profundas de Deus. Fomos chamados de nossa escuridão anterior para Sua maravilhosa luz. E, se estivermos separados desse modo do mundo e dos cristãos que refletem grande parte do espírito mundano, não seria de admirar se constatarmos que todos esses não estão em harmonia conosco, e nos ignoram ou se opõem a nós. Z. 1903-164; R3199:2
17 de maio
“Vocês serão expulsos das sinagogas, e chegará o tempo em que qualquer um que os matar pensará que está fazendo a vontade de Deus.” — João 16:2, NTLH
AS PERSEGUIÇÕES de hoje são bem mais sutis do que as do passado. Os fiéis de hoje não são apedrejados com pedras literais, atingidos com flechas literais ou literalmente decapitados, mas ainda é verdade que os ímpios atiram flechas, ou “palavras amargas”3, contra os justos, e muitos, por causa de sua fé, são censurados, caluniados e expulsos da comunhão — “decapitados por causa do testemunho de Jesus”4. Que todos esses possam imitar a Estêvão, o primeiro mártir cristão. Que o testemunho deles seja dado com a face radiante como a de Estevão. Que seus olhos de fé percebam Jesus à destra da majestade nas alturas como seu Advogado e Libertador. Semelhante ao que foi escrito sobre Estevão, que as palavras deles sejam proferidas com moderação, e que estejam ‘cheios da graça e do poder’5 e “cheios do Espírito Santo”6. Z. 1897-57; R2109:6
18 de maio
“Portanto, nós, os que cremos, recebemos o descanso.” — Hebreus 4:3, NVI
NOSSO DESCANSO no Senhor é tão completo quanto a nossa crença Nele. Aquele que crê plenamente descansa plenamente; aquele que crê apenas parcialmente também descansa, mas parcialmente. Para o israelita espiritual, o ideal seria a obtenção do repouso perfeito, uma observância perfeita do sábado, em sua experiência atual, e uma espera e uma obra, ou esforço, por outro descanso — o descanso verdadeiro da condição aperfeiçoada — o descanso que permanece para o povo de Deus. “Portanto, esforcemo-nos [ou, trabalhemos] por entrar nesse descanso [sábado], para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência [do Israel carnal].” — Heb. 4:9-11, NVI. Z. 1899-253; R2534:5
19 de maio
“Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” — Romanos 15:1
PRINCÍPIOS NUNCA devem ser abandonados, qualquer que seja a situação. Mas nossas liberdades e direitos pessoais podem ser ignorados, com frequência e com a aprovação de Deus, visando os interesses de outros. O apóstolo Paulo estava pronto para defender os princípios bíblicos a qualquer custo, (Gál. 2:5, 11) mas no que diz respeito a sacrificar seus direitos, privilégios e liberdades terrenos pela causa de Cristo e da igreja, o Apóstolo evidentemente seguiu de perto nosso Senhor Jesus, e é um exemplo nobre para toda a igreja. Z. 1897-75; R2119:2
20 de maio
“Um povo peculiar, zeloso de boas obras.” — Tito 2:14, KJV
UM “POVO peculiar” — não peculiar no vestir, nem nas maneiras, nem no linguajar, nem nas formas e idiossincrasias tolas e sem sentido; mas peculiar por estar separado do mundo e do espírito do mundo. Ele tem o Espírito de Cristo — um espírito de plena consagração ao Senhor, e de separação do mundo e seus objetivos egoístas. É peculiar por aderir à Palavra do Senhor como sua única lei. É peculiar por rejeitar a sabedoria mundana quando ela entra em conflito com a revelação divina. É peculiar por estar no mundo, mas não ser do mundo. É peculiar por ter uma fé decidida e agir em harmonia com sua fé, e com zelo. É peculiar por ser abnegado e não conhecer outra vontade a não ser a vontade de seu Rei. É peculiar por conhecer a Verdade e ser capaz de dar uma razão para a esperança que abrigam no peito, ao passo que outros meramente especulam, conjecturam e duvidam. Z. 1897-95; R2128:2
21 de maio
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” — 2 Timóteo 3:16, 17
É BOM que todos se lembrem de que todas as graças do Espírito, todo o progresso no conhecimento das coisas divinas que já alcançamos, e que pode ter nos ajudado a nos aproximar de Deus e da santidade, chegaram até nós por meio das Escrituras do Antigo Testamento e pelas palavras de nosso Senhor e de Seus apóstolos inspirados: jamais será necessário buscarmos outros canais para obtermos a verdadeira sabedoria que nos preparará para a prometida salvação. Z. 1897-170; R2166:2
22 de maio
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” — 2 Timóteo 1:7
O ESPÍRITO que o Senhor transmitiu a Seu povo não é um espírito de medo, mas, ao contrário, é um espírito de poder, energia, zelo despertado pelo amor, amorosa devoção a Deus e um desejo de agradá-Lo e servi-Lo. É uma devoção amorosa à Verdade, uma devoção amorosa ao povo de Deus e um desejo de edificá-los em coisas santas, e de fazer o bem a todos os homens conforme tivermos a oportunidade. É o espírito de uma “mente sadia” — uma mente que é fortalecida pela Palavra do Senhor em todos os assuntos e, portanto, embora não tenha qualquer medo do homem, sabe avaliar com sabedoria os tempos, as épocas e os métodos apropriados para usar a energia do amor que queima como um fogo dentro do coração consagrado. Z. 1897-170; R2166:1
23 de maio
“Vós deveis também lavar os pés uns aos outros.” — João 13:14
ISSO SIGNIFICA que os membros do corpo de Cristo devem cuidar do bem-estar uns dos outros; devem manter um ao outro limpos, santos, puros, e ajudarem-se mutuamente a superar as provações, tentações e ataques deste presente mundo mau, advindos das três fontes de tentação: “o mundo, a carne e o Diabo”. Somente quando cultivamos as várias graças do espírito — a mansidão, a paciência, a brandura, a bondade fraternal, o amor — é que podemos esperar ser especialmente úteis para os outros ao vestir esses ornamentos de caráter e pureza de vida e nos livrar das impurezas do mundo e da carne. Z. 1897-243; R2201:6; 2202:4
24 de maio
“O Amor… não fica encolerizado.” — 1 Coríntios 13:5
INDEPENDENTEMENTE DE quanto a degeneração natural, a hereditariedade e os distúrbios do sistema nervoso possam nos inclinar para um espírito de irritabilidade, de taciturnidade (fechado em si mesmo, triste, carrancudo) e de melindre, cada coração cheio do Espírito do Senhor deve se opor a tal disposição para o mal na sua carne, e deve travar uma guerra contra ela. Não adianta dizer: “Eu sou assim mesmo”, pois todos os caminhos da natureza decaída são ruins: o objetivo da nova natureza é vencer a antiga natureza bem como as demais obras da carne e do Diabo, e, poucos mostram a nossos amigos e familiares mais do que isso do poder e da graça do Amor. Essa graça, à medida que cresce, deve fazer de todo filho de Deus uma pessoa dócil. Z. 1897-247; R2204:4
25 de maio
“Não se deixem vencer pelo mal.” — Romanos 12:21, NVI
JAMAIS DEVEMOS usar palavras, métodos ou modos maléficos. Fazer isso é o mesmo que juntar-se temporariamente ao inimigo, ou admitir que seus instrumentos e métodos são melhores do que os do Capitão a quem pertencemos. Pagar a ira com a ira, má reputação com má reputação, palavras amargas com palavras amargas, calúnia com calúnia, perseguição com perseguição, golpe com golpe, ou qualquer coisa assim, seria o mesmo que se esforçar para vencer o mal com o mal. Isso pode ser natural para nossa natureza decaída, mas fomos ordenados a evitar tais coisas para que possamos cultivar mais profundamente a nova natureza. Ser enganado pelo adversário para usar seus métodos em qualquer desses modos é o mesmo que se deixar vencer pelo mal. Z. 1897-267; R2215:1
26 de maio
“O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica.” — 1 Coríntios 8:1, NVI
TODOS OS que procuram ensinar o plano divino aos outros são expostos a tentações peculiares, de modo que a honra de servir ao Senhor e ao Seu povo exige uma medida correspondentemente maior das graças do Espírito Santo, bem como do conhecimento. Portanto, quem quer que seja instrutor de outros, um porta-voz do Senhor, deve cultivar todas as várias graças do Espírito Santo, incluindo a mansidão; que tais combinadas (Amor) com o conhecimento, possam edificar a própria pessoa, bem como aos a quem ministra. Z. 1897-277; R2219:6
27 de maio
“Sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos.” — Filipenses 2:3, NTLH
PAULO EXORTA a todos a cultivarem a graça da humildade e a cuidarem para que, em todos os assuntos, ‘nada seja feito por contendas ou por vanglória’, e que o autoelogio e os esforços de preeminência sejam completamente postos como os maiores inimigos do Espírito do Senhor e da bênção da Igreja. Pelo contrário, cada um deve ter a humildade que pode ver as boas qualidades dos demais membros e apreciar algumas dessas qualidades como sendo, pelo menos, superiores às suas. Não devemos esperar que, numa congregação, todos possuam os mesmos talentos e habilidades. Então, cada um poderá, se for humilde, ver em outros certas boas qualidades ou graças que são superiores às suas, se deleitar em reconhecê-las e, concordemente, estimar a pessoa que as possui. Z. 1897-296; R2228:1
28 de maio
“Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo [contanto que nos sintamos inteiramente satisfeitos com as condições presentes — com nós mesmos e nossos arredores] é um exílio longe do Senhor.” — 2 Coríntios 5:6, VC
SE ESTIVERMOS vivendo perto Dele, “caminhando com Deus”, não nos sentiremos perfeitamente satisfeitos com as atuais realizações, condições, etc.; mas nos sentiremos como peregrinos e forasteiros, buscando um descanso melhor, um lar melhor, “que Deus tem em reserva para os que O amam”. Mas isso, como o Apóstolo explica (versículo 7), é verdade somente para aqueles que caminham pela fé e não pela vista. “Mas estamos confiantes [cheios de fé em relação a Deus, nos alegramos de andar pela fé], e estamos bastante satisfeitos por estarmos sem casa [sem abrigo, peregrinos e forasteiros na Terra] para estarmos em casa com o Senhor”, no espírito de nossa irmandade. Z. 1897-305; R2231:4
29 de maio
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; … Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” — João 14:27
QUANTO MAIS vencemos o mundo, a carne e o Diabo, procuramos fazer a vontade de nosso Pai que está nos céus, buscamos a comunhão com nosso querido Redentor e procuramos fazer as coisas que são agradáveis aos Seus olhos, mais teremos a alegria e a paz que ninguém tira de nós, e que as provações, dificuldades e perseguições só a podem tornar mais doce e preciosa. Z. 1897-306; R2232:5
“Assim acontece também com vocês: agora estão tristes, mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês.” — João 16:22, NTLH
30 de maio
“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação.” — Romanos 12:12
EIS UMA parte importante da grande batalha da vida do cristão. Ele deve lutar contra as tendências naturais da velha natureza e antecipar com confiança a vitória na força do grande Capitão de sua Salvação. Ele não deve sucumbir às influências lisonjeiras e enganadoras da prosperidade, nem ceder sob os fardos da adversidade. Ele não deve permitir que as provações da vida estraguem e endureçam sua disposição, tornando-o moroso, grosseiro, amargo ou indelicado. Tampouco pode permitir que o orgulho, a ostentação ou a autojustiça cresçam e se alimentem dos bens seculares que a providência do Senhor lhe concedeu para testar sua fidelidade qual mordomo. Z. 1895-20; R1759:3
31 de maio
“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” — Romanos 14:21
É UM crime muito grave contra a lei do amor e contra a ordem do Senhor, fazer com que um de Seus irmãos tropece (Mat. 18:6), mas também seria um crime aos olhos Dele fazer tropeçar os outros — impedindo-os que se tornem irmãos e membros da família da fé. Por isso, fica claro que embora o conhecimento possa remover toda a proibição de nossas consciências e todas as restrições à nossa liberdade, ainda assim o amor deve primeiro atuar e aprovar a liberdade antes de a podermos exercê-la. O amor nos dá uma firme ordem, dizendo: “Amarás ao Senhor de todo o teu coração, e ao teu próximo como a ti mesmo.” Portanto, é o amor — não o conhecimento ou a liberdade — que deve, derradeiramente, decidir cada assunto. Z. 1903-43; R3145:6
1 2 Cor. 6:1, TB10
2 1 Pedro 2:9, KJV (inglês). Bíblias em português usam os termos “povo exclusivo”, “povo todo seu”, etc.
3 Sal. 64:3
4 Apo. 20:4, NVI
5 Atos 6:8, NVI
6 Atos 2:4
JUNHO
1 de junho
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” — João 14:21
QUE ESSA comunhão e convivência íntimas com Cristo nos transmita mais e mais do Seu próprio Espírito, para que o mundo tome conhecimento de nós, que “estivemos com Jesus” e que a oração de cada um seja:
“Senhor Jesus, torna-te para mim
Uma vívida, brilhante realidade!
Mais real para a visão da fé apurada,
Que qualquer outra coisa na Terra avistada;
Mais querido, mais intimamente achegado,
Que o laço terreno mais doce e bem atado.”
Z. 1895-75; R1789:5
2 de junho
“Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” — 1 Coríntios 2:2
NOSSA OBSERVAÇÃO daqueles consagrados que têm permitido que outros assuntos diferentes de “este evangelho” ocupem totalmente o tempo e a atenção deles nos levam a aconselhá-los que sejam mais zelosos ao usarem o tempo e o talento para o ministério do evangelho, deixando todos os outros assuntos, por mais interessantes que sejam, para os outros agora, e para a vida futura em nosso caso, quando todo o conhecimento for nosso. Segundo invariavelmente observamos, aqueles que, por qualquer causa evitável, se afastam do ministério do verdadeiro e único evangelho, também logo se afastam do caminho para nosso “prêmio da soberana vocação”, ou são grandemente impedidos de andarem nele. Z. 1895-116; R1811:5
3 de junho
“Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo.” — Salmo 19:1-4, ARC95
OS CÉUS, em toda a sua magnificência e esplendor, devem nos induzir, dia e noite, a expressar nosso louvor e adoração, e devem inspirar em nosso coração uma devoção santa e reverente. Deixe que a atividade silenciosa, a obediência perfeita à lei divina e o brilho abençoado das hostes celestiais gravem em nós suas lições proveitosas — de atividade zelosa sem alarde ou ostentação; de perfeita obediência à vontade Daquele que faz tudo bem, que é muito sábio para errar e muito bom para ser descortês; e de deixar que a glória do Senhor que nos iluminou seja refletida em nós, e, por sua vez, sobre todos os que nos observam. Z. 1895-121; R1815:1
4 de junho
“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo.” — 1 Pedro 1:7
SUA FÉ é que está em julgamento agora. Nos dias mais calmos, quando o sol do favor brilhou fortemente sobre você, você estava silenciosamente construindo os alicerces do conhecimento da Verdade e começando a erguer a superestrutura do caráter cristão. Mas agora você está na fornalha para ser provado: reúna, portanto, toda a sua coragem; fortaleça a sua paciência; agarre-se à perseverança; não abra a mão da sua esperança; lembre-se das promessas, elas ainda são suas. “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada.”1 “Na quietude e na confiança está o seu vigor.”2 “Descansa em Jeová e com paciência espera por Ele”3, e, com isso, sua fé será vitoriosa. Z. 1895-135; R1823:4
5 de junho
“Em ti, Jeová, confio.” — Salmo 31:1
NÃO HÁ nada que coloque o cristão em maior desvantagem na presença de seus inimigos do que abrir mão, mesmo temporariamente, da âncora da fé. Basta fazer isso por um momento, e, inevitavelmente, a escuridão começa a se formar ao redor dele: ele não pode ver o brilho do rosto de seu Pai, pois “sem fé é impossível agradar a Deus”, e, enquanto ele se esforça para segurar novamente a âncora, os poderes da escuridão o atacam ferozmente com dúvidas e medos, baseados de modo geral em suas imperfeições humanas, que ele deveria sempre ter em mente que estão cobertas pelo manto da justiça de Cristo. Se quisermos que a paz de Deus reine em nosso coração, nunca devemos largar nossa âncora, “nem nos sujeitar à luta mais mortal de Satanás para derrotar nossa coragem”. As palavras de nosso coração sempre devem ser: “Ainda que ele me mate, Nele esperarei.” Z. 1895-157; R1835:4
6 de junho
“Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida.” — Lucas 21:34, NVI
COMO É grande a obra que sabemos estar diante de nós, e como necessitamos de sobriedade, vigilância, firmeza! É a obra de uma vida, uma batalha de vida contra um poderoso inimigo entrincheirado em nossa carne. Grandes são, de fato, as forças externas que enfrentamos, mas a “guerra civil” interna é, de longe, a mais temível. Se ficarmos, em qualquer medida, embriagados com o espírito do mundo; se dermos lugar à autogratificação, ao amor à facilidade, ao prazer, a uma pequena indulgência de qualquer um dos antigos estados de espírito da inveja, da maldade, do orgulho, da vaidade, da jactância, da obstinação, da pretensão, da ira, da discórdia ou de qualquer coisa semelhante, mesmo que um pouco, oh, quão grande é o perigo ao qual somos expostos! Z. 1895-201; R1859:6
7 de junho
“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havermos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça.” — 1 Pedro 5:10
SOMENTE POR suportar as dificuldades como bons soldados de Cristo que essa condição desejável pode ser alcançada — a saber, o autocontrole perfeito e a capacidade de resistir ao mal, a fé firmada, a paciência e a virtude, o repouso determinado e permanente em Cristo e a esperança por meio da Sua palavra da promessa. Essa, sem dúvida, foi a própria experiência do Apóstolo à medida que amadurecia no serviço do Mestre, bem como poderá ser também nossa experiência. Que a cada ano que passa estejamos mais perto do glorioso ápice da perfeição! Z. 1895-202; R1860:4
8 de junho
“Aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados.” — Tiago 5:20
QUANDO VEMOS outros andando em caminhos proibidos, no caminho dos transgressores, não devemos segui-los para ajudá-los; mas precisamos permanecer no caminho correto para mostrar-lhes esse caminho, e chamá-los para andar nele. Quando vemos alguns confundindo-se com doutrinas e ensinamentos de homens, que sabemos serem fundamentalmente errados, não devemos atravessar o dificultoso caminho dessas doutrinas para ajudá-los; mas devemos lembrá-los de que o estudo de qualquer doutrina que não se harmonize com o fundamento, não apenas é um mau uso do tempo consagrado, mas também que brincar com o que sabemos ser errado é um perigo, assim como todas as violações da consciência e dos princípios são algo perigoso. Z. 1895-203; R1860:3
9 de junho
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” — João 16:33
A FIDELIDADE do Senhor não foi recompensada com prosperidade terrena, mas o contrário — ele passou por privações e foi perseguido até a morte. Ele era um “homem das dores, experimentado nos sofrimentos”, e os insultos dos que se opuseram a Deus caíram sobre ele; embora fosse rico, por nossa causa, tornou-se pobre; tão pobre que disse: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”…. E o servo não está acima de seu mestre: se perseguiram a Ele, perseguirão também a nós; e os insultos com os quais insultaram a Ele também cairão sobre nós. A única recompensa presente pela qual os seguidores de Cristo podem esperar receber é a manifestação sincera do amor e da aprovação do Senhor. Z. 1895-207; 207 R4072:4
10 de junho
“Senhor, ensina-nos a orar.” — Lucas 11:1
EM RESUMO, para que nossas orações sejam aceitáveis a Deus, elas devem expressar fé confiante, estima e reverência amorosas, plena harmonia com o plano divino e submissão à vontade divina, dependência de Deus como uma criança, reconhecimento de pecados e falhas e o desejo de perdão, bem como um anseio humilde pela orientação e proteção divina. Talvez essas coisas nem sempre possam ser expressas em palavras, mas devem ser, pelo menos, a atitude da alma. Z. 1895-213; R1865:1
“A oração é o sincero desejo da alma, quer expresso, quer não.”4
11 de junho
“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado.” — Filipenses 3:13
QUANDO ALGUÉM considera que alcançou um estado espiritual satisfatório, a partir desse momento começa seu declínio espiritual. Nenhuma realização presente pode ser satisfatória para um seguidor sincero de Cristo que se esforça para copiar o padrão perfeito. Quando desviamos os olhos de Cristo, começamos a nos tornar complacentes; pois, se tivermos uma visão completa do padrão, nossas falhas sempre vão se manifestar. Mas, se por orgulho de coração, perdermos essas falhas de vista, elas se tornarão ainda mais evidentes aos outros. Somente quando o cristão está continuamente crescendo na semelhança de Cristo é que ele deveria ficar satisfeito. Z. 1895-250; R1885:3
12 de junho
“Uma coisa faço.” — Filipenses 3:13
OBSERVAMOS O propósito único do Apóstolo, ao dizer: “Uma coisa faço.” Ele não tentou fazer várias coisas; se tivesse, certamente teria falhado. Ele dedicou sua vida ao único propósito para o qual havia sido chamado, e, para atingi-lo, abandonou todos os outros objetivos na vida. Ele também fez isso à luz do fato de que, durante toda a vida presente, seu proceder escolhido lhe traria certas perdas, privações, lutas árduas, preocupações e perseguição contínua. Mas por ter um propósito único, ele foi poupado de muitas tentações para se desviar e desfrutar algumas das coisas boas desta vida presente, ou para ir atrás de algumas de suas bolhas ilusórias. Z. 1895-250; R1885:3
13 de junho
“Quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança.” — Salmo 17:15, NVI
“Deixemos agora com sublimes asas nossos pensamentos
Elevarem-se dos cuidados triviais do tempo
E removerem o véu que nos impede de ver
As glórias da eternidade.”
PERMITA QUE os pensamentos sobre Deus, Cristo e os dignos santos do passado e do presente, sobre a herança celestial, sobre as bênçãos de nossa obra futura em cooperação com Cristo, sobre a magnitude e a benevolência do plano divino e sobre a glória e a bem-aventurança de nosso encontro com Cristo quando a obra de nossa presente vida se completar, encham nossa mente e inspirem nosso coração. E que, com essas contemplações, também possamos receber o consolo e as bênçãos adicionais da comunhão e do companheirismo pessoais com Deus por meio da oração, do estudo da Palavra e de nossas reuniões para adoração e louvor. Z. 1895-251; R1885:6
14 de junho
“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” — 1 Pedro 5:5
ACIMA DE quase tudo o mais, amados, protejam bem a humildade. Somente quando somos pequenos aos nossos olhos é que Deus pode nos usar com segurança para nós mesmos. E, no entanto, ele não nos protege de todas as provas de fidelidade. Se, portanto, o Senhor lhe dá uma pequena exaltação hoje, um pequeno encorajamento sobre o sucesso em Seu serviço, receba isso com despretensão e humildade, lembrando-se de sua própria indignidade e insuficiência, exceto quando Deus se agrada de usá-lo como um instrumento de sua obra; e, esteja igualmente pronto para receber as humilhações futuras como necessárias para sua disciplina e o equilíbrio adequado do seu caráter. Se o sucesso de ontem fizer com que você se entristeça com a humilhação de hoje, cuidado! Você não está tão desenvolvido espiritualmente como deveria. Z. 1896-19; R1920:5
15 de junho
“Eu farei uma aliança eterna com vocês e lhes darei as bênçãos que prometi a Davi.” — Isaías 55:3, NTLH
TODOS OS que têm fome e sede de justiça, cuja alma está sedenta por Deus como um cervo por um riacho e que, tendo-O encontrado, se consagraram a Ele e recebem a unção do Espírito Santo, o qual dá testemunho ao espírito deles de que são filhos de Deus e que, como filhos ungidos, podem encontrar em si mesmos as características dignas dos verdadeiros filhos — lealdade, fidelidade, zelo, energia, coragem, discrição, etc. — tais constituem a classe com quem o Senhor fez uma aliança eterna e a quem pertencem ‘as bênçãos prometidas a Davi.’ Z. 1896-29; R1936:3
16 de junho
“Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.” — Hebreus 12:11
É SOB tal tipo de disciplina que a alma é amadurecida para uma submissão amorosa que diz calmamente: “Posso fazer todas as coisas, suportar todas as coisas, por meio de Cristo, que me fortalece.” À medida que as impurezas da antiga natureza vão sendo eliminadas e o ouro vai se manifestando, essas almas preciosas se tornam cada vez mais inestimáveis para o seu amoroso Senhor. São tão preciosas para Ele que, em cada aflição, Ele está próximo com Sua graça para nos sustentar e Sua presença para nos animar; e assim, as sombras mais profundas de tristeza se transformam nos lugares de descanso mais sagrados da memória, onde a Estrela da Alva5 brilha o mais cintilantemente. Z. 1896-44; R1944:4
17 de junho
“Mas quem suportará o dia da sua vinda? Quem ficará em pé quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives, … Ele se assentará como um refinador e purificador de prata.” — Malaquias 3:2, 3, NVI
O GRANDE Refinador está observando como o metal precioso do seu caráter reflete a imagem Dele. Ou, em linguagem simples, em cada tribulação, ele observa quais influências controlam nossas ações, sejam elas influências das atuais comodidades, ou da política do mundo, ou das amizades pessoais, ou dos amores terrenos — de marido, esposa ou filhos, ou do amor à facilidade, ou do amor à paz a qualquer custo; ou se, por outro lado, somos controlados pelos puros princípios da verdade e da justiça; e se defendemos esses princípios com zelo e energia a qualquer custo de labuta ou sofrimento, ou de ambos, e, assim, travamos a boa luta da fé até seu amargo fim — até a morte. Z. 1896-45; R1944:5
18 de junho
“Na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.” — Salmo 16:11
NA PRESENÇA do Senhor, não importa onde estivermos, há plenitude de alegria. Cultivemos mais o conhecimento do Senhor, por nos aproximarmos Dele em oração, por estudarmos Sua preciosa Palavra, por meditarmos em toda a Sua bondade, no Seu cuidado providencial, nas marcantes manifestações de Sua graça em nossas próprias experiências individuais e nas Suas promessas preciosas que se tornam “sim” e “amém” em Cristo Jesus. Assim, ‘aproxime-se de Deus, e Ele se aproximará de você’ (Tiago 4:8); Ele se manifestará a você e fará Sua morada com você.
Deus quer, de fato, que todos os Seus filhos sejam felizes Nele, que sempre se alegrem; e, se alguém não tiver essa benção, ele não está vivendo a altura de seu privilégio. Z. 1896-54; R1949:5
19 de junho
A luz [a Verdade] semeia-se para o justo, e a alegria [as alegrias da Verdade] para os retos de coração.” — Salmo 97:11
OS VERDADEIROS filhos de Deus amam a Verdade porque sentem afinidade por ela. … Quando descobrem a Verdade, reconhecem seu valor; a estimam e meditam nela. … E dizem: É como Deus — é a manifestação de Sua bondade gloriosa, o reflexo de Seu caráter amoroso, benevolente, sábio e justo. E, portanto, amam a Verdade e o Deus que a deu; a entesouram no coração e a examinam vez após vez; e, à medida que olham para ela e admiram toda a sua simetria e beleza, se esforçam cada vez mais para ajustar seu próprio caráter ao mesmo padrão de beleza e procuram recomendá-la por palavras e conduta aos outros, para que também possam ser abençoados por ela. Z. 1896-55; R1950:1
20 de junho
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” — 1 João 2:15
ESTAR ASSOCIADO com o mundo é andar em harmonia com suas ideias e se adequar aos seus caminhos. Pode ser que, nesse sentido, podemos não amar o mundo, mas o fato é que devemos estar separados do mundo e em oposição a ele. Assim, o caminho indicado para nós, pelo menos em alguns aspectos, é um caminho difícil e solitário, mas é o único caminho de paz e felicidade. Este mundo com seus desejos está passando rapidamente: é vazio e insatisfatório e, por fim, leva ao desastre e à ruína. Mas os que se deleitam com o caminho do Senhor estão numa abençoada comunhão e andam com Ele. Suas alegrias procedem de uma fonte que o mundo não consegue compreender. Eles vivem em um plano mais alto, respiram uma atmosfera mais pura e desfrutam de uma amizade mais santa e mais doce do que o mundo poderia oferecer. Z. 1896-67; R1956:4
21 de junho
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.” — Mateus 11:29
O SEGREDO do descanso está, verdadeiramente, em ter um espírito manso e quieto. Ser manso é cultivar as graças da paciência; da submissão amorosa à vontade de Deus; da confiança permanente no Seu amor e cuidado, bem como na sabedoria de Seu conselho orientador e intervenções providenciais; e buscar, persistentemente, andar nesse caminho, através do mal e através de boa reputação, ou através de circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis.
Que os amados filhos de Deus busquem cada vez mais copiar o espírito manso e quieto de Cristo, aceitando as providências de Deus e obedecendo aos Seus preceitos e orientações como Jesus fez, munido com a força que só Ele pode dar, e dará, àqueles que tomam Seu jugo sobre si e aprendem Dele. Z. 1896-79; R1962:1
22 de junho
“O que se procura nos mordomos é que o homem seja achado fiel. … cada um segundo a sua capacidade.” — 1 Coríntios 4:2, TNM; Mateus 25:15
O “TALENTO”, ao ser distribuído a todos, representa de forma adequada a bênção da graça divina que é comum a todos os do povo de Deus — a Justificação. Outros dons diferem em quantidade, de acordo com nossas oportunidades naturais, e geralmente são do Pai, como, por exemplo, a Palavra e o Espírito. Nossa justificação foi planejada pelo Pai, mas é um presente de Jesus, porque Ele pagou com o Seu próprio sangue precioso. O “talento” coloca a todos em iguais condições como servos aceitáveis e permite que cada um mostre seu zelo por seus sacrifícios. Mas o aspecto quantitativo dos “talentos”, distribuídos de acordo com as habilidades de cada pessoa, representam oportunidades para o serviço de Deus de acordo com as habilidades que possuímos. Podem ser talentos de educação, ou dinheiro, ou influência, ou boa saúde, ou tempo, ou tato, ou inteligência, com oportunidades para o uso no serviço de Deus. Z. 1896-99, Z. 1907-63; R1972:6, R3948:6
23 de junho
“O que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.” — Mateus 13:23
AS DIFERENTES quantidades de fruto — os trinta, sessenta e cem vezes, ou os dez talentos e os cinco, marcam diferenças nos obstáculos a serem superados, etc., em vez de infidelidades no uso dos meios de graça. Alguns podem se esforçar por muito tempo e diligentemente para atingir pequenos resultados, enquanto que o mesmo esforço da parte de outros com vontade mais resoluta e de maior continuidade pode realizar grandes coisas. Alguns, por tropeços e retrocessos ocasionais, dos quais eles subsequentemente se recuperam, perdem tempo e oportunidades que nunca mais poderão ser recuperados, embora sejam perdoados e generosamente reintegrados no favor divino e, daí em diante, correm com diligência e paciência até o fim. Z. 1896-99; R1973:3
24 de junho
“Se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” — Romanos 8:17
AO LERMOS sobre os planos do Pai para nós, à luz de Sua vontade exemplificada em seus tratos com nosso Mestre, fica claro que Sua vontade não é nos proteger de toda dor, provação e sofrimento, e nos levar triunfalmente à glória através do mar de rosas da facilidade. Bem ao contrário disso, na verdade, deve ser o nosso caminho se seguirmos os passos Daquele que Deus determinou que seria, não apenas um pagamento satisfatório pelos pecados do mundo inteiro, mas também um padrão para a igreja, a qual é Seu corpo. Essa medida de conhecimento sobre o plano de Deus logo nos ensina que não devemos esperar, nem pedir, o livramento da dor e dos problemas, que Sua sabedoria determinou ser o caminho para a glória. Z. 1896-151; R2000:2
25 de junho
“Continuem firmes na oração, sempre alertas ao orarem e dando graças a Deus.” — Colossenses 4:2, NTLH
CADA PROVAÇÃO de fé e paciência é uma ocasião para orarmos pelo socorro prometido. Todo fracasso em ganhar a vitória é uma ocasião para uma oração pelo perdão, e também pela bênção divina, para que a lição de nossa própria fraqueza possa ser profundamente aprendida, de modo que, na próxima tentação semelhante, possamos solicitar prontamente e nos apossar da prometida “graça da ajuda”. Toda vitória sobre o ego é uma ocasião para orarmos pedindo para não sermos altivos e orgulhosos, mas para continuarmos humildes e atentos ao próximo ataque do grande adversário. Todo serviço prestado à Verdade se torna uma ocasião para uma oração de agradecimento pelo privilégio de servir ao Grande Rei e por, possivelmente, ter sofrido alguma coisa pela causa Dele; e um motivo para suplicar por novas oportunidades de serviço e pela graça para usá-las com sabedoria. Z. 1896-163; R2006:1
26 de junho
“Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão.” — Hebreus 3:1
A VONTADE de Deus é que todos os membros do corpo de Cristo sejam tocados com um sentimento das enfermidades do mundo, para que, quando forem exaltados ao Reino, possam ser muito ternos, empáticos e generosos ao julgarem o mundo quais membros do Sacerdócio Real. Nosso Senhor e Mestre, que não possuía as imperfeições da raça humana caída, mas era santo, inocente e separado dos pecadores, teve que tirar dos homens suas doenças e debilidades para que Ele pudesse ser tocado com um sentimento de nossas enfermidades e ser um bom Sumo Sacerdote. Seria absolutamente ilógico supor que as lições necessárias para a preparação do Sumo Sacerdote para Seu cargo e serviço não são necessárias para os subsacerdotes que são chamados para sofrer com Ele e para reinar com Ele. Z. 1896-208; R2029:5
27 de junho
“Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus.” — 2 Coríntios 1:21, 22
O SELO, ou marca, da Nova Criatura é a posse do Espírito de Cristo. As manifestações desse Espírito Santo são triplas: (1) Amor supremo a Deus e lealdade alegre à Sua causa, mesmo à custa de sofrimento. (2) O amor aos irmãos — altruísta, nobre, puro — um desejo por seu bem-estar, que está sempre alerta para lhes fazer o bem. (3) Amor, empático, ao mundo, induzindo a boas obras, conforme as oportunidades permitirem, e um desejo e esforço para viver sempre pacificamente com todos os homens. Z. 1896-212; R2032:3
28 de junho
“Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme a Jeová e aparta-te do mal.” — Provérbios 3:7, TB10
NADA É mais perigoso para o filho de Deus do que a autoconfiança: bloqueia o caminho para o verdadeiro progresso e a reforma do coração e dificulta a verdadeira utilidade para os outros, e, especialmente, a utilidade no serviço de Deus; pois, a Sua Palavra declara: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes.”6 Em vez de autoconfiança, a Sabedoria diz que não devemos confiar em nós mesmos, devemos nos lembrar de nossas fraquezas e imperfeições e, consequentemente, termos maior reverência por Deus e confiança Nele, que mais do que qualquer outra coisa irá nos fortalecer e permitir nos afastar do mal da nossa condição caída. Z. 1896-263; R2060:6
29 de junho
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” — Mateus 5:8, VC
O CONCEITO de “puro de coração” não é perfeição de conduta, nem de palavra, nem de pensamento, mas perfeição de intenção relacionado a todos esses aspectos. Nosso desejo e esforços devem ser o de perfeição — de pensamento, palavra e ação. O padrão diante de nós, com o qual nosso coração, vontade, deve concordar, é o padrão divino: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai Celeste é perfeito.” (Mat. 5:48) Deus não definiu um padrão menor do que o da perfeição absoluta, mas Ele nos forneceu graça, misericórdia e paz por meio de Cristo, se caminharmos em Seus passos; e essa pureza de coração é um dos passos essenciais do caminho estreito. Z. 1900-71; R2587:5
30 de junho
“Quando chegar a época da colheita eu direi aos ceifeiros, … arranquem o trigo e o levem para o celeiro.” — Mateus 13:30, VFL
O TEMPO é curto; a obra da colheita é enorme; os trabalhadores são poucos; nosso tempo é consagrado; devemos trabalhar enquanto ainda é dia, sabendo que vem uma noite em que nenhum homem poderá trabalhar. Consagramos nossa vida até a morte; fomos comissionados pelo grande Senhor da Colheita a buscar o verdadeiro “trigo” e levá-lo para o celeiro. Que tempo será que temos para frivolidades, assuntos do mundo ou muitas comodidades sociais? Em vez disso, devemos nos contentar com dar muito pouca atenção a essas coisas, e devemos nos esforçar para nos envolver com entusiasmo no trabalho que nos é dado, se quisermos receber a aprovação do nosso Mestre, o seu “muito bem, servo bom e fiel”. Z. 1900-234; R2675:2
1 Heb. 10:35, NVI
2 Isa. 30:15, NVI
3 Sal. 37:7, TB10
4 Frase do escocês James Montgomery, poeta e escritor de hinos do século 18.
5 1 Pedro 1:19
6 Tiago 4:6, NVI
JULHO
1 de julho
“Andai como filhos da luz … Aprovando o que é agradável ao Senhor.” — Efésios 5:8, 10
SE SOMOS santificados para servirmos a Deus pela Verdade — se nossas vontades estiverem mortas, e a vontade do Senhor plenamente aceita como nossa, em pensamento, palavra e ação, então alcançamos a vontade de Deus e iremos ganhar o prêmio como “vencedores” — mesmo que, por oportunidades negadas a nós, nunca preguemos, nunca demos aos pobres e nunca soframos como mártires pela causa da verdade. Note bem este ponto: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.”1 Não deixe nada ofuscar ou obscurecer essa verdade — nem outras verdades, nem erros. Deixe-a dominar nosso rumo na vida, e então, se a vontade de Deus for realmente nossa vontade, teremos um caminho claramente delineado diante de nós, o que é muito importante. Z. 1899-4; R2412:2
2 de julho
“Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos.” — 1 Coríntios 4:12, NVI
SE VOCÊ é um aluno fiel (na escola de Cristo), não demorará até que você veja que a lei perfeita da liberdade, a lei de Cristo, discerne os próprios pensamentos e intenções do coração, e que, ao passo que você deve odiar todo o pecado, não pode odiar nenhum pecador e ainda ter o amor de Deus aperfeiçoado em seu coração. Se surgir um sentimento negativo até mesmo contra os que nos caluniam e difamam, isso deve ser combatido e totalmente vencido, para que toda a fibra de nosso ser esteja de acordo com as instruções de nosso Grande Mestre: “Amem os seus inimigos. Orem por aqueles que os perseguem. Abençoem e não façam o mal.”2 Z. 1899-5; R2412:5
3 de julho
“Tenho posto sempre a Jeová diante de mim; estando ele à minha direita, não serei abalado.” — Salmo 16:8
AQUELE QUE sepultou completamente a sua própria vontade na vontade do Senhor não conhece decepção; mas em cada assunto de sua vida ele vê, pela fé divina, desígnio ou supervisão, e ouve a Palavra do Senhor em todos os assuntos da vida assegurando-lhe: “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”3 Uma das evidências de que alcançamos uma condição de graduação (formatura) do coração é quando somos capazes de suportar pacientemente as oposições do grande Adversário, do mundo e de nossa própria carne, com paciência, sem reclamar ou murmurar, “com alegria” — como parte da experiência disciplinar que o nosso Todo-Sábio e Amoroso Senhor, nos concedeu. Z. 1899-6; R2412:6
4 de julho
“Quem creu a nossa mensagem? E a quem foi revelado o braço de Jeová?” — Isaías 53:1
O CHAMADO da igreja no tempo presente é para deixar a luz brilhar e, assim, atrair a perseguição, suportar a perseguição por causa da justiça e ser treinada por ela de modo justo, com paciência, bondade fraterna, piedade e amor — demonstrados a todos os perseguidores e a todos os homens. Que todos, então, que veem o prêmio, e que veem a luz da glória de Deus brilhando na face de Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam fiéis aos requisitos do Pai, ao chamado, ao serviço. Que todos prestemos atenção a esse ministério (serviço) que recebemos, sem desanimarmos ou perdermos a coragem, quer as pessoas nos ouçam, quer nos ignorem, quer pensem coisas ruins, quer falem mal de nós; lembrem-se de que nosso relatório no final do julgamento deverá ser prestado ao próprio Senhor, quando Ele estiver confeccionando Suas joias. Z. 1899-10, 11; R2415:3,6
5 de julho
“As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão… e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” — 2 Coríntios 10:4, 5, NVI
DEVEMOS NOS lembrar de que a primeira condição de aceitação por Deus é obediência leal à Sua Palavra, evidência de amor por Ele e fé Nele. Recordemos, também, que a segunda qualificação que Ele procurará em nós é o amor aos irmãos, prontidão para ser, fazer e sofrer, para morrer em nome daqueles que são, de fato, filhos verdadeiramente consagrados de Deus, buscando andar em Seus caminhos. Z. 1899-11; R2415:6
6 de julho
“Ao homem que temer a Jeová, ensinar-lhe-á ele o caminho a escolher.” — Salmo 25:12
NÃO CABE a nós supervisionar as tribulações e dificuldades que podem nos sobrevir. Mas cabe a nós fazermos uma consagração sem reservas ao Senhor e depois deixar para Ele a decisão sobre a intensidade e frequência de nossas provações — sobre a grandeza dos sacrifícios que teremos de fazer para seguir suas orientações. O Senhor pode ver que alguns precisam de provações especiais mais do que outros, e as provações que, para alguns seriam grandes e exigiriam enormes sacrifícios, para outros, por causa de maior amor pelo Senhor e Sua causa, e de maior zelo pelo serviço, tais sacrifícios poderiam ser, como o próprio Apóstolo expressa, leve e momentânea tribulação, e que produz para nós um peso eterno de glória mui excelente.4 Z. 1899-13; R2416:5
7 de julho
“Eis aqui o Cordeiro de Deus.” — João 1:36
TODOS OS servos do Senhor devem chamar a atenção para o Senhor e não para si mesmos. Cada um precisa direcionar suas energias para encaminhar pessoas ao Cordeiro de Deus, e não para buscar a si mesmo. A modéstia é uma joia, onde quer que se encontre, é uma das graças do Espírito que todos os consagrados do Senhor devem procurar desenvolver e polir o quanto mais.
Devemos nos lembrar que, seguir Jesus, no melhor sentido, significa que andamos em Seus caminhos, nos esforçando ao máximo para fazer o que Ele faria hoje, aprendendo nossas lições com o que Ele fez e disse pessoalmente, e com as instruções que Ele deixou para nós, por meio dos apóstolos, relacionadas com o caminho da comunhão em seus sofrimentos, o caminho para a glória e a herança conjunta em seu Reino. Z. 1899-14, 15; R2418:1
8 de julho
“A igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da Verdade.” — 1 Timóteo 3:15
A IGREJA do Senhor, a única a qual o nome eclésia, corpo ou igreja, se aplica apropriadamente, é tão insignificante, sem nenhuma ostentação e, comparativamente, tão pobre em relação às riquezas deste mundo, que não é identificada nem reconhecida do ponto de vista do mundo. Não é feita pelo homem nem governada por ele; tampouco seus membros estão alistados na Terra, mas no céu. (Hebreus 12:23) Sua cabeça e bispo é o Senhor, sua lei é a Palavra Dele: ela tem apenas um Senhor, uma Fé, e um Batismo; e é construída sobre os testemunhos dos santos apóstolos e profetas — o próprio Jesus Cristo sendo a principal pedra angular. Z. 1899-37; R2429:1
9 de julho
“Quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.” — João 10:4
A VOZ do Bom Pastor é uma mistura tão única de diversos sons, que nenhuma outra voz consegue imitar. Sua voz toca a corda da justiça em conjunto com a corda do amor, e tudo é entoado com sabedoria e poder. Outras teorias, planos e esquemas de homens e demônios não possuem o mesmo som harmonioso da mensagem que o Grande Pastor nos enviou por meio de Seu Filho. Além disso, a voz do Bom Pastor, ao ser ouvida pela verdadeira ovelha, satisfaz seus anseios como nada mais poderia satisfazer. Não estarão mais em risco de serem atraídos por outros sons, vozes, teorias ou esquemas, mas responderão a todos:
“Jesus me satisfaz; Jesus é meu.”5
Z. 1900-230; R2672:5
10 de julho
“Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca.” — Lucas 4:22
NO CASO dos que andam nos passos do Senhor, o seguinte precisa ser o mais verdadeiro possível: Sua fala deve ser com graça, com moderação; seu coração deve estar cheio de terna empatia pela Verdade e por todos os que a amam e buscam. Suas palavras devem sempre estar bem dentro dos limites da razão e da justiça, e estritamente em conformidade com a Palavra do Senhor. E seus costumes e conduta, quais epístolas vivas, devem se harmonizar com isso, para que até seus inimigos se maravilhem e reconheçam que eles estiveram com Jesus e aprenderam com Ele. Z. 1899-53; R2437:6
11 de julho
“Todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas… conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” — 1 João 5:18
ENQUANTO O coração (a mente, a vontade) for santo, em harmonia com Deus e com a justiça, isto é, enquanto a semente do nosso engendramento, o espírito de santidade, continuar em nós, a nova mente não pode aprovar o pecado, mas deve ser e será seu oponente. Embora muitas das batalhas sejam travadas contra os membros de nossa natureza humana caída e fraca bem como seus apetites e desejos, nós, no entanto, quais “Novas Criaturas”, somos separados e distintos da carne, e as fraquezas e imperfeições da carne não são imputadas à Nova Criatura em Cristo Jesus, mas são consideradas como estando cobertas, escondidas sob os méritos do sacrifício redentor do Senhor. Z. 1899-58; R2440:4
12 de julho
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” — João 8:36
OS VERDADEIROS discípulos que obedecem à Palavra do Grande Mestre e continuam fazendo todas as coisas para serem Seus alunos, não são apenas libertos de superstições e da ignorância, mas também do serviço ao pecado; e recebem, em vez disso, uma apreciação correta de suas próprias fraquezas e defeitos naturais, e da mente divina — a Verdade. Em consequência, sua liberdade é aquela que abençoa em vez de feri-los; que traz humildade em vez de orgulho e ostentação; que traz paciência em vez de raiva; que traz generosidade e benevolência em vez de rancor e egoísmo; que traz alegria e paz em vez de descontentamento e amargura de espírito. De fato, somente o Filho pode verdadeiramente nos libertar. Z. 1899-57; R2440:2
13 de julho
“Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam ser servos da justiça.” — 2 Coríntios 11:14, 15, NVI
SE ALGUÉM perguntar, “Como Satanás poderia estar interessado em fazer uma boa obra?”, nossa resposta seria que o adversário finge usar a vestimenta de um anjo de luz e misericórdia, não para levar à Luz do Mundo — não para levar à cruz de Cristo — não para levar à Bíblia — mas para levar para longe delas, para outra esperança de salvação e para outro mestre, e, para enganar, se possível, os eleitos. Devemos nos lembrar também que as palavras de nosso Senhor indicam que, quando as coisas chegarem a esse ponto, em que Satanás expulsa Satanás e cura doenças, é uma clara evidência de que seu trono está cambaleando para a queda — que, por assim dizer, é o esforço final do adversário para enganar. Z. 1899-62; R2669:6
14 de julho
“Toda a amargura, e ira, e cólera, … e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós.” — Efésios 4:31
DO ALTO ponto de vista de apreciação da lei divina, o cristão desenvolvido vê que, no conceito do Senhor, o ódio é homicídio, a calúnia é assassinato e a destruição do bom nome de uma pessoa é roubo e pilhagem. E, qualquer dessas coisas feitas na Igreja, entre professos membros do povo de Deus, é duplamente mau ou nocivo — é o assassinato e o roubo de um irmão…. a única exceção a essa regra de “não falar mal de homem algum” seria nas situações em que houvesse a mais absoluta necessidade de expor uma má ação — onde esse relato do mal seria contrário aos desejos de nosso coração e apenas mencionado por causa de necessidade — por causa do amor pelos outros que, se não fossem informados, poderiam ser prejudicados. Z. 1899-71; R2444:6; R2445:1
15 de julho
“E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, … e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” — 1 Coríntios 13:3
QUANDO MINISTRAMOS a outros, não devemos nos esquecer de que dinheiro não é a única coisa da qual as pessoas necessitam — alguns precisam de amor e empatia, em vez de dinheiro. Nosso Senhor era um desses: Seu próprio coração, cheio de amor, encontrou comparativamente pouca companhia nas mentes mais ou menos manchadas, mesmo entre os mais nobres da humanidade caída, representados por Seus apóstolos. Em Maria, Ele pelo visto encontrou um amor e devoção profundos que, para Ele, eram um agradável e revigorante cheiro de incenso. Maria aparentemente apreciava, mais do que outros, o comprimento e a largura do caráter do Mestre. Ela não só tinha prazer de se sentar aos Seus pés para aprender, mas também tinha prazer, mesmo que a grande custo, de dar-Lhe alguma manifestação de sua devoção, de seu amor. Z. 1899-77; R2448:3
16 de julho
“Deixem-se encher pelo Espírito.” — Efésios 5:18
QUANTO MAIS nos esvaziarmos do espírito de vontade própria, mais poderemos nos encher do espírito de fé e obediência. A obediência não pode fazer nada além do que manifestar-se na vida cotidiana, no entanto, é a obediência da intenção, da vontade e do coração que o Senhor considera em Seu povo consagrado. Por isso, alguns com um coração completamente leal ao Senhor podem ser agradáveis a Ele, mas não tão agradáveis assim para alguns com quem eles entraram em contato; ao passo que outros, “altamente estimados entre os homens” por causa de uma moralidade externa, podem ser uma “abominação” aos olhos de Deus por causa da frieza ou da desonestidade do coração. No entanto, aquele que tem a nova esperança nele, e o novo espírito, procurará purificar-se, não apenas em seus pensamentos, mas também em suas palavras, ações e em todos os seus assuntos, tanto internos quanto externos. Z. 1899-92; R2456:2
17 de julho
“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti.” — Isaías 26:3
ESSA NÃO é a paz mundana, nem a paz da indiferença, nem a paz da preguiça, nem a paz da autoindulgência, nem a paz do fatalismo; mas é a paz de Cristo — “Minha paz”. Olhando para trás, podemos ver que o Mestre manteve Sua paz com Deus em todas as situações. É uma paz que confia implicitamente na sabedoria divina, no amor, na justiça e no poder, uma paz que lembra a graciosa promessa feita aos fiéis do Senhor — que nada, de modo algum, deve prejudicar os fiéis e que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus 6. Essa paz pode aceitar pela fé tudo o que a providência divina permitir, e pode olhar, através das lágrimas e com alegre expectativa, para as bênçãos finais que o Mestre prometeu, sendo que a paz e a alegria presentes são meramente um antegosto disso. Z. 1899-95; R2456:6
18 de julho
“Nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, traidores… amigos dos prazeres e não de Deus.” — 2 Timóteo 3:1, 4, VC
O VERDADEIRO cristão não é “egoísta”, pelo contrário, sua consagração ao Senhor decapita seu ego no sentido figurado. Ele perdeu a cabeça, renunciou à sua própria vontade e autogoverno, e se submeteu como membro do corpo de Cristo, ao controle absoluto de Jesus, a Cabeça. … O verdadeiro cristão, portanto, em todos os assuntos da vida — relacionados com seus prazeres, bem como suas cargas e provações — apela à Cabeça para orientação, para saber o que fazer ou dizer — sim, para ter até mesmo os próprios pensamentos em plena conformidade com a vontade de Deus em Cristo. Z. 1899-102; R2461:1
19 de julho
“Não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” — João 18:11
COMO A graça da humildade resplandece em todos os pequenos assuntos do ministério do nosso querido Redentor! Mesmo no momento da rendição aos inimigos Ele não se vangloria de que Seu proceder é voluntário, nem procura louvor como mártir! Ele declara a simples verdade de que o Pai exigiu isso como evidência de Sua lealdade pessoal a Deus. Jesus confessa ser um servo de Deus, um Filho que aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.
É possível que nenhuma outra lição seja mais necessária para os seguidores do Senhor do que a vontade de beber do copo que o Pai derrama — um reconhecimento de que o Pai está orientando e direcionando nossos assuntos porque somos Dele, quais membros do corpo de O Ungido. Z. 1899-118; 1901-91; R2468:6; R2780:5
20 de julho
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que… dá fruto ele poda , para que dê mais fruto ainda.” — João 15:1-2, NVI
ATÉ MESMO os melhores ramos da videira, que dão evidência de frutificação, requerem podas, de modo que até mesmo o mais honesto e sincero do povo do Senhor exige a disciplina do Senhor e cuidados providenciais — de outro modo, eles logo poderão se transformar em ervas daninhas e deixar de produzir muito fruto. O verdadeiro filho de Deus cuja vontade foi totalmente imersa na vontade do Senhor não fica ofendido nem desanimado com essas podas. Sua própria falta de sabedoria pelo menos lhe ensinou algo, e ele confia na sabedoria do grande Agricultor. Por isso, quando a providência divina impede que seus esforços tomem certas direções, ele aceita esse impedimento de seus planos com alegria, tendo a certeza de que a vontade do Senhor e o caminho do Senhor são os melhores, e resultam em bênçãos. Z. 1899-109; R2465:3
21 de julho
“Para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da Verdade.” — João 18:37
POR SER fiel à verdade, o Senhor enfrentou a oposição daqueles que foram cegos pelo adversário. Ele deu testemunho da verdade e isso Lhe custou a vida, mas, por ter oferecido sua vida em defesa da Verdade, pagou o preço da redenção. De modo similar, todos os seguidores do Senhor devem dar testemunho da Verdade — a verdade sobre o caráter de Deus e Seu plano. Para todos os verdadeiros seguidores de Jesus, o custo desse testemunho da verdade é oferecer a própria vida como um sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus por meio de Jesus Cristo. Então, que cada um que espera ser coerdeiro do Príncipe da Vida no Reino dê testemunho da Verdade — faça uma boa confissão a respeito do Reino, sua fundação e derradeira estrutura superior na Glória. Z. 1899-123; R2471:6
22 de julho
“Perto está Jeová daqueles que têm o coração quebrantado e salva os que têm o espírito contrito. Muitas são as aflições do justo, mas de todas elas Jeová o livra.” — Salmos 34:18-19
“Porque o justo cai sete vezes e se torna a levantar.” — Provérbios 24:16, TB10
SE, EM qualquer momento, achamos que tomamos um caminho errado, irreversível, podemos esperar que ele traga as decepções que o Senhor previu: mas Ele pode permitir que traga, também, algumas bênçãos no caminho do arrependimento de coração e humildade em relação ao Senhor, e maior zelo, vigilância e fidelidade para o futuro. Assim, mesmo alguns dos erros graves da vida podem se tornar um degrau para planos superiores de graça e verdade. Z. 1903-217; R3223:5
23 de julho
“Se alguém não tem cuidado dos seus, …negou a fé, e é pior do que o infiel.” — 1 Timóteo 5:8
“A FÉ” inclui pensamentos de amor, empatia, interesse e cuidado dos outros, especialmente dos da família da fé. Quando vermos como Jesus pensava nos interesses de outros mesmo quando estava sobrecarregado de problemas, como isso nos dá uma compreensão profunda da natureza empática de nosso Senhor! Sua própria agonia não o impediu de pensar em Sua mãe e providenciar que alguém cuidasse dela. … Sem dúvida, o fato de João ter sido escolhido para isso foi, em primeiro lugar, por causa de sua disposição amorosa e terna; em segundo lugar, por causa de seu zelo pelo Senhor e pela Verdade; e, em terceiro lugar, pela coragem de estar com o Mestre em Seus momentos finais, mesmo colocando em risco sua própria vida. Devemos notar que essas são as características aprovadas pelo Senhor. Ao fazermos isso, poderemos cultivá-las em nós mesmos, e, assim, esse mesmo Mestre poderá nos dar oportunidades especiais de serviço. Z. 1899-127; R2474:6
24 de julho
“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” — Tiago 5:16
A COMUNHÃO com o Senhor em oração traz maior confiança na supervisão do Senhor sobre nossos assuntos; maior fé em todas as promessas grandiosas e preciosas de Sua Palavra; maior percepção de Seus direcionamentos, do passado e do presente; maior amor por todos os irmãos de Cristo e maior preocupação com o bem-estar e o progresso espiritual deles. A oração é, portanto, identificada de perto e ativamente com o progresso nas coisas espirituais, o progresso nos frutos do Espírito, para com Deus, os irmãos e todos os homens. Z. 1900-268; R2692:1
25 de julho
“Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” — Tiago 4:12
O QUE o apóstolo Paulo declara em certo lugar está em harmonia com esse pensamento, isto é, que nem o mundo nem os irmãos eram capazes de julgá-lo — mas somente o Senhor, que podia ler o coração e conhecer todas as condições, provações e fraquezas a serem combatidas, poderia julgar adequadamente. Ele mesmo declara: “De fato, nem eu julgo a mim mesmo.” (1 Cor. 4:3, NVI) É uma excelente postura não condenar outros que afirmam estar caminhando conscienciosamente como filhos do Senhor, e nem mesmo nos condenarmos sob circunstâncias semelhantes. Devemos simplesmente nos esforçar dia a dia, fazendo o melhor que pudermos para cultivar as graças celestiais e servir a nosso Mestre, deixando todos os resultados para as mãos do Senhor. Z. 1899-139; R2480:2
26 de julho
“Ao que vencer darei… uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” — Apocalipse 2:17
OS VENCEDORES devem ser capazes de oferecer tudo em sacrifício ao Senhor; tais sacrificariam o amor, a associação e a aprovação, se necessário, de todos os demais, para reterem o amor e o favor do Senhor. Acreditamos que os consagrados ao Senhor enfrentam esse teste diariamente e cada vez mais, e cabe a cada um de nós lembrar que isso faz parte do nosso julgamento. Por isso, devemos direcionar nossas afeições para as coisas celestiais e devemos mortificar ou amortecer todas as afeições para com os seres e as coisas da Terra. Caso contrário, essas coisas poderiam lutar para ganhar as afeições, serviço, etc., que seriam para o Senhor. Z. 1899-140; R2480:6
27 de julho
“Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.” — Daniel 6:5
NEM TODOS possuímos um espírito de liderança como o de Daniel, muito menos recebemos visões, revelações e interpretações, como ele recebeu; mas todos podemos ter o mesmo espírito de devoção aos princípios da justiça, devoção essa que será testada sob a providência divina, passo a passo, através do caminho estreito, à medida que buscamos andar nas pisadas Daquele que nos deixou um exemplo — nosso Daniel, nosso Líder, nosso Senhor Jesus. Então, todos nós que levamos o nome de Cristo devemos abandonar a iniquidade; todos devemos ser fiéis: “Ouse ser um Daniel.”7 Z. 1899-167; R2494:4
28 de julho
“Mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes.” — 1 Pedro 3:14, NVI
SOMENTE QUANDO somos odiados por nossa lealdade à Verdade (direta ou indiretamente) é que devemos ficar satisfeitos, ou pensar que estamos sofrendo por causa da justiça. Conforme indicado pelo apóstolo, alguns sofrem como malfeitores e como intrometidos nos assuntos dos outros, ou por serem descorteses ou grosseiros, ou pela falta da sabedoria de moderação, segundo o conselho da Palavra do Senhor.
Temos o dever não apenas de estudar a vontade do Senhor, mas também de considerar bem as circunstâncias e as condições que nos rodeiam e procurar adotar um proceder tão moderado na vida que, acima de tudo, teria a aprovação divina e, em segundo lugar, causaria o mínimo possível de problemas, inconveniência e desagrado aos outros. Por fim, devemos nos apoiar confiantemente na sabedoria e na providência orientadoras do Senhor. Z. 1899-166, 167; R2493:3, 6
29 de julho
“Nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar.” — Daniel 3:17
MUITAS SÃO as providências do Senhor, mas não cabe a Seu povo decidir quando serão extraordinariamente livrados, ou quando aparentemente serão deixados inteiramente à mercê de seus inimigos sem nenhuma manifestação de ajuda divina em seu favor. Às vezes, os do povo do Senhor que estão presos, impedidos de proclamar a Verdade, descobrem, assim como os três hebreus, que o fogo queima as cordas e os liberta, e realmente lhes dão maiores oportunidades de testificar a glória de nosso Deus do melhor modo possível.
Portanto, não cabe a nós predeterminar qual será a providência divina em relação a nós mesmos; devemos prestar atenção ao que é correto e nosso dever, e, então, fazer isso, independentemente das consequências, confiando implicitamente no Senhor. Z. 1899-171; R2496:3
30 de julho
“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas.” — Cânticos 2:15
MUITOS LIDAM de modo relaxado com as pequenas violações de seus votos de consagração, dizendo: “Para que serve tanto cuidado e uma vida tão diferente da do mundo em geral?” Ora, há uma grande serventia nisso, pois as vitórias nas pequenas coisas abrem caminho para coisas maiores e as tornam possíveis. Por outro lado, render-se à vontade da carne nas pequenas coisas significa uma derrota certa na guerra como um todo.
Nós, que nos tornamos “Novas Criaturas”, considerados em Cristo, sabemos que precisaremos ser testados (se é que nossos testes já não começaram), e devemos perceber que somente por sermos abnegados nas pequenas coisas da vida, e por mortificarmos (amortecermos) os desejos naturais de nossa carne em relação à comida, roupa, conduta, etc., é que nos tornaremos espiritualmente fortes e poderemos “vencer”. Z. 1899-172; R2496:6
31 de julho
“A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta.” — 1 Coríntios 3:13
O APÓSTOLO fala desse tempo de julgamento ardente e, comparando a fé e as obras de um cristão zeloso a uma casa construída com ouro, prata e pedras preciosas, ele declara que o fogo daquele dia, no fim desta era, provará a obra de cada homem mostrando de que tipo é, e consumirá tudo, exceto as estruturas de fé e de caráter genuínos. Mas devemos nos lembrar que tal tipo de caráter leal não se desenvolve de repente, em poucas horas ou dias — como cogumelos — mas se desenvolve progressivamente, refinado e forte como a oliveira. Z. 1899-171; R2496:5
1 1 Tes. 4:3
2 Mat. 5:44, NVI
3 Rom. 8:28
4 2 Cor. 4:18
5 Hinos da Aurora, n.° 47 (Jesus é Meu)
6 Rom. 8:28
7 Título de um hino de Philip P. Bliss, 1873.
AGOSTO
1 de agosto
“A morte e a vida estão no poder da língua.” — Provérbios 18:21
A INFLUÊNCIA da língua excede a de todos os outros membros juntos: e controlá-la, portanto, no serviço do Senhor, é a obra mais importante do povo do Senhor no que diz respeito aos seus corpos mortais e ao serviço que esses prestam ao Senhor. Algumas palavras de amor, bondade e ajuda — muitas vezes mudaram o inteiro rumo de uma vida humana! Sim, e em grande extensão forjaram o destino de nações! Do mesmo modo, palavras malignas, desagradáveis, caluniosas, injustas e grosseiras, têm, com a mesma frequência, causado grande injustiça, “assassinado” reputações, etc! Ou, como o Apóstolo declara, ‘inflamam o curso da natureza’1— despertando paixões, contendas, inimizades, antes impensadas. Não é de admirar que ele diga que tal tipo de língua é “incendiada pelo fogo da geena”2 — a Segunda Morte! Z. 1899-75; R2447:4
2 de agosto
“Ó vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante de Jeová, que nos criou.” — Salmo 95:6
SEGUNDO JULGAMOS, é impossível para qualquer cristão manter um proceder adequado e consistente na vida e construir o tipo de caráter e estrutura da fé representados pelo Apóstolo como compostos de “ouro, prata e pedras preciosas”, sem oração; mais do que isso, sem regularidade na oração — e, quase somos inclinados a dizer, sem se ajoelhar em oração. Acreditamos que as experiências e os testemunhos dos mais verdadeiros e melhores membros do povo do Senhor que já viveram corroboram isso. Z. 1899-184; R2501:6
3 de agosto
“Apartai-vos dos povos das terras.” — Esdras 10:11
ALGUÉM DISSE bem: “O cristão no mundo é como um navio no oceano. O navio está seguro no oceano enquanto o oceano não estiver no navio.” Uma das grandes dificuldades com o cristianismo hoje é que tem aceitado os estrangeiros, o “povo da terra”, e os tem reconhecido como cristãos. Isso prejudica não apenas os cristãos, baixando seus padrões (pois a média será considerada o padrão), mas também prejudica os “estrangeiros”, fazendo com que muitos deles acreditem que estão completamente seguros e não precisam de conversão, porque são externamente respeitáveis e talvez frequentem as reuniões públicas de adoração. Z. 1899-203; R2512:4
4 de agosto
“Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor.” — 2 Timóteo 2:24, 25
ALGUNS DOS queridos servos do Senhor causaram um grande impacto negativo em sua influência da Verdade por demonstrarem um excessivo grau de autoconfiança ao falarem do plano Divino a outros — especialmente aos eruditos. A mansidão é uma jóia onde quer que a encontremos, e é especialmente desejável como um complemento e uma funda (estilingue) para a Verdade. Deixe que a Verdade seja lançada com toda a força que ela pode conter, mas sempre com mansidão e humildade. Também, usar perguntas muitas vezes é a forma mais eficaz de se sugerir a Verdade. Z. 1900-14; R2559:3
5 de agosto
“Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” — Romanos 8:28
COM ISSO em mente, todo o povo do Senhor deve se contentar com o que a Providência nos permitir acontecer — não com uma atitude indolente, mas satisfeitos após termos feito tudo ao alcance de nossas mãos sem impaciência, irritação, insatisfação e queixas contra Deus e Sua providência. Pode ser que o Senhor esteja nos moldando individualmente para algum serviço especial, e que as experiências permitidas sejam exatamente as que precisamos para esse serviço. Devemos nos lembrar também que não estamos aptos para julgar nossas próprias imperfeições, e, portanto, não somos capazes de julgar quais experiências nos seriam mais úteis. Z. 1900-22; R2562:6
6 de agosto
“Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.” — Tiago 4:7, NVI
QUANDO REJEITAMOS de modo firme uma tentação, isso aumenta a força do nosso caráter, não só na ocasião, mas também em tentações posteriores; e, até certo ponto, deixa nosso adversário desconcertado, pois, ao observar nossa determinação, ele sabe muito bem que é inútil discutir o assunto com pessoas de convicções firmes e caráter forte. Por outro lado, se o assunto fosse contemplado, o resultado certamente seria mais raciocínios e argumentos da parte do adversário, e, de nossa parte, correríamos o perigo de sermos vencidos por esses argumentos, pois, como o Apóstolo declara, o Diabo é um adversário astuto e “conhecemos bem os planos dele”.3 Portanto, o único proceder seguro para a irmandade adotar é a imediata e decidida obediência à Palavra e ao Espírito do Senhor. Z. 1900-30; R2567:3
7 de agosto
“Nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras.” — 2 Timóteo 2:5, NVI
JESUS OBSERVOU os tempos, as épocas e os métodos de Deus. Ele nunca expôs precipitadamente Sua vida até que, baseando-se nos profetas, reconheceu que havia chegado a hora para ser entregue às mãos de Seus inimigos. Ele não fez longas orações nas esquinas das ruas para ser ouvido pelos homens, nem instigou a multidão com discursos bombásticos. Conforme indicado pelo profeta, não ergueu a voz nem gritou nas ruas. (Isaías 42:2) Ele escolheu os métodos de Deus, que são racionais e sábios, e que são eficazes para escolher, dentre a humanidade, aqueles que farão parte da classe que Ele deseja que sejam herdeiros do Reino prometido. Que aqueles que correm de modo a obterem o prêmio sigam as pegadas do Mestre e fiquem cada vez mais cheios de Seu Espírito. Z. 1902-265; R3070:5
8 de agosto
“E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.” — Lucas 10:5, 6
CADA TRABALHADOR na colheita atual deve observar bem as instruções do Senhor nesses versículos. Aonde quer que os representantes do Senhor forem, a paz deverá ir, e não conflitos, confusões, tumultos, brigas. Concordamos que a Verdade será uma espada que suscitará oposição, mas deve ser a Verdade que causa oposição e divisão e não qualquer descortesia ou maldade em palavra ou ação da parte dos representantes do Senhor. Já existem muitas coisas para perturbar a humanidade nestes nossos dias atribulados, e todos os que receberam a Verdade devem receber também o espírito dela “falando paz por meio de Jesus Cristo”. Z. 1904-108; R3347:6
9 de agosto
“Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” — Mateus 6:23
A “COLHEITA” é um momento para escolher o “trigo” — é uma peneiração, um tempo de separação, e cada um de nós deve ter o caráter provado: “Havendo feito tudo, [devemos] ficar firmes!”4 Os testes dessa “colheita” devem ser como os da “colheita” judaica ou típica. Um deles é a cruz, outro é a presença de Cristo, outro é a humildade, e ainda outro é o amor. Os judeus foram reprovados porque ‘não conheceram o tempo da sua visitação’5. O assunto é duplamente angustiante para aqueles que já viram a luz da Verdade Presente e, depois, entraram nas “trevas exteriores”. Isso sugere que houve infidelidade. Z. 1904-297; R3437:4
10 de agosto
“Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude.” — Filipenses 2:1, 2, NVI
QUE EXORTAÇÕES maravilhosas para a unidade, a paz e a bondade fraternal! Como elas nos incentivam a sermos pacientes, tolerantes, gentis, prestativos e consoladores uns para com outros na igreja; para que, assim, o Espírito do Senhor abunde em todos, para que cada um faça o maior progresso possível no caminho correto. Queridos irmãos e irmãs, que sejamos cada vez mais dignos do nome de Barnabé — Consolador dos irmãos. Que o Espírito Santo abunde em nós cada vez mais, pois essa é a boa vontade do Senhor. Que tenhamos o Espírito morando em nós ricamente para sermos todos filhos e filhas do consolo em Sião, representantes de nosso Pai e canais do Espírito Santo, bem como da Verdade. Z. 1904-296; R3436:6
11 de agosto
“Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.” — Apocalipse 2:10, NVI
DEVEMOS ESPERAR um segundo ataque à verdadeira igreja (e não ao sistema nominal), e isso pode significar, como no caso de João Batista, uma segunda e aparente vitória completa da mulher babilônica e de seu amante, o mundo, contra os membros fiéis do corpo de Cristo na carne. Certamente não nos surpreenderemos se o assunto tiver esse desfecho. Mas isso e todas as coisas devem cooperar para o bem daqueles que amam o Senhor. Todos precisamos morrer para ganhar nosso prêmio celestial além do véu. A classe de Elias, deste lado do véu deve e será vencida, mas a aparente derrota apenas apressa as glórias do Reino. Z. 1904-63; R3326:6
12 de agosto
“Quem pode discernir os seus erros? Purifica-me de faltas secretas. Também de pecados de presunção guarda ao teu servo; que eles não se assenhoreiem de mim; … Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Jeová, rocha minha e redentor meu!” — Salmo 19:12-14, TB10
SERIA RAZOÁVEL que todo cristão inteligente não parasse de fazer essa oração inspirada, a qual solicita a purificação de faltas secretas, para que, desse modo, conseguisse evitar cometer pecados presunçosos; e, assim, orando de coração, pudesse também vigiar esses começos de pecado e manter seu coração em uma condição limpa e pura, indo continuamente à fonte da graça para obter ajuda em cada momento de necessidade. Aquele que procura viver uma vida de santidade e proximidade ao Senhor, meramente precavendo-se contra os pecados externos ou presunçosos, e que negligencia os começos do pecado nos recantos escondidos de sua própria mente, está tentando fazer uma coisa correta, mas de uma maneira muito insensata e irracional. Z. 1898-22; R2249:1
13 de agosto
“Somos embaixadores da parte de Cristo.” — 2 Coríntios 5:20
SE NÓS, quais cristãos, tivéssemos esse pensamento sempre destacado em nossa mente, como isso tornaria nosso caráter mais digno! Que poder transformador seria! Que ajuda à nova natureza em sua batalha contra as tendências ruins e nada elevadas da velha natureza, agora repudiadas por nós e consideradas mortas! “Nossa cidadania está no céu”,6 diz o Apóstolo. Enquanto ainda vivemos no mundo, não pertencemos a ele, mas transferimos nossa fidelidade e cidadania para o Reino celestial. … E agora, como pessoas nomeadas para um cargo em nosso Reino, enquanto vivemos no mundo entre forasteiros e estrangeiros, nós, como representantes e embaixadores, devemos sentir tanto a dignidade quanto a honra do cargo e suas pesadas responsabilidades, e sempre ter em mente as palavras do Apóstolo: “Quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus.”7 Z. 1904-72; R3330:2
14 de agosto
“Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se o dono da casa foi chamado Belzebu, quanto mais os membros da sua família!” — Mateus 10:25, NVI
MESMO SENDO declarada com graciosidade, a Verdade é uma espada que penetra em todas as direções, e que, conforme predito por nosso Senhor, frequentemente coloca os pais contra os filhos e os filhos contra os pais, porque a escuridão odeia a luz e se opõe a ela de todos os modos possíveis. Ao levarmos em conta os ensinamentos do Senhor sobre o assunto, e o fato de que mesmo a apresentação mais sábia pode acabar sendo mal interpretada, convém a todos os que apresentam a Verdade que tomem o máximo de cuidado para não serem mal compreendidos; que deixem claro que não participamos de qualquer tipo de anarquia e nem as defendemos; mas, pelo contrário, defendemos a justiça e a mais altas das leis, a lei divina. Z. 1903-13; R3131:3, 5
15 de agosto
“Rogamo-vos, também, irmãos, que … sejais pacientes para com todos.” — 1 Tessalonicenses 5:14
ISSO SUGERE que os mais equilibrados entre os do povo do Senhor devem olhar com empatia e ser muito pacientes não só com os fracos e os que não têm coragem, mas com todos; incluindo os que têm muita coragem e impetuosidade. … Crescer no conhecimento nos ajuda a crescer na graça da paciência, pois, à medida que agradecemos cada vez mais a paciência do Pai celestial conosco, isso nos ajuda a aplicar o mesmo princípio em relação aos outros. … A ideia de que nosso Pai celestial favoreceu e chamou alguém deve nos induzir a sermos extremamente cuidadosos quanto a como podemos cooperar com o Senhor em relação à chamada, e a sermos o mais úteis possíveis para todos aqueles que conosco estão buscando seguir os passos de nosso Senhor no caminho estreito. Z. 1903-24; R3136:3
16 de agosto
“Em tudo dai graças.” — 1 Tessalonicenses 5:18
POR TEREM um coração em comunhão com o Senhor e totalmente dedicado ao cumprimento de Sua vontade, o povo do Senhor não apenas implora Sua benção no início de cada dia, e apresenta seus agradecimentos no fim de cada dia, mas em todos os assuntos da vida procuram ter em mente que consagraram tudo ao Senhor e, pela fé, buscam a orientação Dele em todos os assuntos da vida; — e, proporcionalmente à importância de seus empreendimentos, eles, pela fé, percebem que a providência de Deus está presente em todos os assuntos da vida e, concordemente, dão graças por isso. Essa é a vontade de Deus em relação a nós: Ele quer que vivamos com tal atitude de constante consideração por Sua vontade e por Sua benção — e Ele deseja isso para nós porque será a condição mais favorável ao nosso progresso no caminho estreito, e a que melhor nos ajudará a assegurar nossa chamada e eleição. Z. 1903-25; R3136:6
17 de agosto
“Não extingais o Espírito.” — 1 Tessalonicenses 5:19
O ESPÍRITO do Senhor entre Seu povo é comparado a “uma chama de amor sagrado” pelo Senhor e por todos os relacionados com Sua causa: essa chama é acendida por meio da mensagem divina em cada um individualmente, quando são gerados pelo Espírito Santo, e pertence, portanto, à igreja coletivamente, sob a orientação desse Espírito. À medida que a igreja cresce no conhecimento, no amor e na comunhão com o Senhor, essa “chama de amor sagrado” se torna uma luz no mundo, uma cidade situada em um monte que não pode ser escondida. Z. 1903-25; R3137:2
18 de agosto
“Ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.” — 1 Tessalonicenses 5:21, NVI
POR MAIS que possam chegar a respeitar profecias, ou discursos públicos, o povo do Senhor deve aprender, ao mesmo tempo, a não aceitar automaticamente tudo o que se diz sem primeiro fazer um exame crítico apropriado: Devem provar todas as coisas que ouvem, devem saber discernir o que é apoiado pela lógica e pelas Escrituras, e o que é mera conjectura e, possivelmente, um sofisma. Eles devem provar o que ouvem com a intenção de reterem tudo o que for aprovado pelo teste da Palavra divina, e que mostrar estar de acordo com o Espírito Santo; e devem rejeitar prontamente tudo o que não passar nesses testes. Z. 1903-26; R3137:4
19 de agosto
“Afastem-se de toda forma de mal.” — 1 Tessalonicenses 5:22, NVI
SEGUNDO A EXORTAÇÃO, devemos nos opor e resistir a tudo o que é mau, quer tenha uma boa forma ou uma má forma. … Afastar-se de toda a aparência do mal é outra coisa — é uma ideia diferente do que a transmitida pelas palavras originais do Apóstolo; no entanto, trata-se de um princípio razoável. Certamente, além de nos abster de coisas más, quaisquer que sejam sua forma ou aparência, devemos também fazer o máximo para nos abster de fazer coisas que sabemos ser boas, mas que nossos amigos ou vizinhos talvez entendam mal e achem serem coisas más. O espírito de uma mente sã dita que não é só o mal em todas as suas formas que deve ser evitado, mas tudo o que tiver uma aparência do mal também deve ser evitado — para que nossa influência em prol do Senhor e da Verdade seja maior. Z. 1903-26; R3137:5
20 de agosto
“Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.” — Atos 17:23
O MÉTODO do Apóstolo é digno de imitação. Todas as pessoas sábias desconfiam de novidades e costumam dizer que tudo o que é valioso tem sido assim há muito tempo. Nós, como o Apóstolo, deveríamos tentar mostrar que o verdadeiro evangelho não é uma nova teologia, mas a teologia antiga; não é um novo evangelho, mas o antigo evangelho — aquele predito a Abraão; aquele declarado pelo próprio Senhor Jesus e por todos os Seus apóstolos. Ao apontarmos os erros que prevalecem hoje, e que tiveram sua origem na Idade das Trevas, devemos mostrar que não estamos elaborando uma nova teoria igualmente errônea, mas que descartamos os erros da Idade das Trevas e retornamos aos princípios, preceitos e instruções originais do evangelho conforme anunciados pelo Senhor e Seus representantes autorizados, os apóstolos. Z. 1903-29; R3139:4
21 de agosto
“Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça.” — Mateus 6:33
O POVO do Senhor, membros do Israel espiritual, farão bem em sempre manter esse conceito na mente — que os interesses espirituais devem sempre ter prioridade; que os assuntos seculares devem ser geridos e controlados do ponto de vista do bem-estar eterno, do ponto de vista do crescimento espiritual, do desenvolvimento e da prosperidade, e, do ponto de vista dos melhores interesses e influência positiva sobre os filhos. Além de pensarem duas vezes antes de seguirem qualquer sugestão que leve a si mesmos e a suas famílias a um ambiente desfavorável e sem Deus, devem também estar determinados a não seguirem, em hipótese alguma, tal tipo de sugestão; — pelo contrário, o povo do Senhor deve ser Seu povo, mesmo que isso signifique usufruir menos conforto e os luxos da vida atual. Z. 1902-350; R3110:6
22 de agosto
“Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” — Lucas 2:49
NÃO DEVERÍAMOS ter todos nós o mesmo Espírito do Mestre, expresso em Suas palavras? Os verdadeiros santos do Senhor não têm nenhum negócio próprio, pois entregaram tudo ao Senhor ao se consagrarem. Como administradores, o negócio que gerenciam é para o Senhor — não para passarem adiante depois que morrerem, em condições prósperas, para seus filhos ou amigos, possivelmente para o dano deles. Mas sim para ser usado pelo administrador do modo mais sábio que ele souber antes da própria morte; pois, então, sua administração termina e ele deve prestar contas. Z. 1903-53; R3148:5
23 de agosto
“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” — 1 Coríntios 13:13
VISTO QUE o amor é a coisa mais excelente, então é também a mais duradoura, … pois, não é verdade que a fé vai praticamente acabar quando vermos e conhecermos completamente? E a esperança não vai praticamente chegar a um fim quando alcançarmos a fruição de todas as nossas esperanças e possuirmos a plenitude das promessas de nosso Pai celestial? O amor, no entanto, nunca falhará, assim como nunca teve início. Deus é amor, e como Ele nunca teve começo, o amor nunca teve começo; pois é parte de Seu caráter, Sua disposição; e, visto que Ele permanece para sempre, o amor também permanece para sempre. Z. 1903-58; R3151:5
24 de agosto
“Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” — João 17:11
À MEDIDA que consideramos essa bela expressão dos sentimentos do Senhor com relação à igreja, vislumbramos a glória da união abençoada da família divina. É uma união de propósito, uma união de confiança, uma união de empatia, uma união de amor, uma união de honra e uma união de possessão mútua. Essa união nosso Senhor descreveu como já existindo entre Ele e o Pai, mas, no que diz respeito aos Seus discípulos, era e ainda é prospectiva; e sua realização completa é o objetivo ideal ao qual somos ensinados a aspirar. Z. 1903-77; R3160:3
25 de agosto
“Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” — 1 João 3:2
QUANDO CONSIDERAMOS a esperança de que logo seremos mudados na ressurreição e seremos feitos como nosso querido Redentor, e o veremos como Ele é, e compartilharemos de Sua glória na grande “epifania”, quando os filhos de Deus brilharem na glória do Reino, ficamos muito entusiasmados — isso deve energizar nosso coração, soltar nossos lábios e nos fortalecer para cada dever, privilégio e oportunidade — de servir ao nosso Mestre e aos da família da fé. Se essa esperança tem sido uma âncora para o povo do Senhor há tantos séculos, quanto mais ela é importante para nós que vivemos agora no próprio tempo de Sua presença e à espera de Seu “apokalupsis” — Sua revelação na glória do Reino! Z. 1903-151; R3193:6
26 de agosto
“O amor é bondoso.” — 1 Coríntios 13:4
ASSIM COMO não é apropriado apontar a falta de beleza daqueles que não a possuem, não é apropriado ao povo do Senhor apontar os erros de todos os pecadores que encontrarem na rua. … A cortesia é sempre uma parte do caráter cristão. No mundo, pode ser uma questão de polidez, mas no cristão não é apenas um verniz superficial, mas representa os verdadeiros sentimentos do coração, desenvolvidos de acordo com o espírito da vida — o amor. O amor leva à gentileza, à paciência, à bondade, etc., e mesmo no caso de desobediência, se refreará de usar palavras duras e as evitará tanto quanto o dever lhe permitir. Z. 1903-153; R3194:2
27 de agosto
“Daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne.” — 2 Coríntios 5:16
O APÓSTOLO não quis dizer que não devemos prestar atenção às deficiências da carne, em nós mesmos ou em outros membros do corpo. Todas as fraquezas carnais devem ser combatidas, e muitas vezes podem exigir um tratamento rigoroso, nos interesses da Nova Criatura; no entanto, devemos fazer uma clara distinção entre a Nova Criatura e seu corpo mortal fraco. Assim, poderemos amar e ter empatia pelo irmão, e, ao mesmo, caso seja necessário e nos interesses do irmão e nos da igreja, talvez reprovemos, censuremos ou mesmo corrijamos seu proceder errado. A definição do Apóstolo quanto a como podemos fazer uma distinção entre as duas coisas é que o não regenerado se importará com as coisas da carne, enquanto o regenerado se importará com as coisas do Espírito. Z. 1903-170; R3202:3
28 de agosto
“Pregue insistentemente a palavra de Deus em todos os momentos, sempre que tiver a oportunidade, a tempo e fora de tempo.” — 2 Timóteo 4:2, BV
ISSO NÃO significa que devemos violar as leis da razão e da decência por impor as boas novas aos outros nos momentos inconvenientes e não razoáveis para eles; mas significa que devemos ter um amor tão grande pela Verdade, um desejo tão sincero de compartilhá-la, que teremos o prazer de aceitar a oportunidade de fazê-lo, por mais inconveniente que seja para nós mesmos. É o principal negócio de nossas vidas, do qual a própria vida depende e, portanto, nenhuma oportunidade de serviço deve ser posta de lado. Z. 1903-189; R3211:2
29 de agosto
“Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados.” — Tiago 4:3, NVI
APRENDAMOS A orar corretamente, bem como a trabalhar e esperar corretamente; e, para conseguirmos isso, sejamos rápidos no ouvir e vagarosos no falar, rápidos para prestar atenção à Palavra do Senhor e à lição que Ele já nos deu, e a Seu método de nos instruir, guiar e abençoar. Sejamos vagarosos em dizer a Ele quais são as nossas preferências; de fato, procuremos alcançar esse desenvolvimento do caráter cristão que nos permitirá buscar sempre, em vez de nossas próprias vontades, a vontade e o modo de nosso Pai do céu. Z. 1903-204; R3217:6
30 de agosto
“Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” — Mateus 5:16
NÃO SÓ será verdade que o Ungido do Senhor será a cabeça e os ombros acima de todos os outros, “o primeiro entre dez mil8, o único amável9”, mas também será verdade em grande medida que todos aqueles que estão intimamente associados com os membros do corpo de Cristo na vida presente — antes de Ele ser proclamado o Rei do mundo inteiro — poderão reconhecer a amplitude e a grandeza de caráter naqueles que o Senhor está escolhendo para tal lugar de honra nos assuntos de homens. Devem ser capazes de reconhecer que eles têm estado com Jesus, devem ver sua amplitude de coração, sua grandeza moral — devem discernir neles o espírito de uma mente sadia. Z. 1903-206; R3218:6
31 de agosto
“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” — Daniel 3:17, 18
A RESPOSTA dos hebreus a Nabucodonosor — “O nosso Deus, a quem nós servimos”, é digna de nota. Eles não só reconheciam a Deus e o adoravam, mas também o serviam, de acordo com a oportunidade. … Estejamos decididos, queridos irmãos, assim como os três hebreus, a adorarmos e servirmos somente ao Senhor, nosso Deus — não adoraremos nem serviremos ao sectarismo, em nenhuma de suas muitas formas, nem a mamom [dinheiro], com seus engodos e recompensas, nem à fama, nem a amigos, nem ao ego. Deus “importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”10, é a declaração de nosso Senhor e Cabeça. Z. 1899-172; R2496:6
1 Tiago 1:6, ACF
2 Tiago 1:6, SBB
3 2 Coríntios 2:11, NTLH
4 Efésios 6:12
5 Lucas 12:44
6 Filipenses 3:20
7 Colossenses 3:17
8 Cânticos 5:10
9 Cânticos 8:14
10 João 4:24
SETEMBRO
1 de setembro
“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” — Atos 9:15
É POR vermos Jesus ser a escolha do Pai que nos unimos a Ele; é por vermos o caráter do Pai manifestado Nele que abandonamos tudo para seguirmos a Ele. Da mesma forma, se prestamos nossa ajuda, nosso apoio a qualquer ser humano em conexão com o plano e serviço divinos, deve ser simplesmente baseado no seguinte — não apenas por atração pessoal ou favoritismo, mas porque nosso coração foi tocado pelo Senhor e nos permitiu entender que tal líder foi designado por Ele. Z. 1903-206; R3218:6
2 de setembro
“Agora que vocês purificaram as suas vidas pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração.” — 1 Pedro 1:22
O CONHECIMENTO deve ser altamente estimado na igreja, e ser considerado uma evidência de progresso, de crescimento; pois ninguém pode crescer firme no Senhor e na força de Seu poder — na graça — a não ser que cresça também no conhecimento. Apreciamos corretamente aqueles cujo amor pelo Senhor e por Sua Verdade dão evidências disso pelo zelo no estudo de Sua Palavra, e também dão evidências de receberem o favor de Deus por serem guiados cada vez mais nas coisas profundas de Deus. No entanto, assim como numa família terrena amamos e cuidamos dos bebês e das crianças, assim também na família da fé, os novatos e os pequeninos devem receber cuidados, amor e ajuda para que se firmem no Senhor e na força de Seu poder. Z. 1903-207; R3219:6
3 de setembro
“Desejo misericórdia, não sacrifícios, e conhecimento de Deus em vez de holocaustos.” — Oséias 6:6
AQUELE QUE dá a sua vontade, seu coração, ao Senhor, dá tudo; aquele que não dá a sua vontade, que não obedece de coração ao Senhor, não pode oferecer um sacrifício aceitável ao Senhor. “A obediência é melhor do que o sacrifício”1, é uma lição que deve ser profundamente gravada no coração de todo o santificado em Cristo Jesus. Ter o espírito de obediência também é necessário, e quem quer que tenha o espírito de obediência não só obedecerá à vontade divina, mas procurará conhecer cada vez mais a vontade divina para que possa obedecê-la. É sobre essa classe que as Escrituras declaram: “Quando as tuas palavras foram encontradas eu as comi”2, e, novamente, nas palavras de nosso Senhor: “Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração.”3 Z. 1903-220; R3225:5
4 de setembro
“No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo.” — 1 João 4:18, NVI
PODEROSA, IMPONENTE e aterrorizante é, de fato, a influência do medo em todos, salvo nos que aprenderam a conhecer o Senhor por meio de anteriores experiências, e aprenderam a confiar Nele mesmo quando não conseguem identificar sua intervenção. O gigante do medo e do desespero deve ser enfrentado com a pedra do riacho “Está escrito”. A funda, ou estilingue, da fé deve impulsionar a palavra da promessa com a força necessária para matar o adversário e nos livrar de sua dominação. … Assim, armados somente com a Palavra de Deus, e confiando em Sua vara e cajado, poderemos muito bem ser corajosos e dar uma resposta ao sectarismo assim como Davi respondeu ao filisteu: “Tu vens a mim com espada e com lança e com escudo; eu, porém, venho a ti em nome de Jeová dos exércitos, do Deus das tropas de Israel, as quais tens desafiado.”4 Z. 1903-329; R3231:1
5 de setembro
“O ciúme é cruel como a sepultura. Os seus brilhos são brilhos de fogo.” — Cânticos 8:6
O CIÚME é um dos grandes inimigos que confronta todo cristão. Deve ser imediatamente destruído como um inimigo de Deus, do homem e de todo bom princípio; e, na medida em que a sua presença contaminou o coração mesmo por um momento, deve-se invocar a purificação do espírito de santidade e de amor. O ciúme não é apenas um monstro cruel em si, mas suas presas venenosas quase certamente causam dor e problemas a outros, bem como desgraça geral e, em última instância, destruição aos que o cultivam. O ciúme é pecado no pensamento, maldade no pensamento e é bem capaz de colocar rapidamente o pecado e a maldade em ação. A mente, uma vez envenenada pelo ciúme, jamais poderá, mesmo com grandes esforços, se livrar totalmente dele, visto que muito rapidamente o ciúme colore todo o ambiente ao seu redor com sua mesma cor e caráter. Z. 1903-330; R3231:5
6 de setembro
“Nenhum mal te sucederá.” — Salmo 91:10
NADA, DE modo algum, poderá nos prejudicar. As coisas podem interferir em nossos interesses carnais, conforto ou rumo dos assuntos; mas quando nos lembramos que não estamos na carne, mas no espírito, que é quais Novas Criaturas que o Senhor nos prometeu o Reino em Seu devido tempo, conseguimos perceber que nenhuma influência externa pode interferir em nossos interesses reais, nossos interesses espirituais, nem impedir nossa conquista das glórias do Reino que o Senhor prometeu aos fiéis. Somente se perdermos a confiança no Senhor e formos infiéis a Ele é que poderíamos nos separar de Seu amor e Suas promessas. Z. 1903-331; R3232:1
7 de setembro
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” — 2 Coríntios 5:17
ESSAS NOVAS Criaturas em Cristo Jesus conhecem umas às outras não segundo a carne, mas segundo o Espírito. No espírito de cada uma delas, isto é, em sua nova mente, há os sentimentos mais nobres, as mais altas aspirações, aquilo que é bom, verdadeiro, nobre e puro — não importando quais sejam seus pontos fracos segundo a carne. Amam-se umas às outras a partir do novo ponto de vista de intenção, vontade, harmonia com Deus; e a amizade que sentem mutuamente cresce cada vez mais à medida que percebem o quão energicamente cada uma trava o bom combate da fé contra as más influências do mundo, da carne e do adversário. Nenhuma palavra dita ou escrita pode expressar adequadamente o amor e a amizade que subsiste entre essas Novas Criaturas em Cristo Jesus, para as quais as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. Z. 1903-333, R3233:4
8 de setembro
“Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” — Tiago 4:4
DEUS PROPOSITADAMENTE colocou o assunto em uma posição tal que Seu povo precisa fazer uma escolha, e perder, quer a amizade e comunhão com Deus, quer a amizade e comunhão com o mundo; pois as coisas que o Senhor ama são desagradáveis para os do mundo, e as coisas que o mundo ama, tais como a maldade, os pensamentos iníquos e a maledicência, são uma abominação aos olhos do Senhor, de modo que os que amam e praticam tais coisas perdem a comunhão com Ele — não são de Seu Espírito. “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”5 Z. 1899-70, R2444:2
9 de setembro
“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; retendo a palavra da vida.” — Filipenses 2:15, 16
CADA FILHO de Deus tem o dever de ser muito ativo na divulgação da Verdade — em deixar sua luz brilhar e em mantê-la preparada e acesa. “Preparada e acesa!” O que significa isso? Significa que devemos dar muita atenção às palavras de vida para obtermos conhecimento exato da Verdade, e que devemos cuidadosa e fielmente remover qualquer vestígio de erro assim que este se tornar evidente para nós — quer se trate de um erro doutrinal ou em nosso modo diário de agir ou falar — de modo que a luz pura da verdade divina brilhe com o mínimo de obstrução possível por meio de um caráter claro e transparente. Z. 1903-358; R3243:3
10 de setembro
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” — Efésios 4:29
O CRITÉRIO corrompido se protege da consciência e afirma que é sempre direito falar a verdade, e, portanto, Deus não poderia ter dito que falar a verdade seria difamação; e que, ao condenar a maledicência e a difamação como obras da carne e do diabo, Ele deve ter se referido às coisas falsas e inverídicas que são ditas. Esse é um grande erro: a difamação é igualmente uma difamação, seja ela verdadeira ou falsa, e é assim considerado, não só na lei de Deus, mas também nas leis dos homens civilizados. Difamação é qualquer coisa pronunciada com a intenção de prejudicar ao outro, seja verdadeira ou falsa, e as leis dos homens concordam com a lei de Deus que tal prejuízo contra o próximo é errado. Z. 1899-70, R2444:3
11 de setembro
“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” — Lucas 14:27
NO CASO de nosso Senhor, levar a cruz consistia em fazer a vontade do Pai em condições desfavoráveis. Esse proceder trouxe-lhe a inveja, o ódio, a maldade, as contendas, as perseguições, etc., daqueles que se julgavam ser o povo de Deus, mas aos quais nosso Senhor, que lê os corações, declarou serem do pai deles, o diabo. Visto que estamos andando no mesmo caminho “estreito” que nosso Mestre andou, podemos razoavelmente esperar que nossa cruz seja similar à Dele — oposição a fazermos a vontade de nosso Pai celestial — oposição a servirmos à Sua causa e a deixarmos a luz brilhar, conforme orientado por nosso Mestre e Líder. Z. 1903-345; R3237:3
12 de setembro
“Na vossa paciência possuí as vossas almas.” — Lucas 21:19
“TENHA, PORÉM, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma”6, o apóstolo explica. Portanto, é bem evidente que a paciência inclui outras graças do caráter — sugere a posse dessas, em certa medida. Entre os do povo do Senhor, a paciência certamente deve ser precedida pela fé, e o grau de paciência que alguém tem mui geralmente é uma medida da quantidade de sua fé. O cristão que se encontra impaciente e inquieto, evidentemente demonstra falta de fé no Senhor; caso contrário, ele seria capaz de descansar nas graciosas promessas do Senhor, e esperar seu cumprimento. Depois de usar razoável diligência e energia, ele deveria se contentar em deixar os resultados, os tempos e as épocas nas mãos do Senhor. Z. 1903-361, R3245:3
13 de setembro
“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” — Salmos 133:1, NVI
COMO NOSSO Senhor, procuraremos ser pacificadores e conviver com todos os irmãos na unidade do Espírito, nos laços da paz. Que nossas atividades, lutas, etc., sejam travadas contra o grande inimigo e todas as obras do pecado — incluindo as que estão em nossos membros, nossa própria carne decaída. Nós, e todos os irmãos, ficaremos então suficientemente engajados contra cada elemento combativo de nossa natureza, de forma bem agradável ao Senhor, e empregaremos toda qualidade amável e útil que possuirmos na edificação uns dos outros, fazendo o bem a todos os homens conforme a oportunidade, especialmente aos da família da fé. Z. 1903-363, R3246:5
14 de setembro
“Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.” — 1 Pedro 2:12, 19
PESSOAS PODEM falar mal de nós ou nos caluniar, mas todos os que nos conhecem e que têm tratos conosco, devem ver, na prática, nossa lealdade aos princípios bíblicos, nossos esforços para que as palavras de nossa boca, as meditações do coração e nossa conduta na vida sejam agradáveis ao Senhor e honrem Seu nome e Sua causa, para que Deus seja glorificado por meio de Cristo, a quem pertence a glória e o Reino para sempre. Z. 1903-365, R3248:1
15 de setembro
“Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei.” — 2 Coríntios 6:17
AQUELES QUE conscientemente vivem separados do mundo em assuntos espirituais, e reconhecem como irmãos somente os que confessam a circuncisão do coração e a adoção na família de Deus, enfrentarão a oposição dos moralistas, liberais e partidários da alta crítica, bem como das massas, que odeiam a luz, pois, ela condena suas trevas — doutrinais e de outras formas. No entanto, esse é o único caminho bom e seguro para trilharmos. É muito melhor que apenas os verdadeiros israelitas sejam reconhecidos como irmãos, e, portanto, que o trigo genuíno seja separado do joio. Z. 1899-203, R2512:4
16 de setembro
“Jeová dará força ao seu povo, Jeová abençoará com paz ao seu povo.” — Salmos 29:11
SE VOCÊ passou por tribulações e tentações que conseguiu vencer e que estão produzindo em seu caráter paciência, experiência, bondade fraternal, empatia e amor, alegre-se e faça uma oração de agradecimento e reconhecimento pela misericórdia divina e ajuda. Mas se suas tribulações parecem ser mais pesadas do que consegue suportar, e provavelmente vão lhe esmagar, apresente o assunto para o grande Sustentador de Cargas, e peça a ajuda Dele para suportar tudo o que é para seu bem, e para remover tudo o que não é para seu bem, ou que vá lhe ferir. Z. 1896-163, R2006:2
17 de setembro
“Cristo em vós, esperança da glória.” — Colossenses 1:27
CADA VERDADEIRO filho de Deus precisa ter seu próprio caráter cristão bem definido, cuja existência não dependa da vida espiritual de nenhum outro cristão. Ele deve, baseando-se na Palavra da Verdade, proclamada e exemplificada por outros cristãos, delinear tais princípios de vida, etc., que lhe dão um caráter estabelecido, sua própria individualidade espiritual. A individualidade espiritual de cada um deve ser tão positiva e definitiva que mesmo se o amado irmão ou irmã cuja vida espiritual inicialmente nos nutriu e trouxe à integridade de caráter venha a cair (algo que o Apóstolo mostra não ser impossível — Heb. 6:4-6; Gál. 1:8), nós ainda viveríamos, sendo capazes de, por nós próprios, nos alimentar com o Espírito da Verdade. Z. 1903-375; R3250:6
18 de setembro
“Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.” — Êxodo 33:14
O SENHOR está sempre presente, com seu povo. Ele está sempre pensando em nós, visando nossos interesses, protegendo-nos do perigo, provendo nossas necessidades temporais e espirituais, lendo nosso coração, notando cada sentimento amoroso de devoção a Ele, moldando as influências ao nosso redor para nossa disciplina e refinamento, e atendendo prontamente ao nosso menor pedido de ajuda, compaixão ou comunhão com Ele. O Senhor nunca é pego de surpresa, ou em um momento inconveniente — não importa se o busquemos na agitação do meio-dia ou nas vigílias silenciosas da noite. Como é uma bênção sabermos de tal fidelidade inabalável! E nenhum verdadeiro filho de Deus fica sem essa prova de adoção. Z. 1903-376; R3251:4
19 de setembro
“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” — João 17:17
NOSSO SENHOR sempre relaciona o progresso e o desenvolvimento de nossa vida espiritual com o modo como recebemos a Verdade e obedecemos a ela. Cada filho de Deus deve tomar cuidado com o ensino que afirma se adiantar à Palavra, ou com aqueles que afirmam que Cristo ou o Espírito Santo falam com tais “cristãos adiantados”, à parte da Palavra. Tal proceder promove o orgulho espiritual e a arrogância, e anula os avisos e exemplos das Sagradas Escrituras, pois, os iludidos pensam que existe um professor maior habitando no íntimo deles. E Satanás, aproveitando-se da ilusão, leva-os cativos segundo seu bel prazer. Z. 1903-377, R3251:5
20 de setembro
“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; … para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.” — Isaías 57:15
DEVEMOS TER sempre em mente que um coração quebrantado e contrito o Senhor nunca desprezará, nunca rejeitará. Portanto, qualquer que seja a dificuldade em que os membros da Nova Criação cheguem a tropeçar, se, depois, tiverem fome da comunhão e do perdão do Senhor, se o coração estiver contrito e quebrantado, não devem ficar desesperados, mas devem se lembrar que Deus, pela provisão do mérito de Cristo, pode aceitar e justificar livremente de todo pecado todos os que se achegarem a Ele pela fé em Jesus — e em seu sangue. … Os que têm o coração quebrantado e arrependido por causa dos seus pecados podem ter certeza de que não cometeram o “pecado para a morte”, pois, sua condição de coração é prova disso, conforme o Apóstolo declara: “É impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento” qualquer um que tenha cometido o pecado para a morte.7 Z. 1903-383, R3255:4
21 de setembro
“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum.” — Salmo 23:4
AS OVELHAS do pequeno rebanho não temem mal algum por causa do favor do Senhor, pois Ele está ao lado delas, e demonstrou Seu favor por já ter pago o preço da redenção. Ele também está com o pequeno rebanho por meio de Sua Palavra da promessa — a garantia de que a morte não significa a extinção da vida, mas um mero sono profundo em Jesus, até que sejam despertados na ressurreição. É uma maravilha que tais possam andar através do vale da sombra da morte cantando e criando melodias no coração para o Senhor, bem como de toda alma louvando, elogiando e magnificando Seu grande e santo nome, que nos amou e nos comprou com sangue precioso, e nos chamou para ser coerdeiros de nosso querido Redentor. Z. 1903-413, R3269:6
22 de setembro
“Unicamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa de Jeová por longos dias.” — Salmo 23:6
A BONDADE e misericórdia que aguardamos além do véu já começam aqui e devem, portanto, ser apreciadas. Quem não conhece nada das alegrias do Senhor no tempo presente, evidentemente não estará preparado para as alegrias do Senhor no Reino, quaisquer que sejam as bênçãos e alegrias que poderá receber sob a administração do Reino durante a Era Milenar. Haverá então gozo e alegria concedidos aos fiéis do Senhor, não apenas algo momentâneo relacionado com o que sentiram quando primeiro aceitaram ao Senhor e se consagraram a Ele. A bondade e a misericórdia do Senhor não devem ser vistas como coisas do passado remoto, mas devem ser reconhecidas e apreciadas como algo do presente. Dia a dia a bondade e a misericórdia de Deus nos acompanham, nos animam, nos fortalecem e nos abençoam. Z. 1903-413, R3270:5
23 de setembro
“Tive por necessidade… exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” — Judas 3
NOSSA BATALHA benévola pela fé consiste, em grande medida, na defesa da Palavra de Deus, que inclui também a defesa do caráter de Deus. Para isso, precisamos estar dispostos a defender a Verdade a qualquer custo e contra vários tipos de ataque — contra os credos e teorias dos homens, que deturpam as boas novas de grande alegria que o Senhor e os apóstolos anunciaram, e que, com a graça de Deus, ainda serão a todos os povos. Como o Apóstolo novamente diz: “Fui posto para defesa da Verdade.”8 Não podemos fazer menos do que defender a verdade. A Verdade é o representante de Deus, representante de Cristo e, portanto, nosso padrão. Assim, quais verdadeiros soldados, devemos defender nosso padrão até a morte. Z. 1903-423; R3274:3
24 de setembro
“Subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que… eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” — 1 Coríntios 9:27
EXISTE UMA tendência para o corpo, a carne, se erguer de sua anterior condição imputada de morte. Portanto, a nova natureza precisa estar continuamente alerta para manter sua preponderância, para travar o bom combate da fé e ganhar o prêmio qual vencedora. Essas batalhas do novo espírito contra a carne são uma boa luta no sentido de que são travadas contra os pecados e as fraquezas que fazem parte da natureza caída. São um combate da fé no sentido de que todo o percurso de vida da Nova Criatura é um percurso de fé, conforme diz o Apóstolo: “Andamos por fé e não pelo que vemos.”9 … É uma luta de fé no sentido de que ninguém pode manter essa batalha contra a própria carne, com suas inclinações e desejos, a menos que exerça fé nas promessas e no Senhor qual seu ajudador. Z. 1903-425; R3275:3
25 de setembro
“O qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça [justificação], e santificação, e redenção [livramento].” — 1 Coríntios 1:30
AQUELE QUE nos redimiu, ou comprou com o sacrifício de sua própria vida, nos dá, qual Profeta ou Mestre, sabedoria por meio de Seu Evangelho, para vermos nosso estado caído e a Ele mesmo como nosso ajudador. Como nosso Sacerdote, primeiro nos justifica e depois nos santifica, ou consagra, quais subsacerdotes Dele; e, por fim, como Rei, livrará totalmente os fiéis do domínio do pecado e da morte, e lhes concederá a glória, honra e imortalidade da natureza divina; — pois “Deus levantará [dos mortos] a nós também, por Jesus”.
“Aleluia! Que grandioso Salvador!”10
Verdadeiramente, Jesus tanto é capaz como está disposto a salvar completamente a todos os que vão a Deus por intermédio Dele. Z. 1903-440, R3281:6
26 de setembro
“De que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.” — Efésios 2:20-22
QUE TODOS nós, dia após dia, nos lembremos do relacionamento tríplice com esse Templo: (1) Ainda estamos em processo de preparação quais pedras vivas. (2) Como membros do Sacerdócio Real que transporta a Arca, estamos caminhando do Tabernáculo rumo à condição do Templo; alguns já entraram lá e outros ainda estão a caminho. (3) Qual povo de Deus, é chegado o momento para conhecermos, para cantarmos com espírito e compreensão, o novo cântico de misericórdia, justiça, amor e verdade divina. Que sejamos fiéis em cada um desses aspectos, cumprindo nossa parte, e dentro em breve chegaremos ao fim de nossa caminhada e a glória do Senhor encherá o Templo. Z. 1903-443, R3284:1
27 de setembro
“Não tentarás o Senhor teu Deus.” — Mateus 4:7
O POVO do Senhor é constantemente atacado por tentações — sugestões para fazer algumas obras grandiosas em Seu nome, e assim provar, para si próprios e para outros que eles são os queridinhos do céu. A lição que precisamos aprender é que a obra que o Pai nos deu para fazer não é uma obra de convencer o mundo ou de mostrar como Ele nos favorece e engrandece, mas sim que devemos, com sutileza e humildade, e o mais eficazmente possível, conforme a razão e a oportunidade nos permitir, deixar nossa luz brilhar e anunciar as virtudes Daquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Em vez de desejarmos ser trabalhadores-prodígio, devemos almejar a posição razoável de servos, ministros da Verdade. Z. 1904-9, R3298:5
28 de setembro
“O diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé.” — 1 Pedro 5:8, 9
O FATO de que Satanás se opõe a nós, e que estamos lutando não apenas contra carne e sangue, mas contra principados e potestades e contra espíritos malignos em altas posições de poder seria uma ideia assustadora se não percebêssemos que, por outro lado, nossa posição firme contra ele recebe grande ajuda e socorro da parte de outros poderes invisíveis. A partir do momento que positivamente resistimos à tentação e defendemos o Senhor e Sua causa, nos tornamos mais fortes no Senhor e na força do Seu poder, pois Aquele que é por nós é maior do que todos os que estão contra nós. Z. 1904-1911, R3300:4
Quando nos deparamos com o erro e hesitamos, o poder da tentação aumenta. Z. 1903-1932, R2568:5
29 de setembro
“Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração.” — Provérbios 16:5
UMA DAS severas provações da Nova Criatura é vencer o amor ao espírito de mundo, guiado pelo orgulho. O orgulho mundano desafia a fé em Deus e a obediência a Ele, e somente aqueles realmente corajosos e cheios de confiança no Senhor podem sobrepujar esse gigante. É necessário, também, que a vitória seja completa — que o orgulho seja totalmente humilhado, morto, incapaz de se levantar de novo para nos destruir. É uma batalha individual, e a única arma adequada contra esse gigante é uma pedra do riacho, a mensagem do Senhor, mostrando-nos o que é agradável e aceitável aos Seus olhos, e assegurando-nos de que aquele que se humilha será exaltado e aquele que se exalta será humilhado. Como o poeta expressou: — “A verdadeira dignidade começa onde a vanglória termina.” Z. 1903-329; R3231:1
30 de setembro
“Porque o amor de Cristo nos constrange.” — 2 Coríntios 5:14
PARECE IMPOSSÍVEL descrever o próprio amor; o melhor que podemos fazer é descrever sua conduta. Os que possuem um amor com tais características são capazes de apreciá-lo, mas não são capazes de explicá-lo — é de Deus, é a imagem de Deus no coração, na fala, nas ações e nos pensamentos — supervisionando todos os atributos humanos e procurando controlá-los totalmente.
Quais discípulos ou alunos de Cristo, estamos em Sua escola, e a grande lição que está nos ensinando a cada dia, a lição que devemos aprender bem se quisermos alcançar o prêmio de nossa chamada celestial com todas as suas diversas características e ramificações, é a lição do amor. Ele está envolvido e controla todas as palavras, pensamentos e atos de nossa vida diária. Como o poeta disse: “Assim como cada formosa cor é luz — cada graça é amor.” Z. 1903-55, 58; R3150:2, R3151:5
1 1 Samuel 15:22
2 Jeremias 15:16
3 Salmo 40:8, NVI
4 1 Samuel 17:45, TB10
5 Romanos 8:9
6 Tiago 1:4
7 Hebreus 6:4
8 Filipenses 1:17
9 2 Cor. 5:7, ARA
10 Hinos da Aurora n.º 168
OUTUBRO
1 de outubro
“Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a boca com um freio, enquanto o ímpio estiver diante de mim.” — Salmo 39:1
É PROVÁVEL que toda pessoa experiente esteja totalmente de acordo com a afirmação de que a língua pode exercer uma fortíssima influência, muito maior da que qualquer outro membro do corpo, para o bem ou o mal. A experiência nos ensina também que, para a vasta maioria, é mais fácil controlar qualquer outro órgão do que a língua. Ela é um servo tão hábil que todo tipo de ambição, paixão e inclinação da natureza caída busca usá-la como um servo ou canal para o mal. Portanto, da parte do cristão, torna-se necessária maior vigilância, sabedoria e cuidado para governar esse membro de seu corpo e trazê-lo em sujeição à nova mente em Cristo, para que não se torne um obstáculo para si mesmo ou para outros, mas, pelo contrário, uma ajuda no caminho estreito. Z. 1897-156, R2156:3
2 de outubro
“Esquecendo-me das coisas que atrás ficam.” — Filipenses 3:13
DEVEMOS NOS esquecer das coisas que atrás ficam, porque é a coisa certa a fazer. Também porque Deus as esquece, e declara que lançou todas as nossas imperfeições para trás das costas; que todas estão escondidas de Sua vista, pelo mérito daquele que nos amou e morreu por nós, a quem amamos e confiamos, e cujos passos estamos procurando seguir, com mais ou menos imperfeição de acordo com os defeitos que herdamos na carne. Não estamos sugerindo que deslizes ou falhas devam ser desprezados ou rapidamente esquecidos; eles devem ser corrigidos na medida de nossa capacidade, e devemos buscar diariamente o perdão divino para tais defeitos. Z. 1904-23, R3306:2
3 de outubro
“Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” — Salmos 119:165
DEVEMOS PEDIR cada vez mais por graça, sabedoria, frutos do Espírito e oportunidades para servir ao Senhor e aos irmãos, bem como para sermos cada vez mais semelhantes ao Filho amado de Deus. … Sob essas condições, quem é que pode duvidar que a prometida “paz de Deus, que excede todo o entendimento” “guardará” tais “corações” e seus “pensamentos”? Essa paz, por si mesma, seria capaz de dissipar um dos grandes males que afligem o coração de muitos. O egoísmo e a ambição encontrariam pouco espaço em um coração tão cheio. A paz divina pode habitar em nosso coração, e reinar nele, de modo a barrar a preocupação e a agitação do mundo, ainda que estejamos rodeados por essas condições desfavoráveis — ou mesmo quando o próprio adversário nos assedia por meio de seus agentes enganados. Z. 1904-24, R3306:3
4 de outubro
“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” — Mateus 4:19
TODOS OS assuntos da vida podem nos ensinar lições proveitosas no futuro, se assim permitirmos. Talvez houvesse algo particularmente útil na atividade da pesca — algo peculiar como a grande obra em que os apóstolos se envolveriam pelo resto de suas vidas. Nosso Senhor dá a entender isso em Sua chamada. Pescar requer energia, tato, isca adequada e que o pescador se mantenha fora de vista. E essas quatro coisas são requisitos na pesca espiritual na qual o Senhor nos deu o privilégio de participar. Devemos nos lembrar de que, assim como os peixes se assustam facilmente quando percebem que algo os quer capturar, as pessoas também têm medo de ficarem presas a qualquer coisa — especialmente se houver a menor suspeita de que poderão perder suas liberdades. É assim que o mundo encara a consagração. Z. 1904-26, 27; R3308:3
5 de outubro
“Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.” — Hebreus 12:3
AH! COMO é triste constatar que muitos dos verdadeiros filhos de Deus tornaram-se cansados e fracos em suas mentes, e estão em perigo de perder o principal prêmio, pois falharam em refletir, estudar, compreender, considerar o Senhor e a oposição que Ele fielmente suportou. Tais pessoas, ao considerarem a perfeição do Senhor e o modo que a luz, representada por Ele, brilhou nas trevas e não foi apreciada, concluem que a luz que elas deixam brilhar também não será apreciada. Ao considerarem como o Senhor sofreu em todos os sentidos e injustamente por causa da justiça, e, em seguida, refletirem no fato de que sua própria conduta, apesar de bem-intencionada, é imperfeita, deveriam se sentir fortalecidos para suportar as dificuldades como bons soldados, em vez de se cansarem de fazer o bem, ou desfalecerem sob oposição. Z. 1904-38, R3313:5
6 de outubro
“Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” — Lucas 9:55, 56
ASSIM DEVE ser com todos os discípulos do Senhor: seu estudo contínuo deve ser o de evitar uma disposição excessivamente crítica para condenar e destruir outras pessoas enquanto desejam misericórdia para si mesmos. O Senhor estabeleceu a regra de que devemos esperar receber misericórdia Dele na mesma proporção em que estendemos essa graça a outros. A disposição para encontrar falhas e para acusar e condenar todo mundo indica uma condição errada de coração — e todo o povo do Senhor deve estar alerta contra isso. A misericórdia, a bondade, e o amor são os elementos de caráter que Ele deseja ver nos israelitas espirituais, sem os quais não podemos continuar por muito tempo sendo Seus filhos. Z. 1904-43, R3316:4, 6
7 de outubro
“E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.” — Mateus 7:26
AS ESPERANÇAS que erguemos nas promessas do Senhor, quando desacompanhadas de obras, são esperanças construídas sobre a areia. É só uma questão de tempo até que chegue a grande época de provas, e ficará claro que tais esperanças eram piores do que inúteis. Ficará evidente que enganaram seu possuidor, que estava seguro de obter uma parte no Reino. Por outro lado, aqueles que constroem com obediência, cujo coração, bem como a língua, confessam e honram ao Senhor, cujas ações corroboram a fé e os frutos são um testemunho da relação vital com o Senhor — esses passarão por todas as tempestades da vida e jamais serão removidos, nem abalados, porque construíram na fundação. Z. 1904-46, R3318:5
8 de outubro
“Não erreis: … Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” — Gálatas 6:7, 8
SEMEAMOS NA carne toda vez que permitimos que os desejos carnais, egoístas, injustos e ímpios da carne controlem nosso coração e vida, e cada semeadura torna mais fácil a semeadura seguinte, que por sua vez acaba selando o fim desse caminho, que é a morte — a Segunda Morte. Por outro lado, cada vez que semeamos no Espírito, cada vez que resistimos aos desejos egoístas da carne, etc., e cada vez que exercemos a mente renovada, a vontade renovada, nos assuntos espirituais em conexão com as coisas que são puras, nobres, boas e verdadeiras, então é uma semeadura no Espírito, que produzirá frutos adicionais do Espírito, graças do Espírito, e que, ao perseverarmos, por fim nos fará usufruir das graciosas promessas e arranjos do Senhor — a vida eterna e o Reino. Z. 1904-57, R3323:5
9 de outubro
“Por que temeis, homens de pouca fé?” — Mateus 8:26
CADA EXPERIÊNCIA deve ser útil para nós. Se inicialmente tivemos medo e clamamos em alta voz, pouco a pouco recebemos o socorro, talvez com a reprimenda “ó, homens de pouca fé”; mas com o passar das lições que recebemos, o Mestre esperará de nós — assim como também devemos esperar — mais fé, mais confiança, mais paz, mais alegria no Senhor, mais confiança na Sua presença conosco e Seu cuidado por nós, e em Seu poder para livrar-nos do adversário e de toda coisa má, e, por fim, nos conduzir em segurança ao porto que buscamos — o Reino celestial. Z. 1904-60, R3325:1
10 de outubro
“Já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” — Colossenses 3:9, 10
SOMENTE EM nossas mentes, em nossas vontades, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. Na verdade, essa mudança será realizada de fato quando isto que é mortal se revestir da imortalidade, quando isto que é corruptível for levantado em incorruptibilidade — levantado em glória, em poder, quais seres espirituais. Mas enquanto isso, a fim de sermos considerados dignos de participar da Primeira Ressurreição, exige-se de nós que demonstremos a disposição mental, o desejo sincero de ser o que quer que o Senhor queira que sejamos; e não existe maneira melhor de demonstrar ao Senhor e a nós mesmos, ou um modo mais útil, do que manter uma vigilância rigorosa de nosso coração e nossos pensamentos. Z. 1904-25, R3307:4
11 de outubro
“Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela; purificai-vos, os que levais os vasos de Jeová.” — Isaías 52:11
O MÉTODO divino parece ser o de fazer uma separação clara entre os servos de Deus e os servos do mal. O privilégio de testemunhar sobre Deus ou de ser embaixadores da Verdade é um favor reservado para o próprio povo do Senhor. Deus não busca o maligno, os demônios caídos ou homens e mulheres perversos para serem arautos das boas novas. O povo do Senhor deve observar essa questão com cuidado, e se indignar com os serviços de quem quer que não dê evidência de estar unido de coração com o Senhor. “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca? Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti.” — Salmos 50:16, 17 Z. 1904-28, R3309:4
12 de outubro
“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem.” — Mateus 6:28
NOSSO SENHOR chama a atenção para como as coisas simples da natureza devem ser estudadas, observadas com atenção. As lições que aprendemos de todos os assuntos da vida nos são úteis quando abordamos esse estudo do ponto de vista correto, ou seja, tendo fé no Criador e compreendendo que Ele é, necessariamente, a personificação e o representante das mais altas e nobres qualidades que a mente humana poderia conceber; — que Ele é perfeito em Justiça, perfeito em Sabedoria, perfeito em Poder, perfeito em Amor. … O coração que observa as coisas desse modo progride, cresce na graça, no conhecimento e no amor. O coração que deixa de observar as coisas pequenas não é capaz de apreciar as coisas maiores, e, portanto, fica impedido de realizar uma consideração apropriada de Deus, uma consideração apropriada de Seu plano, e, consequentemente, uma apreciação apropriada de Seu caráter. Z. 1904-37, 38, R3313:2
13 de outubro
“Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” — Tiago 2:18
AO PASSO que o povo do Senhor da época atual não será julgado pelas obras, mas pela fé, as obras, entretanto, serão necessárias. Por nossas obras demonstramos a fé que temos, e, graças a Deus, as obras imperfeitas podem demonstrar-Lhe a lealdade de nossas intenções, a nossa vontade. … Se nossas obras demonstrarem ao Senhor a sinceridade da nossa fé, essa fé será aceitável a Ele e seremos contados perfeitos, bem como nos serão concedidas uma participação no Reino, e todas as grandes e preciosas coisas que o Senhor tem em reserva para os que o amam — não apenas em palavras, mas também em obras — para os que se esforçam para demonstrar, por meio das obras da vida, o amor que sentem. Z. 1904-45, R3318:1
14 de outubro
“Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício.” — Provérbios 21:3
DEVEMOS CRESCER no amor, e o amor é a coisa principal; mas antes que possamos nos desenvolver bem no cultivo do amor, devemos aprender a ser justos, corretos e íntegros. Certo provérbio apresenta o assunto de modo apropriado, ao dizer que um homem deve ser justo antes de ser generoso. Cabe ao povo do Senhor, e portanto à Nova Criação, estudar continuamente o assunto da justiça e colocar todos os dias em prática as lições manifestadas na Palavra Divina. Os que obtêm tal base adequada de caráter antes de começarem a edificar o amor perceberão que estão progredindo corretamente. Todo o amor fundamentado na injustiça ou em ideias erradas sobre a justiça é uma ilusão, não é o tipo de amor que o Senhor exigirá qual teste de discipulado. Z. 1904-56, 57; R3323:1
15 de outubro
“Tende fé em Deus.” — Marcos 11:22
NOSSAS EXPERIÊNCIAS diárias, desde que nos tornamos seguidores do Senhor, têm sido guiadas e protegidas, aparentemente, por poderes invisíveis, com o propósito de fazer com que nós, alunos na escola de Cristo, sejamos ensinados sobre Ele e desenvolvamos cada vez mais as graças do Espírito e, particularmente, mais fé. Atualmente é improvável que consigamos apreciar plenamente a importância da questão da fé. Mas parece ser o detalhe especial que o Senhor procura nos que agora são chamados para ser discípulos. … Assim, de acordo com nossa fé, somos capazes de nos alegrar mesmo em tribulação. Não é possível gostar de sofrimentos; mas podemos apreciar o pensamento que a fé lhes atribui, ou seja, que esses são apenas leves aflições produzindo para nós um peso muito mais superior e eterno de glória.1 Z. 1904-59; R3324:5
16 de outubro
“Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas.” — Salmos 107:29
HOJE REPRESENTAMOS a causa do Senhor no meio dos elementos em fúria das paixões humanas, oposições, etc., e, em certos momentos nosso coração poderia ficar desanimado se não fôssemos capazes de ver, por meio da fé, que o Senhor está conosco no barco, e compreender a ideia de que, no tempo apropriado, Ele usará Seu grande poder para dizer “paz” ao mundo. … Não devemos nos surpreender, portanto, se dias sombrios estão adiante — se chegar o tempo em que os ventos tempestuosos serão tão furiosos que muitos gritarão de medo com tremor. Que possamos aprender bem as experiências preciosas do tempo presente, para que, naquela ocasião, nossa fé não falhe — para que nessa hora mais escura sejamos capazes de cantar e nos alegrar com Aquele que nos amou e comprou com seu próprio sangue precioso, e possamos cantar o cântico de Moisés e do Cordeiro. Z. 1904-60; R3325:4
17 de outubro
“Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás.” — Salmos 91:4
JEOVÁ AJUNTA Seus filhos leais e fiéis tão perto de Seu coração que eles sentem o calor do Seu amor, e as palavras que em resposta emanam do coração deles são: “Habitarei no Teu tabernáculo” — sob Tua proteção — “para sempre”; “abrigar-me-ei no esconderijo das Tuas asas; pois Tens sido um refúgio para mim, e uma torre forte contra o inimigo; deste-me a herança dos que temem o Teu nome.” — Salmo 61:4, 3, 5. Z. 1904-75; R3331:6
“Cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia; porquanto Tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia.” — Salmo 59:16
18 de outubro
“O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador.” — Provérbios 18:9
NÃO PODEMOS ver o desperdício da parte de qualquer pessoa consagrada ao Senhor sem deixarmos de sentir que, por maior que tenha sido o progresso que ela fez na compreensão de alguns aspectos da mente do Senhor, nesse ponto ainda deixa a desejar. Se valorizamos a dádiva e respeitamos o Doador, precisamos cuidar com esmero e quais mordomos de tudo o que vem de nosso Pai Celestial, as coisas temporais e as coisas espirituais. De acordo com as parábolas de nosso Senhor, em grande parte Ele mede nosso amor e zelo pelo uso, ou abuso, que fazemos dos talentos, oportunidades, e bênçãos, temporais ou espirituais, agora derramadas sobre nós. Z. 1904-77; R3333:3
19 de outubro
“De graça recebestes, de graça dai.” — Mateus 10:8
ESTEJAMOS ALERTAS para dar a todos os famintos e sedentos o abençoado alimento que tão grandemente nos tem revigorado e fortalecido. Caso contrário, eles desfalecerão pelo caminho, à medida que vão à procura de outras provisões. Temos precisamente o que toda a família da fé necessita; sem o qual não poderíamos manter nossa posição, não conseguiríamos prosseguir e certamente ficaríamos desanimados. O que quer que tenhamos recebido de outros, ou qualquer conhecimento que tenhamos da Verdade, não deve ser egoisticamente retido nem egoisticamente consumido por nós mesmos. Deve ser consagrado ao Senhor, e em resultado dessa consagração o Senhor derramará bênçãos em outros, e maiores bênçãos sobre nossa própria cabeça e coração. Z. 1904-78; R3333:6-3334:1
20 de outubro
“Sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” — Mateus 10:16
AH, COMO seria bom se todas as pessoas queridas do Senhor pudessem aprender o valor da sabedoria em conexão com seus esforços para servir à Verdade! Nosso Senhor não só nos ensinou a sermos prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas; Ele também exemplificou essa lição em Seu próprio proceder, dizendo em certa ocasião aos apóstolos: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”2 Nós, igualmente, devemos aprender que existem momentos oportunos e inoportunos para mencionar algumas verdades, e que existem métodos tanto sábios como insensatos de apresentá-las. Não basta não falarmos inverdades; não basta falarmos a verdade; devemos também nos certificar de que falamos a verdade com amor, e o amor, quando treinado, usa a sabedoria para realizar um bem maior. Z. 1904-91; R3339:5
21 de outubro
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome.” — Lucas 11:2
ISSO EXPRESSA a adoração, o apreço pela bondade e a grandeza de Deus de um modo correspondentemente reverente. Ao fazermos petições ao Senhor, nosso primeiro pensamento não deveria ser egoísta e sobre nós mesmos, nem a respeito dos interesses de outras pessoas preciosas para nós, mas Deus deve ter a primazia em todos os nossos pensamentos, objetivos e planejamentos. Não devemos orar por nada que não esteja de acordo com a honra do nome de nosso Pai celestial; não devemos desejar nada para nós mesmos, ou para nossos entes queridos, que Ele não aprovaria totalmente e nos comissionaria a orar. Possivelmente, nenhuma outra qualidade de coração corre maior risco de ser apagada dos cristãos professos, a saber, a reverência por Deus. Z. 1904-118, R3352:2
22 de outubro
“Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber?” — Mateus 20:22
A CORAGEM de nosso Senhor no caminho estreito nos enche de admiração. Que caráter determinado era o Dele! Não tinha a menor intenção de desistir; estava determinado a cumprir a vontade do Pai — sacrificando a Si mesmo em prol dos interesses dos outros. Um padrão nobre que os apóstolos viram diante de si — grandeza na humildade, a vitória por meio do serviço.
É bom que tenhamos bem em mente que, a menos que bebamos de Seu cálice e sejamos imersos em Sua morte, não podemos ter nenhuma participação em Seu Reino de glória. Consideremos, então, todas as outras coisas como perda e escória para obtermos essa experiência necessária. E quando ela vier sobre nós, não teremos medo, nem estranharemos as provas de fogo que devem nos tentar, como se coisa estranha nos acontecesse. Pelo contrário, para isso fomos chamados, para que possamos agora sofrer com o Senhor e depois, um por um, sermos glorificados com Ele. Z. 1904-138, 139; R3362:2, 5
23 de outubro
“Qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.” — Mateus 20:27
ENTRE OS gentios, os governantes são senhores; não servem a ninguém, embora sejam servidos. Mas entre os seguidores de Jesus a regra é oposta: quanto mais se serve, mais altamente estimada a pessoa é. Como é bela a ordem divina das coisas! Como todos os de perfeito juízo podem estar de pleno acordo com os princípios aqui enunciados! Como são razoáveis e como são contrários ao espírito do mundo. Na verdade, os seguidores do Senhor, nesse sentido, serão um povo peculiar em seu zelo pelas boas obras — por servir uns aos outros e por fazer o bem a todos os homens, conforme a oportunidade. Z. 1904-140; R3363:1
24 de outubro
“E quando o iam levando, tomaram um certo Simão, … e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus.” — Lucas 23:26
MUITAS VEZES nos perguntamos onde estavam Pedro, João e Tiago, que não viram o fardo do Mestre e correram para oferecer-Lhe assistência? Se você estiver inclinado a invejar Simão pelo privilégio de ajudar o Mestre a levar a cruz, pense que muitos dos irmãos do Senhor estão diariamente levando cruzes simbólicas, e que temos o privilégio de ajudá-los, e que o Senhor considera qualquer serviço feito a seus fiéis seguidores como se fosse prestado à Sua própria pessoa. … A cruz de madeira não foi a carga mais pesada do Senhor; do mesmo modo, seus seguidores levam cruzes que o mundo não vê, mas que a “irmandade” deveria compreender. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.”3 Z. 1904-155; R3369:6
25 de outubro
“Esforçai-vos, pois, e fazei-o; e Jeová será com os bons.” — 2 Crônicas 19:11
QUEM TEM um trabalho a fazer, deve desempenhá-lo sem medo, ao mesmo tempo procurando realizar quaisquer tarefas desagradáveis de uma forma gentil, com justiça e amor, temendo, não ao homem, mas ao Senhor e com a intenção de agradá-Lo.
Deixe o mundo travar sua luta: o Senhor, conduzirá os assuntos para que os resultados sejam gloriosos. Nós, que pertencemos à nova nação, ao novo Reino que não é deste mundo, não usamos armas carnais, mas sim a espada do Espírito. Devemos travar o bom combate da fé, tomar posse das gloriosas coisas adiante, e ficarmos de pé, bem como ajudarmos a todos os que são gerados pelo mesmo Espírito e que são membros do mesmo corpo do exército celestial a ficarem de pé, completos Naquele que é a Cabeça do corpo, o Capitão de nossa Salvação. Z. 1904-207, 205; R3393:5
26 de outubro
“Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.” — 1 Pedro 5:7
ESSA É uma sugestão muito consoladora e encorajadora da Palavra. No entanto, o povo do Senhor precisa aprender cada vez mais distintamente, com o passar de seus anos de filiação na família e sob a tutela de Deus na escola de Cristo, que não devem pedir ao Senhor para guiar seus esforços de acordo com a sabedoria deles; que não devem pedir que suas vontades sejam feitas tanto na Terra como no céu, mas sim, ao exporem ao Senhor seus fardos, grandes e pequenos, precisam perceber e se apropriar da empatia e do amor Dele, e aplicar no próprio coração, como um bálsamo, as consoladoras garantias de Sua Palavra, que Ele é capaz e está disposto a tornar todas as nossas experiências proveitosas se permanecermos Nele com confiança e segurança. Z. 1904-237; R3409:1
27 de outubro
“Os meus tempos estão nas tuas mãos.” — Salmo 31:15
TODOS OS servos consagrados do Senhor dedicaram suas vidas em sacrifício quando se tornaram seguidores do Cordeiro e, se realizarem sua consagração continuamente, estarão prontos para a consumação a qualquer momento, de acordo com a vontade do Senhor e por qualquer meio ou canal Suas providências permitirem. Os consagrados do Senhor da classe de Elias devem se lembrar que nenhum fio de cabelo de sua cabeça poderia cair sem o conhecimento e a permissão de nosso Pai, e a atitude do coração deles deve ser a expressa por nosso querido Redentor — o Cabeça do corpo de Elias: “Não beberei eu o cálice que o Pai me deu?”4
A linguagem de seu coração deve ser aquela expressa pelo poeta:
“Contente com qualquer quinhão que eu ganhar,
Desde que seja meu Deus a me guiar.”5 Z. 1904-237; R3408:5
28 de outubro
“O Espírito de Jeová está sobre Mim; porque ele Me ungiu, … para consolar todos os que pranteiam, … para dar a eles a beleza em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto.” — Isaías 61:1, 2
NOSSA COMISSÃO é buscar os mansos e os que pranteiam, que se apercebem de suas próprias falhas e fraquezas, e que estão à procura de refúgio e libertação. É parte de nossa comissão encaminhá-los ao Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, encaminhá-los à beleza da ressurreição a partir das cinzas da morte, e às glórias prometidas pelo Senhor que, pouco a pouco, substituirão o espírito de desânimo e decepção, as tristezas e dificuldades da época atual. Temos a comissão de dizer a tais que “a alegria vem pela manhã”, e de ajudá-los a se levantar e prontamente colocar as vestes de louvor, para começarem a andar em novidade de vida, com um “cântico novo em suas bocas — a própria bondade amorosa de nosso Deus.” Z. 1904-295; R3436:1
29 de outubro
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos.” — 2 Coríntios 4:8-10
AQUELES QUE, pela causa do Senhor e da Verdade, suportam com alegria a maior vergonha, a maior ignomínia, as maiores provações, as maiores perseguições na vida presente, e, assim, têm experiências mais semelhantes às de nosso Mestre e Padrão, podem estar certos de que na mesma proporção de sua fidelidade demonstrada em tais sacrifícios, receberão no futuro uma grande recompensa; assim como o Apóstolo declarou: “Estrela difere de estrela em glória.” Z. 1901-55; R2762:4
30 de outubro
“Ninguém pode servir a dois senhores.” — Mateus 6:24
“NÃO PODEIS servir a Deus e a Mamom (riquezas).” A experiência e a observação corroboram isso; e, portanto, como regra, descobrimos que as pessoas são frias ou quentes nas coisas espirituais. … Precisamos “buscar primeiro [principalmente] o Reino de Deus”. Essa deve ser nossa principal preocupação a qual devemos dedicar, o tempo todo, nossa atenção, pensamento, energia, influência e os meios que tivermos — excetuando-se, conforme se entende, as coisas necessárias para a vida presente; e assim nosso amor e zelo serão manifestados na proporção em que estivermos dispostos a sacrificar até mesmo essas coisas pela causa dos assuntos celestiais. Z. 1901-61; R2765:5
31 de outubro
“Porque a Tua benignidade (favor) é melhor do que a vida, os meus lábios Te louvarão.” — Salmo 63:3
AQUELES QUE provaram da graça do Senhor, e consideraram que Seu favor é melhor do que a vida, e colocaram alegremente sobre Seu altar todas as boas coisas, esperanças e aspirações terrenas, alegram-se em anunciar as boas novas aos outros; alegram-se em anunciar os louvores Daquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz. A mensagem é boa demais para ser retida; eles não só não necessitam serem pagos para anunciá-la, como estão dispostos a fazer isso. E desfrutar do favor de Deus em conexão com essa proclamação deve custar-lhes algo — custar-lhes problemas, custar-lhes dinheiro, custar-lhes a perda da amizade terrena, custar-lhes o desgaste, ou mesmo o rompimento, de alguns laços familiares, custar-lhes o olhar de desaprovação do mundo e da cristandade. Z. 1901-246; R2852:4
1 2 Coríntios 4:17
2 João 16:12
3 Gálatas 6:2
4 João 18:11
5 Hino “He Leadeth Me”, de Joseph H. Gilmore, 1862.
NOVEMBRO
1 de novembro
“Põe vigia, Jeová, à minha boca, guarda as portas dos meus lábios.” — Salmo 141:3, TB10
O NÚMERO de vigias, ou linha de defesa, montando guarda sobre nossas ações e palavras será menor na proporção em que a linha de defesa que guarda nossa mente, nossos pensamentos, for mais forte. É aqui que precisamos estar especialmente em alerta. “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.”1 Essa verdade geral é particularmente exemplificada nos regenerados que são mais abertos em sua conduta e linguagem, comparativamente, do que outros. Eles têm sentimentos corretos no coração, mas diferentemente da postura que tinham no passado, eles agora baixam a guarda em relação a como se expressam. Mais do que nunca precisam se lembrar das palavras do apóstolo: “Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito.” — Tiago 3:2 Z. 1904-23; R3305:5
2 de novembro
“Ele é Jeová; faça o que lhe parecer bem.” — 1 Samuel 3:18, TB10
NÃO SABEMOS quando algo é para nosso bem-estar maior. Às vezes, as coisas que desejamos muito e consideramos boas, podem, na verdade, não ser vantajosas. Bem-aventurados os que são capazes de, com os olhos da fé, enxergar além da escuridão de cada provação, dificuldade e perplexidade, percebendo que “O Senhor conhece os que são seus”2, e que ele está fazendo com que todas as coisas contribuam juntamente para o bem deles.3 Z. 1901-148; R2806:4
Devemos esperar pacientemente pelo Senhor, e aceitar pacientemente tais experiências como sendo Suas providências para nós, não questionando a sabedoria, o amor e o poder Daquele com quem relacionamos. Z. 1901-317; R2888:2
3 de novembro
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” — Mateus 26:41
ALGUNS COMETEM o erro de orar sem vigiar; outros cometem o erro de vigiar sem orar; mas o único método seguro e adequado é o que nosso Senhor ordenou, ou seja, os dois juntos. Precisamos vigiar e ficar em guarda contra as influências do mundo, da carne e do Diabo. Ao vigiarmos, precisamos reconhecer todos os encorajamentos da Palavra do Senhor, a evidência de sua realização, os sinais que indicam Sua presença e as grandes mudanças de dispensações adiante. Precisamos estar atentos a tudo o que vai nos fortalecer na fé e na esperança, na lealdade e no amor, e, enquanto vigiamos, devemos orar sem cessar. Devemos orar em grupo, qual povo do Senhor; devemos orar em nossas casas, quais famílias; devemos também orar em segredo, em particular. Z. 1901-80; R2775:5
4 de novembro
“Fez a si mesmo de nenhuma reputação, a forma de servo havendo tomado.” — Filipenses 2:7, KJV
VISTO QUE nenhum homem é capaz de servir a dois senhores e satisfazer a ambos, e fazer justiça a ambos, havendo conflito de interesses, também não podemos servir a Deus e à justiça, e ao mesmo tempo ser agradável e aceitável para o Adversário e para os que estão em harmonia com esse que agora governa na presente dispensação, o “príncipe deste mundo”. Todas as pessoas consagradas ao Senhor, os que ajuntam tesouros no céu e são ricos para com Deus, devem estar dispostos a tornarem-se de nenhuma reputação entre os que não são consagrados, e entre os que, seja qual for sua profissão, estão realmente servindo a Mamom (riquezas), ao egoísmo e à vida atual, não sacrificando seus interesses para entrarem no Reino celestial. Z. 1900-318; R2717:5
5 de novembro
“Tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé.” — Hebreus 10:21, 22
LEMBREMO-NOS DE que aquele que começou a boa obra nunca muda, e que, se nosso coração ainda está em harmonia com Ele, se nossa fé na grande expiação continua clara e firme, se nossa consagração ainda é plena e completa, de modo que não buscamos nossas próprias vontades, mas que a vontade Dele seja feita em nossos afazeres, então podemos realmente ter a inteira certeza de fé, porque ao sabermos que Deus é imutável, e ao sabermos que ainda estamos em harmonia com Suas promessas e acordos, sabemos também que todas as Suas graciosas providências ainda estão sendo derramadas em nós. Esta é a inteira certeza de fé — a plena confiança no Senhor. Z. 1900-170; R2643:1
6 de novembro
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” — Romanos 12:1
APRESENTAR TUDO o que temos para o serviço do Senhor não é apenas algo razoável, mas uma oferta muito pequena — muito menos do que gostaríamos de apresentar Àquele que manifestou tamanha compaixão e graça para conosco. E devemos nos sentir assim mesmo que não houvesse recompensas relacionadas com nossa consagração. Mas visto que Deus tem reservado para nós grandes recompensas e bênçãos, devemos considerar que a recusa em aceitá-las também seria uma indicação de fraqueza de espírito e de julgamento, pois não se pode comparar os insignificantes e transitórios prazeres da vontade egoísta, exercida por uns poucos anos, com uma eternidade de alegria, bênção e glória, em harmonia com o Senhor. Z. 1900-170; R2642:5
7 de novembro
“Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus.” — Apocalipse 20:4, NVI
EMBORA ESSA decapitação seja figurativa e não literal, possui, entretanto, um significado profundo. … Significa, não só a morte da própria vontade, mas também ser cortado de todas as outras cabeças, ou seja, governos e legisladores, e reconhecer como “cabeça” apenas a Jesus, a quem Deus designou para ser a Cabeça da igreja, que é o Seu corpo. … Significa, não apenas ser cortado de cabeças institucionais e de autoridades, mas também deixar de ter nossa própria cabeça e vontades, e aceitar, em vez disso, a liderança e a vontade de nosso Senhor Jesus. O Apóstolo chama a atenção para essa mesma ideia em Romanos 6:3, onde declara que fomos batizados no corpo de Cristo, quais membros desse corpo, sob a Cabeça, Cristo, por meio do batismo em Sua morte — a consagração total de nossas vontades, e, por fim, a entrega total de nossa vida, fiéis até a morte. Z. 1900-285; R2700:6
8 de novembro
“Não tomarás o nome de Jeová teu Deus em vão.” — Êxodo 20:7
EMBORA ESSE mandamento não tenha sido dado ao Israel espiritual, podemos facilmente ver como seu espírito se aplica a nós. … Adotamos o nome de Cristo como nosso nome. Somos considerados membros do corpo de Cristo. O santo nome da Cabeça pertence a todos os membros do corpo. O nome honrado do Noivo pertence à Sua esposa. Esse conceito deve nos induzir a lidar seriamente com o assunto, e a dizermos apropriadamente a nós mesmos: “Preciso tomar o cuidado para não tomar o nome do Senhor em vão — preciso apreciar a honra, a dignidade e a responsabilidade de minha posição como Seu representante e embaixador no mundo. Andarei com seriedade, procurando na medida do possível não causar nenhuma desonra ao nome, mas, ao contrário disso, honrá-lo em cada pensamento, palavra e ação.” Z. 1904-73; R3331:1
9 de novembro
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” — Gálatas 5:17
ESSA É a grande e contínua batalha, pois, embora a nova vontade se imponha e obrigue o corpo a se sujeitar à nova mente, o corpo mortal, por não estar realmente morto, entra continuamente em contato com o mundo e com o Adversário, e é constantemente reanimado por esses, sendo estimulado por preocupações terrenas, ambições, métodos, esforços, conflitos e insubordinação à nossa nova vontade. Nenhum santo deixa de passar por esse tipo de experiência — conflitos internos e externos. Devemos travar essa luta até o fim, ou não ganharemos o grande prêmio pelo qual lutamos. A Nova Criatura, por meio da graça e da ajuda do Senhor, pode subjugar seu corpo mortal, mas até a morte esse conflito não pode cessar. Z. 1903-424; R3275:2
10 de novembro
“O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a Verdade.” — 1 Coríntios 13:6, NVI
SERÁ QUE os princípios de certo e errado estão tão firmemente fixados em minha mente, e estou tão completamente de acordo com o que é direito e tão contra o que é mau que jamais apoiaria algo errado, mas o condenaria mesmo que trouxesse vantagem para mim? Estou tão de acordo com o que é correto, com a verdade, que não deixaria de me alegrar com a Verdade e sua prosperidade, mesmo que isso abalasse algumas de minhas opiniões preconcebidas, ou não fosse vantajoso para alguns de meus interesses terrenos? O amor de Deus, que o Apóstolo aqui descreve como o espírito que o povo do Senhor possui, é um amor que está muito acima do egoísmo, baseado em princípios fixos e aos quais devemos, dia após dia, discernir nitidamente, e sempre nos apegar firmemente, custe o que custar. Z. 1903-57; R3151:3
11 de novembro
“Pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude [firmeza].” — 2 Pedro 1:5
UMA GRANDE dificuldade com o povo do Senhor é que, mesmo quando estão determinados a seguir um proceder correto e, portanto, resistir à tentação, não agem de modo suficientemente positivo. Muitos como que dizem ao tentador, “decidi não ceder neste momento”. Assim, em sua própria mente deixam uma oportunidade aberta pela qual o tentador pode retornar. Já o proceder de nosso Senhor era o correto: devemos rejeitar o tentador de uma vez para sempre. Devemos tomar nossa posição tão firmemente que mesmo o adversário não acharia que vale a pena voltar novamente, em virtude do que foi dito: “Deixe-me, Adversário — adorarei e servirei apenas a meu Deus.” Z. 1904-10; R3299:6
12 de novembro
“Não sejas incrédulo, mas crente.” — João 20:27
É IMPOSSÍVEL nos aproximarmos do Senhor, a menos que exerçamos fé e confiança Nele, em Sua bondade, poder, sabedoria e amor. A fé é algo que se cultiva e desenvolve. Os mesmos apóstolos que gritaram de terror quando a tempestade se abateu sobre o mar da Galileia cresceram cada vez mais na fé, até que, conforme os relatos, foram realmente capazes de confiar no Senhor durante Sua ausência, no tempo em que não mais poderia ser encontrado. Da mesma forma, cultivar a confiança no Senhor deve fazer parte de nossa lição diária. Devemos pensar em nossas experiências passadas e em todas as lições de Sua Palavra, para que nossa fé Nele seja profundamente enraizada e inabalável. Z. 1904-89; R3338:5
13 de novembro
“Vosso Pai sabe o que vos é necessário.” — Mateus 6:8
NOSSAS PETIÇÕES, nossas súplicas, nossos clamores ao Senhor, portanto, devem ser o de termos santidade de coração, de estarmos cheios de Seu Espírito, de recebermos alimento espiritual, revigoramento e força; e no que se refere às coisas materiais, Ele conhece o caminho que tomamos e o que seria melhor para nossos interesses quais Novas Criaturas. Essas coisas temos de deixar em Suas mãos. Deus não se agradaria se o importunássemos por causa de algo que não nos deu, pois isso não seria um exemplo de fé Nele, mas ao contrário, seria um exemplo de dúvida, uma manifestação do receio de que Ele esteja se esquecendo ou negligenciando Sua promessa de nos dar as coisas necessárias. Z. 1904-90; R3338:6
14 de novembro
“Olhai, pois, por vós, … porque entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; e que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” — Atos 20:28-30
PARA A disciplina, julgamento e prova final da Igreja de Deus, é necessário que ela seja submetida a essas influências adversas; pois uma grande recompensa foi prometida àquele que as vencer. Se quisermos reinar com Cristo, devemos provar que somos dignos de reinar por meio dos mesmos testes de fidelidade a Deus, de fé em Sua Palavra, de zelo pela Verdade, de perseverança à difamação e perseguição, mesmo até a morte, e precisamos ter uma inabalável confiança no poder e no propósito de Deus de livrar e exaltar Sua Igreja, no tempo devido. As consolações abençoadas do Salmo 91 destinam-se a tais pessoas fiéis. Z. 1904-74; R3331:3
15 de novembro
“Aquele que diz que está Nele, também deve andar como Ele andou.” — 1 João 2:6
DEVEMOS ANDAR como nosso Senhor andou, imitarmos sua conduta geral em relação a tudo o que é bom e, correspondentemente, evitar tudo o que é mal. Devemos seguir o mais próximo possível as pisadas de Jesus. No entanto, isso não significa que devemos, ou conseguiríamos, com o corpo imperfeito, atingir toda a perfeição de nosso Senhor, que era perfeito mesmo nos dias de Sua carne. Significa apenas o que diz, ou seja, que devemos andar como Ele andou — da mesma forma, na mesma direção, rumo ao mesmo patamar e padrão que Ele reconheceu e estabeleceu. Z. 1903-345; R3237:5
16 de novembro
“Esta fez o que podia.” — Marcos 14:8
NÃO TEMOS o privilégio de entrar em contato pessoal com nosso querido Redentor, mas temos o privilégio de ungir os “irmãos” do Senhor com o doce perfume de amor, simpatia, alegria e paz, e quanto mais custoso isso possa ser no que diz respeito a nossas abnegações, mais precioso será na estimativa de nosso Irmão Mais Velho, que declarou que na proporção em que fizermos ou não tais coisas a Seus irmãos, estaríamos fazendo ou não a Ele mesmo. … O coração é nosso vaso de alabastro que deve estar cheio dos perfumes mais caros e doces de boa vontade, bondade e amor para com todos, mas especialmente para com o Cristo — para com a Cabeça, nosso Senhor Jesus, e para com todos os membros de Seu corpo, a Igreja; e, especialmente, de nossa parte para com os membros dos pés, que hoje estão conosco, e em quem temos agora o privilégio de derramar os doces aromas de amor e devoção no nome do Senhor, porque a Ele pertencemos. Z. 1899-78; Z. 1900-378; R2448:5; R2744:3
17 de novembro
“Porque aos seus anjos [mensageiros] dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.” — Salmos 91:11
ISTO É, Deus suscitará alguns pastores fiéis e mestres que “velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas”. É verdade que hão de surgir falsos mestres, pervertendo a Palavra do Senhor e procurando por meio de sofismas e astúcia subverter vossas almas; mas se na simplicidade de coração os filhos de Deus exigirem um “Assim diz o Senhor” para cada elemento de sua fé e, cuidadosamente, provarem todas as coisas pela Palavra, serão capazes de distinguir facilmente o verdadeiro ensino do falso. E, tendo feito isso, o Apóstolo Paulo (Heb. 13:17) nos aconselha a ter confiança, pois o Senhor, nosso Pastor, cuidará das verdadeiras ovelhas. Z. 1904-75; R3332:2
18 de novembro
“O anjo de Jeová acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” — Salmo 34:7
COMO A confiança de um cristão aumenta ao perceber que mesmo que poderes terrestres estejam em oposição, e que se sinta impotente para resistir a adversários, e que além de adversários de carne e sangue, perceba que também luta contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais — contra Satanás e seus asseclas das trevas — que mesmo assim, por outro lado, “maior é Aquele que é por nós do que tudo o que é contra nós”, e que todas as hostes celestiais estão sujeitas à vontade de Deus e podem ser empregadas para o avanço da causa divina de acordo com Sua sabedoria. Z. 1897-120; R2140:6
19 de novembro
“Vigiemos, e sejamos sóbrios.” — 1 Tessalonicenses 5:6
VIGIEMOS, NO sentido de observar cuidadosamente todas as instruções que o Senhor nosso Deus nos deu, com relação ao que seria aceitável no Seu serviço. Vigiemos a nós mesmos, esforçando-nos para andar, tanto quanto possível, nas pegadas do grande Sumo Sacerdote. Sejamos sóbrios no sentido de não sermos frívolos; e que, apesar de felizes, alegres no Senhor e livres das ansiedades que muitos sentem por compreenderem mal o caráter de nosso Pai e seu plano, possamos, no entanto, ser sóbrios no sentido de apreciarmos sinceramente as oportunidades e privilégios em conexão com o serviço do Senhor; — não sendo impensadamente negligentes, deixando as oportunidades e privilégios escorregar por nossas mãos e mais tarde nos arrependermos disso. Z. 1902-239; R2140:6
20 de novembro
“Fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” — 2 Pedro 1:10
A CONTINGÊNCIA não consiste em fazer as coisas perfeitamente, e independentemente da justiça de Cristo para cobrir nossas transgressões e compensar nossas deficiências diárias; mas se além de fé na justiça imputada de Cristo, tivermos cultivado todas essas graças de acordo com nossa capacidade, não cairemos. Quando tivermos feito tudo o que podemos fazer, ainda somos servos inúteis, e não nos atrevemos a confiar em nossa própria justiça, mas no amplo manto que é nosso pela fé em Cristo, ao passo que, com constante “diligência”, operamos nossa própria salvação com temor e tremor, sabendo que a justiça de Cristo só é aplicada aos que desejam abandonar o pecado e buscar “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Z. 1897-148; R2155:6
21 de novembro
“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações.” — Tiago 1:2, NVI
SEM DÚVIDA que com frequência desejamos que todos os testes tenham acabado e que tenhamos recebido um lugar entre os vencedores; mas a paciência, a fé e a confiança precisam fazer um trabalho de refino em nossos corações, tornando-nos maduros, dispostos e obedientes ao Senhor. Deixe que esse bom trabalho continue. Alegremo-nos se nossas provações nos trouxeram quaisquer lições proveitosas para nós; — que nos tenham tornados mais fortes de caráter, mais firmes em prol da verdade e da justiça, mais conscientes de nossas próprias fraquezas, e muito mais em guarda contra essas. É possível que mesmo os conflitos que apenas resultaram em vitórias parciais tenham sido vantajosos para nós. Até nos pontos em que falhamos completamente, o resultado pode ter sido o fortalecimento do caráter, a cristalização da determinação de termos um renovado e maior zelo nesses assuntos e a humildade de coração diante do Senhor em oração. Z. 1902-133; R3001:5
22 de novembro
“O zelo da Tua casa me devorou.” — Salmo 69:9
PESSOAS FRIAS e calculistas podem ter outras boas qualidades, mas não há espaço para frieza ou mesmo mornidão por parte daqueles que uma vez provaram que o Senhor é gracioso. O amor que foi aceso em tais pessoas deve se tornar um zelo devorador. Assim se deu com nosso Senhor Jesus, e esse foi um dos motivos pelos quais ele era o amado do Pai. Que todos os que desejam ser agradáveis aos olhos do Senhor se tornem tão cheios do mesmo espírito de zelo pela justiça e pela verdade ao ponto de serem totalmente devorados, ou consumidos, quais sacrifícios sobre o altar do Senhor. Desse modo serão mais agradáveis e aceitáveis a Ele por meio de Jesus, nosso Senhor. Z. 1898-112; R2289:3
23 de novembro
“Porque necessitais de paciência [alegre perseverança, constância], para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.” — Hebreus 10:36
AQUI VEMOS que não se trata apenas de fazer a vontade de Deus, que é o teste, mas que depois de termos atingido esse ponto, essa marca de caráter em nosso coração, em nossas vontades (mesmo que apenas parcialmente na carne) devemos, pela paciência perseverante, estabelecer a vontade justa de Deus como a lei de nosso coração, nossa regra de vida em todas as circunstâncias e condições. Então, e só então, é que estaremos na condição de coração apropriada para o Reino. O apóstolo Tiago diz: “A prova da vossa fé opera a paciência”4 [paciência perseverante]; isto é, se nossa fé resistir às tribulações, produzirá tal caráter de paciência. É claro que, por outro lado, se não alcançarmos a paciência perseverante, isso significa que nossa fé não passou pelo teste de forma satisfatória, e não estamos aptos para o Reino. Z. 1901-117; R2792:1
24 de novembro
“E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.” — Atos 24:16
NOSSA CONSCIÊNCIA exige regulação, ou ajuste, assim como todos os outros aspectos de nossa natureza caída. Se ela precisa ser regulada, então é necessário haver algum padrão pelo qual isso será feito. A consciência é como um relógio cujo mostrador é devidamente marcado com as horas, mas cuja exatidão depende da regulação adequada de sua mola principal, para que os ponteiros indiquem as horas corretamente. Do mesmo modo, a consciência está pronta para nos indicar o certo e o errado, mas só poderá nos dizer realmente o que é certo e o que é errado depois de ter sido regulada de acordo com a mola principal, ou seja, o novo coração, a vontade pura, colocados em plena harmonia com a lei do amor, conforme apresentada na Palavra de Deus. Z. 1900-360; R2735:1
25 de novembro
“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” — Tiago 1:13
HÁ UMA diferença entre as tentações que o Pai considera adequadas e as tentações que vêm do Adversário. As de Deus são testes de lealdade para com Ele e com os princípios de justiça, e destinam-se a ser uma bênção e uma ajuda a todos os que resistirem, demonstrando, assim, sua lealdade para com a justiça. As tentações de Satanás, ao contrário, são armadilhas e laços do mal e da injustiça, tentações para fazer o que é direito parecer errado e vice-versa, apresentando a luz como escuridão e a escuridão como luz. No que diz respeito a embustes e seduzir para o mal, Deus a ninguém tenta. Z. 1904-7; R3297:5
26 de novembro
“Perguntou-lhe [a Moisés] Jeová: Que é isso que tens na tua mão?” — Êxodo 4:2
QUEM QUISER ser mais abundantemente utilizado pelo Senhor em Seu serviço abençoado, deve procurar primeiro se tornar cada vez mais talhado para tal serviço. Deve imitar aquele servo amado e honrado, Moisés, na mansidão, humildade, energia e incansável zelo e abnegação no serviço do Senhor. O mordomo sábio, porém, buscará sempre cultivar essas características dentro de suas habilidades naturais, em vez de ficar esperando que o Senhor opere um milagre para seu progresso, e assim perder um tempo precioso procurando desenvolver o que ele não possui por natureza. Z. 1894-143; R1651:5
Que todos nós, portanto, busquemos com humildade, zelo, amor ao Senhor e Sua causa, e fé em seu poder, estar nessa condição do coração e de mente que nos tornará prontos para ser usados, e úteis em qualquer função do serviço divino para o qual o Senhor se agrade em nos chamar. Z. 1901-348; R2904:4
27 de novembro
“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança.” — Efésios 6:18
DEVEMOS TER o espírito de oração em tudo o que dizemos e fazemos: ou seja, nosso coração deve estar continuamente buscando o Senhor por orientação em todos os assuntos da vida, para que possamos fazer com todas as nossas forças o que quer que nossas mãos encontrarem para fazer, de forma aceitável para Ele, para que possamos ser protegidos por Ele das tentações que de outro modo não conseguiríamos resistir, e para que possamos, finalmente, ser livrados do maligno e receber um lugar no Reino de nosso Senhor. Irmãos e irmãs, que nos lembremos cada vez mais de colocar em prática estas palavras de nosso Senhor: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”5 Z. 1901-80; R2775:5
28 de novembro
“Se ele aquietar, quem então inquietará?” — Jó 34:29
“QUEM, A não ser Ele, o ‘Deus de todo o consolo’, pode dar a quietude em meio a tumultos que se abatem sobre a alma quais tempestades repentinas sobre o mar? Nós, como marinheiros em perigo no Oceano, clamamos a Ele, e Ele nos traz ao porto desejado — o bendito porto — de quietude e paz em Deus.
“Qual é o clamor que traz essa resposta de paz? Não é uma oração para que todo tipo de distúrbio seja removido, pois nem sempre é da vontade divina trazer a paz ao espírito humano dessa maneira; ela nunca deixa de trazer a quietude em que ninguém pode ‘inquietar’. É a oração para nos submetermos de maneira doce, amorosa e confiante à vontade de Deus.” Z. 1896-259; R2058:3
29 de novembro
“Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” — Hebreus 10:23
A PROMESSA de Deus é a base sobre a qual tudo o que esperamos, seja relacionado com o caráter ou a glória vindoura, é construído. Prezemos essa verdade para nunca a comprometermos em qualquer sentido ou em qualquer grau; apeguemo-nos, não só à letra da Verdade, mas também ao seu espírito; — ao seu amor, pois é verdadeira, bem como bela e grandiosa. E nos lembremos sempre da importância da paciência perseverante, para que possamos não só cultivar as graças cristãs, e praticá-las, mas para que possamos suportar com alegria as provações, perseguições ou dificuldades que o Senhor permita que nos sobrevenha para nossos testes e o desenvolvimento do caráter que Ele nos mostrou ser de suma importância, e sem o qual não poderemos atingir, nem manter, o amor perfeito. Z. 1901-119; R2793:3
30 de novembro
“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” — Mateus 28:20
ELE QUE teve o cuidado de supervisionar o trabalho de semeadura, certamente não estaria menos interessado ou seria menos cuidadoso em relação à colheita. Vamos, então, impulsionar a foice da Verdade com energia e coragem, lembrando-nos que servimos ao Senhor Cristo, lembrando-nos que não somos responsáveis pela colheita, mas apenas por energicamente reunir qualquer “trigo” maduro que encontrarmos. Se o trabalho para encontrar uns poucos grãos maduros de trigo for grande, nos alegraremos muito mais com os que por fim encontrarmos e aprenderemos a amar e apreciar o que é escasso e precioso. Lembremo-nos, também, ao empregarmos toda a sabedoria que pudermos nesse serviço, que o objetivo do Senhor em nos conceder uma participação em Sua obra não é tanto o que podemos realizar, mas sim as bênçãos que esse trabalho derramará sobre nós. Z. 1901-155; R2811:4
1 Lucas 6:45
2 2 Timóteo 2:19
3 Romanos 8:28
4 Tiago 1:3
5 Marcos 14:38
DEZEMBRO
1 de dezembro
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Mateus 22:39
VOCÊ NÃO gostaria que seu próximo usasse a mente e a língua para conjecturar o mal e caluniar você; e você não deve fazer tais coisas a ele. A lei do Senhor ordena que todos sob Seu Pacto devem se acautelar para não proferir nem uma única suspeita contra o próximo: e que se uma suspeita além do conhecimento se impor sobre a mente por circunstâncias associadas, a nova mente deverá de imediato, com suas inerentes benevolências, contrabalançar tais suspeitas por sugerir a possibilidade de desinformação ou má interpretação e sempre dar, ao aparentemente culpado, o benefício da dúvida. Z. 1899-72; R2445:3
2 de dezembro
“E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te.” — Atos 22:16
HÁ UMA franqueza nessas palavras que é digna de ser copiada por todos os que exercem influência sobre outros, e que estão buscando trazê-los para o caminho certo. Incentive-os a agirem com prontidão, a serem completamente obedientes, a fazerem uma confissão completa do Senhor e da Verdade. Se não estiverem inclinados a obedecer prontamente após terem visto o Senhor com os olhos da fé, após terem ouvido Sua voz, é muito improvável que o façam depois de um tempo, quando o mundo, a carne e o diabo dizerem: “Não seja um extremista; seja moderado; não faça uma plena consagração de si mesmo ao Senhor. Seus vizinhos e amigos vão pensar que você está fora de si, e isso poderá interferir em suas esperanças e perspectivas e transformar seus amigos em inimigos. O preço é muito alto; vá devagar.” Z. 1901-186; R2825:4
3 de dezembro
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” — Apocalipse 3:10
ESSA É a recompensa especial dos que estão participando da corrida com paciência perseverante no tempo atual, no período de Laodiceia. Ao passo que não temos o privilégio de escapar da hora da tentação, temos o privilégio de recebermos uma bênção especial para contrabalançar a situação, em resultado de vivermos no tempo da parousia (presença) do Senhor. Podemos ter Sua comunhão, Sua instrução, Sua distribuição de alimento espiritual que é agora o “sustento a seu tempo”, de uma maneira e em um grau em que nenhum dos fiéis de períodos passados tiveram. Mas, como seria de esperar, esse grande favor é correspondentemente compensado pela sutileza e gravidade das tribulações desta hora da tentação que vem sobre o mundo inteiro. A paciência perseverante jamais foi tão necessária quanto agora. Z. 1901-118; R2792:3
4 de dezembro
“Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” — Lucas 11:13
SE TODO o povo consagrado ao Senhor pudesse ser levado ao ponto em que o principal objetivo na vida, o peso de todas as suas orações, fosse o de terem uma medida maior do Espírito do Senhor, do espírito de santidade, do espírito da Verdade, do Espírito de Cristo, do espírito de uma mente sã, que grande bênção isso significaria! Se, então, lutassem com o Senhor até o subir da alva, agarrados a Ele, certamente receberiam a bênção desejada. O Senhor se revelou a Seu povo com o propósito de dar-lhes essa bênção; no entanto, Ele a retém até que aprendam a apreciá-la e sinceramente desejá-la. Z. 1901-271; R2866:1
5 de dezembro
“Escolhei hoje a quem sirvais; … porém eu e a minha casa serviremos a Jeová.” — Josué 24:15
DEIXE QUE os outros reverenciem a quem e ao que quiserem; nós, que provamos a graça do Senhor, nós, que viemos a conhecê-Lo por meio do poder do espírito pelo qual fomos gerados de novo para uma novidade de vida — nada mais podemos fazer a não ser reverenciar nosso Deus; e além de O reverenciarmos devemos confiar Nele implicitamente; e confiando Nele implicitamente teremos o prazer de andar de qualquer maneira que Ele determinar para nós; e, assim, confiantes e caminhando, estaremos contentes com o que quer que estiver em reserva para nós, pois é Sua mão que nos conduz. E podemos ter a certeza de que, ao seguirmos o verdadeiro Pastor dessa maneira, chegaremos por fim ao rebanho celestial. Essas garantias nos dão alegria, paz e bênção de coração, mesmo na casa de nossa peregrinação, antes de chegarmos à cidade celestial. Z. 1901-284; R2873:1
6 de dezembro
“Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” — Provérbios 25:28
A BATALHA contra o ego é a maior das batalhas, e a palavra do Senhor diz que “o que controla o seu ânimo (sua própria mente, vontade) é melhor do que aquele que toma uma cidade”, pois, nesse sentido, a pessoa aprendeu a exercer a combatividade do verdadeiro caráter na direção certa, a do autodomínio. Depois de termos tido uma experiência considerável com a luta contra o pecado e o egoísmo em nós mesmos, com tirar a trave de nossos próprios olhos, com subjugar a raiva, a maldade, o ódio e a discórdia em nosso próprio coração e carne — somente então, por meio dessa grande batalha e experiência, é que estaremos preparados para ajudar os irmãos e para ajudar o próximo em suas dificuldades — ajudá-los a superar suas dificuldades e fraquezas. Z. 1901-295; R2878:1
7 de dezembro
“Quando o injuriavam, não injuriava.” — 1 Pedro 2:23
NÃO FOI porque seus inimigos acharam Nele algo que poderiam usar com propriedade e justiça para o injuriar e difamar; — nem porque Seus inimigos eram tão próximos da perfeição que Ele não poderia encontrar nada neles que pudesse ser injuriado e difamado; mas foi porque Ele estava tão plenamente submetido à vontade divina que foi capaz de receber os escárnios e insultos das pessoas e de suportá-los humilde e pacientemente, e foi capaz de se lembrar que até aquele momento de sua chamada havia suportado com paciência e aprendido as lições. Tendo provado ser fiel, Jesus desenvolveu e demonstrou Seu verdadeiro caráter, sentiu e manifestou compaixão pelo povo, em sua cegueira e ignorância, bem como Seu amor por eles. Z. 1901-298; R2879:4
8 de dezembro
“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, Me odiou a mim.” — João 15:18
ASSIM COMO nosso Mestre foi odiado sem causa, que ocorra o mesmo conosco. Que, tanto quanto possível, o ódio, a malícia, a inveja e o assassinato que porventura nos sobrevenham sejam inteiramente imerecidos por nós — que nossas vidas sejam tão próximas da pureza quanto possível; que, tanto quanto formos capazes, nossos pensamentos, palavras e ações possam manifestar louvores ao Senhor, e falar de nosso amor por todos os homens, especialmente os da família da fé. Pouco a pouco, quando a Igreja tiver sido glorificada, e uma nova dispensação inaugurada, aqueles que nos odeiam agora… se curvarão diante de nós, como o Ungido do Senhor, e teremos o grande prazer de soerguê-los… e ajudá-los a recuperarem a completa imagem e semelhança de Deus. Z. 1901-300; R2881:1
9 de dezembro
“Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam.” — Tiago 1:12
SE PUDÉSSEMOS ter sempre em mente o fato de que cada prova, cada perseguição, cada dificuldade da vida que se permite sobrevir àqueles que fizeram o pacto de sacrifício com o Senhor destina-se a prová-los, a testar seu amor, para ver se seu caráter está fixo, arraigado e alicerçado na justiça, e que estão sendo edificados no amor, isso colocaria todas essas provações, dificuldades e tentações em uma nova luz diante de nós, e em muito nos ajudaria a travar o bom combate e sair vencedores. Diríamos que, se por meio dessas pequenas tribulações o Senhor está provando o meu amor e devoção a Ele, então, não importa o quão insignificantes possam ser, ou mesmo importantes, usarei diligentemente a tais como boas oportunidades para demonstrar ao meu Senhor a plenitude de meu amor e devoção a Ele e à Sua causa. Z. 1898-41; R2258:3
10 de dezembro
“Aos que Me honram honrarei.” — 1 Samuel 2:30
QUALQUER QUE seja a modalidade de serviço ao Senhor cuja porta Ele se agrade de abrir para nós, devemos atravessá-la enérgica e imediatamente — com zelo por Ele e pela causa para a qual nos chamou. Essa é uma das condições para sermos aceitos por Ele. Se formos preguiçosos, desatentos às oportunidades, elas sem dúvida serão removidas de nós e dadas a outros, pois o Senhor é mais do que capaz de convocar outro para servir à Sua causa, sem interferir em nosso livre-arbítrio ou anulá-lo. Que todos apreciemos cada vez mais o privilégio que desfrutamos de sermos colaboradores de Deus, especialmente em relação a esse grande serviço que nosso Senhor e Mestre, Jesus, está exercendo e ao chamado para a comunhão com Ele, qual Sua noiva e coerdeiros. Z. 1901-318; R2888:6
11 de dezembro
“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.” — Provérbios 23:26
O CORAÇÃO, a vontade, entregue desse modo a Deus, procura conhecer a vontade divina, captar o pensamento divino e obedecê-lo em palavras e ações; e, na medida em que essa condição da nova mente é alcançada, na mesma proporção, começará a ser uma novidade da vida em todos os aspectos — em ambições, esperanças, sentimentos e esforços. É por essa razão que a revelação da vontade e do plano divinos é fornecida aos crentes — para que cresçam no conhecimento dela, pensem nessas coisas e preencham a mente com o plano divino e Sua vontade, e, assim fazendo, permitam que sua influência transformadora se estenda a todos os aspectos da vida. Z. 1901-324; R2891:1
12 de dezembro
“Porque ele é tal quais são os seus pensamentos.” — Provérbios 23:7, SBB
CABE AO povo consagrado do Senhor expurgar cuidadosamente as impurezas e cuidar para que elas não entrem em nosso coração, nossos pensamentos, tendo em mente que, se elas entrarem, o resultado de sua obra será nossa corrupção, em maior ou menor grau. Quem mantém a pureza de pensamento não precisará se esforçar muito, em comparação, para manter a pureza de palavra e ação. Qualquer que seja a origem da impureza — do mundo, da carne ou do diabo — seu primeiro ataque acontece na mente; e, se for repelido, a vitória é obtida; se não for repelido, não podemos saber quais as consequências, pois, o apóstolo Tiago declara:
“Então a cobiça (desejo egoísta de qualquer tipo), havendo concebido (na mente), dá à luz o pecado (gera palavras ou ações pecaminosas), e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”1 Z. 1901-325; R2891:5
13 de dezembro
“Não os consideres culpados deste pecado.” — Atos 7:60, NVI
COMO SERIA uma grande benção para todos os israelitas espirituais aprenderem bem essa lição; isto é, aceitarmos os resultados de qualquer assunto como sendo bons e percebermos que fomos guiados a esses resultados pela providência divina. Assim, consideraríamos de modo generoso e com toda a bondade, aqueles que foram os instrumentos usados pela providência, não obstante o fato de que poderiam ter sido instrutores involuntários, ou, como os irmãos de José, que realmente buscavam resultados opostos. Os que conseguem ver desse modo os assuntos e as forças que operam em sua vida diária são ‘sempre conduzidos triunfantemente pelo Senhor’2, como o Apóstolo expressa. E para tais não há espaço para sentirem amargura ou proferirem injúrias contra Satanás ou qualquer um de seus servos. Z. 1901-331; R2896:1
14 de dezembro
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” — Mateus 5:7
NEM TODOS sabem disso, mas o fato é que a maior qualidade que o homem pode exercer, e aquela que traz as maiores bênçãos em si, é o exercício da qualidade divina de misericórdia, compaixão, benevolência. O Senhor ressalta grandemente essa qualidade de misericórdia, declarando que, qualquer outra coisa, seja nossa conquista de conhecimento ou de graça, sem essa qualidade, nunca seremos aceitáveis para Ele. Se não tivermos piedade de outros, tampouco nosso Pai celestial terá piedade de nós. E para assegurar que não consideramos essa misericórdia como sendo meramente uma forma externa, uma expressão de perdão e benevolência, nosso Senhor expõe o assunto, dizendo: “Se não perdoardes de coração ao próximo, o Pai Celestial não vos perdoará.” Somente os misericordiosos obterão misericórdia; e se não tivermos misericórdia nas mãos do Senhor, tudo está perdido; pois, por natureza, éramos filhos da ira, assim como os demais, e sob justa condenação. Z. 1901-332; 1900-70; R2896:3; R2587:1
15 de dezembro
“Jeová é o meu pastor.” — Salmo 23:1
O SENHOR, ao chamar Seu povo de Suas ovelhas, escolheu um símbolo muito significativo do caráter que Ele manifestaria neles. As características mais notáveis das ovelhas são a mansidão, a docilidade e a obediência ao pastor em quem confiam completamente. … A ovelha verdadeira escuta atentamente os mínimos tons da voz do Pastor, ou seja, ela guardará Suas palavras no coração como um tesouro, ela estudará Suas providências, e ela cultivará essa comunhão e companheirismo pessoal com o Senhor como um grande privilégio. Aqueles que, desse modo, permanecem Nele, jamais se desviarão. “Eles nunca, jamais, se perderão no caminho.” Z. 1902-365; R3116:2
16 de dezembro
“Até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro? Se Jeová é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no.” — 1 Reis 18:21, NVI
PRECISAMOS TER alguma pedra de toque, por assim dizer, alguma questão que nos ajude a decidir, a qual nos permitirá que a mente tome uma decisão rapidamente. Essa pedra de toque precisa ser a vontade de Deus; assim, perceber a vontade do Senhor em relação a qualquer pergunta seria o mesmo que resolver o assunto em questão — na mesma velocidade em que o assunto foi discernido. A capacidade de decidir rapidamente, e sempre do modo correto, qual é a vontade do Senhor, requer alguma experiência e disciplina; mas quanto mais cedo começarmos, mais cedo nos tornaremos proficientes. Quanto mais estivermos decididos a conhecer e fazer a vontade do Senhor, e mostrar, por meio de nossa prontidão, que nos agradamos em fazer Sua vontade, nosso caráter será melhor e mais rapidamente estabelecido do modo correto. Z. 1902-42; R2950:5
17 de dezembro
“Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” — Filipenses 2:12, 13
FOI DEUS que providenciou para nós a redenção que está em Cristo Jesus, e é Deus que nos atrai a Si e que nos promete toda a graça necessária para andarmos nos caminhos da justiça; e mais, até mesmo para andarmos nas pegadas de Jesus no caminho do auto sacrifício. Assim, ao passo que com temor e tremor — com grande cuidado — nos esforçamos para operar nossa salvação, temos o privilégio de recebermos a prometida graça da ajuda em toda ocasião de necessidade, e podemos estar confiantes de que nossos melhores esforços para alcançarmos a retidão são aceitáveis a Deus quando apresentados por meio do mérito da justiça de Cristo, imputada a nós pela fé. Z. 1897-147; R2154:6
18 de dezembro
“O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem.” — Hebreus 13:6
PARA TERMOS a atitude apropriada na vida, para sermos capazes de enfrentar as provas e dificuldades que a vida nos traz, e para lidarmos com elas no correto espírito que o Senhor pede de nós — o de nos alegrarmos na tribulação e considerar tais experiências com alegria — é necessário que todo o medo do homem, que arma um laço, seja removido. Nosso Senhor nos ordenou que devemos temer a Jeová, e não a homens mortais como nós. Os justos são corajosos como um leão, gentis como uma pomba, e mansos como um cordeiro. Essa combinação peculiar deve ser encontrada em cada cristão, e duvidamos que a possamos encontrar em outra parte. Z. 1902-45; R2953:1
19 de dezembro
“Não se gabe quem se cinge das armas, como aquele que as descinge.” — 1 Reis 20:11
O TESTE da perseverança é, certamente, um dos testes de fidelidade mais severos ao qual a Igreja eleita, o corpo de Cristo, é submetida. É o teste que mede e registra a força de qualquer outra virtude e graça, e nenhum soldado da cruz que não passar nesse teste será coroado com os louros da vitória. … Na batalha desse dia, como em todas as outras batalhas, o inimigo se esforçará para surpreender e de repente atacar e subjugar o povo do Senhor; e a única preparação, portanto, que pode ser feita para tais emergências é a constante vigilância, oração e uso da completa armadura de Deus — a Verdade e o espírito da Verdade. Z. 1894-155; R1656:1
20 de dezembro
“Esforça-te para te apresentar diante de Deus aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar, e que manejas bem a palavra da verdade.” — 2 Timóteo 2:15, SBB
HÁ UM grande significado contido na palavra “esforço”; e somente os esforçados encontram o caminho estreito para a aprovação e aceitação divinas. Esforce-se para se apresentar aprovado — estude a doutrina; estude seu comportamento, para mantê-lo em harmonia com a doutrina. Esforce-se para promover a paz e a prosperidade de Sião, e para proteger a si mesmo e a outros dos projéteis de erro e do veneno de um espírito maligno e mundano. Esforce-se para exercer as funções de um fiel soldado da cruz — as aparentemente insignificantes, bem como os atos mais nobres e corajosos. Z. 1902-318; R3097:1
21 de dezembro
“Quem é digno?” — Apocalipse 5:2
QUE NÓS, amados, ao percebermos que até aqui Deus nos tem considerado dignos de vislumbrar o desenrolar de Seu plano, cujo selo foi removido por nosso bendito Senhor Jesus, o Leão da tribo de Judá, provemos que somos dignos de continuar a olhar seu conteúdo e a ler as coisas maravilhosas de Sua lei, por causa da fiel obediência e lealdade a esta em todas as coisas. Não queremos subestimar nosso grande privilégio de sermos considerados dignos de participar no ministério abençoado de refletir a luz da Verdade divina; então, que provemos ser joias do mais raro valor, verdadeiros diamantes, recebendo de todo o coração e transmitindo belamente aos outros a luz da Verdade, ao passo que fielmente suportamos a pressão mais severa que Deus permitir que nos sobrevenha; para que, se formos fiéis nessas pequenas coisas também sejamos considerados dignos, no devido tempo, de reinar com Cristo em poder e grande glória. Z. 1902-333; R3104:4
22 de dezembro
“De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra.” — 2 Timóteo 2:21
O HOMEM que deseja ser honrado por Deus deve procurar essa honra da maneira determinada por Ele — no caminho da humildade; pois o Senhor favorece aos humildes. Se quiser ser um vaso para o uso do Mestre e um vaso de honra, humilhe-se debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo o exalte. Também não tenha pressa quanto a isso; mas tudo quanto lhe vier à mão para fazer, faça-o conforme as suas forças, começando a limpar continuamente seu vaso de barro, para que esteja apto para o uso do Mestre. Z. 1902-319; R3097:5
23 de dezembro
“Quão boa é a palavra dita a seu tempo! Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” — Provérbios 15:23; 25:11
DEVEMOS NOS lembrar, ao falarmos com os que têm ouvidos para ouvir e querem conhecer o caminho para o Senhor, que há grandes crises na vida dos homens, ocasiões importantes, nas quais uma palavra pode ser mais valiosa, mais poderosa, do que cem palavras ou mil palavras ditas em outro momento e em circunstâncias diferentes; e nós devemos estar prontos para o serviço do Senhor, seja em tempo oportuno ou inoportuno para nós mesmos, — alegremente preparados para entregar nossas vidas pelos irmãos. … No entanto, precisamos saber a diferença entre o que é inoportuno para nós e o que é inoportuno para os outros; e estar dispostos a servir ao próximo a qualquer momento, não importa o quão inoportuno seja para nós mesmos, desde que seja no tempo apropriado e oportuno para eles. Em momentos inoportunos, não devemos empurrar às pessoas nem mesmo a mensagem do Evangelho, por mais conveniente que seja a ocasião para nós mesmos. Z. 1902-381; R3124:1
24 de dezembro
“Chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” — Mateus 1:21
OBSERVAR ESSES pequenos incidentes, pelos quais a providência divina preparou o caminho para o nascimento de nosso Salvador e para o envio da mensagem do Evangelho, fortalece a fé do povo do Senhor. Perceber o cuidado que Deus teve no passado para com as pequenas coisas, dá-nos uma base para confiarmos em Sua sabedoria e no futuro — no cumprimento de todas as promessas grandiosas e preciosas centradas Naquele que nasceu em Belém. Além disso, percebermos a providência divina nos grandes aspectos do plano divino também estimula nossa fé no cuidado providencial do Senhor nos assuntos pessoais e mais privados de Seu povo. Z. 1900-8; R2556:2
25 de dezembro
“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” — Lucas 2:10, 11
NÃO CREMOS que este seja o dia correto do nascimento de nosso querido Redentor, pois continuamos a afirmar que foi por volta de primeiro de outubro (Volume 2, p. 54). No entanto, visto que Ele não expressou claramente o desejo de que devêssemos comemorar seu aniversário, é totalmente irrelevante o dia em que esse evento, de tão grande importância para todos, é celebrado. Neste dia tão amplamente celebrado, podemos corretamente nos juntar a todos cujo coração está cheio de amor e gratidão para com Deus e para com o Salvador. O costume de dar pequenos presentes uns aos outros nesta época do ano parece-nos especialmente apropriado. Deus é o dador de toda a boa dádiva e todo o presente perfeito. Ele está continuamente nos presenteando, estamos todos os dias recebendo algo Dele; mas de todas as Suas dádivas, a de maior importância para nós é Seu Filho para ser nosso Redentor. Z. 1903-457; R3290:4
26 de dezembro
“Seja forte e muito corajoso!” — Josué 1:7, NVI
“SEJA FORTE e muito corajoso.” Existem diferentes tipos de coragem; um tipo é gerado pelo egoísmo e pela autoconfiança; outro tipo é gerado por uma imprudência que não leva em conta as dificuldades da situação; mas a coragem que o Senhor nos infunde, e que todos os israelitas espirituais devem procurar possuir, é aquela que, ao discernirmos fria e calmamente as provações e dificuldades do caminho e ao percebermos humildemente nossa insuficiência para a ocasião, somos apoiados pela fé no Senhor — uma confiança nas promessas divinas que nos torna fortes no Senhor e no poder da Sua força. Z. 1902-285; R3079:6
27 de dezembro
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” — 1 João 5:21
NÃO DEVEMOS depositar nossa confiança nos líderes, mas no Senhor. Isso não significa que não devemos confiar nos líderes, nem reconhecer sua liderança, pois toda a história dos tratos do Senhor com Seu povo, tanto o típico como o antitípico, nos mostra que Ele tem prazer em usar instrumentos humanos como Seus representantes no ensino e na liderança de Seu povo de graça à graça, de conhecimento a conhecimento. A lição a ser aprendida é que o Senhor é completamente competente para administrar Sua própria obra, e que, embora possamos procurar Sua liderança através de instrumentos humanos, nossa confiança não está neles, ou em na sabedoria e força deles, mas na sabedoria e força do Senhor, que guia a eles e a nós, por meio deles. Z. 1902-284; R3078:5
28 de dezembro
“Beberá do ribeiro no caminho, por isso exaltará a cabeça.” — Salmos 110:7
QUEREMOS PEDIR ao Senhor, nosso Mestre e Cabeça, que nos abençoe cada vez mais, e com renovado zelo procuraremos fiel e alegremente beber do ribeiro, ou riacho, das experiências da vida, e dele obter a sabedoria que nos fará aptos e progressivamente nos deixará prontos para Seu serviço no futuro; o qual também nos deixará mais aptos e prontos para Seu serviço no tempo atual, e nos permitirá, pela graça, louvá-Lo em todas as circunstâncias difíceis e vicissitudes da vida, bem como glorificá-Lo em nosso corpo e espírito que a Ele pertencem. Que nós, ao bebermos do ribeiro, aprendamos uma lição com os passarinhos, que ao beberem, levantam repetidamente a cabeça como que dando graças a Deus. Agradeçamos continuamente ao Senhor por todos os sabores de experiência de vida, por toda lição, por toda tribulação — absorvendo tudo para nosso desenvolvimento espiritual. Z. 1902-14; R2936:5
29 de dezembro
“Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas.” — Eclesiastes 11:6
TODOS OS do povo do Senhor, na proporção em que desejam ser servos da Verdade, devem estar continuamente atentos às oportunidades de serviço, e devem esperar ser guiados e usados pelo Senhor. Sempre que vemos evidências de devoção ao Senhor e a Sua Palavra, devemos estar atentos para estender uma mão amiga. … Devemos estar atentos para repassar a bênção que recebemos, e considerar que esse é o principal propósito da vida para os que se consagraram ao serviço do Rei dos reis. Z. 1902-14; R2965:3
30 de dezembro
“Coroas o ano com a Tua bondade, e as Tuas veredas destilam gordura.” — Salmos 65:11
AO RECAPITULARMOS como a providência divina nos guiou durante o ano que passou, que a bondade e a misericórdia de Deus estimulem nossa fé e confiança Nele em relação ao novo ano que se aproxima. Um retrospecto apropriado feito por um filho correto de Deus irá capacitá-lo, não só a dar graças pelo passado, mas a olhar para cima e levantar a cabeça, percebendo que nossa libertação está mais perto do que quando no princípio cremos; e que Aquele que começou a boa obra em nós é capaz e está disposto a completá-la, se tão somente continuarmos a submeter nossas vontades, nossa vida, nosso tudo, à Sua sabedoria e cuidado amoroso. Z. 1900-365; R2738:1
31 de dezembro
“Que darei eu a Jeová, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome de Jeová. Pagarei os meus votos a Jeová, agora, na presença de todo o Seu povo.” — Salmo 116:12-14
O FIM do ano é um excelente momento para fazermos novas resoluções para o vindouro ano. Façamos, amados irmãos, um pleno número de boas resoluções sobre o que estaremos dispostos a ser, a fazer e a sofrer em comunhão com o Senhor; para que possamos, por Sua graça, fazer do próximo ano o melhor ano de nossas vidas até então — um ano de maiores esperanças, de maiores esforços, e, pela graça do Senhor, em sermos mais sucedidos em nosso auto sacrifício, em superar o mundo e seu espírito, em superar o ego e os desejos da carne, em resistir ao adversário, e em glorificar nosso Senhor e abençoar Seu povo. Z. 1899-286; R2551:5
1 Tiago 1:15, SBB
2 2 Coríntios 2:14