ERVAS DANINHAS, OU FLORES?
“Um jardim trancado é minha irmã, [minha] noiva, um jardim trancado, manancial selado.”
— Cântico de Salomão 4:12.
Um jardim geralmente tem uma grande variedade de flores, plantas, arbustos e árvores. Todos eles precisam de pelo menos quatro coisas para prosperar: solo bom, fertilizantes, água e sol. Um jardineiro precisa de uma série de ferramentas para cuidar de um jardim.
Mas o que dizer das ervas daninhas? Quer queiramos ou não, todos os jardins têm algumas ervas daninhas. Essas coisinhas indesejadas crescem rapidamente e parecem surgir durante a noite! Se não forem mantidas sob controle, as ervas daninhas acabarão por destruir o jardim.
A maior planta daninha do mundo é a Heracleum mantegazzianum. Ela pode atingir sete metros de altura e produzir folhas de 1,5 metro. Cuidar de um jardim exige muito tempo, energia e dinheiro.
O JARDIM ORIGINAL
Considere o Jardim do Éden cheio de belas flores, plantas e árvores que davam frutos deliciosos. Só podemos imaginar a sua beleza a partir de visitas aos grandes jardins botânicos de hoje. Veja como ele é descrito em Gênesis:
“Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo. Além disso, Yahweh Deus plantou um jardim no Éden, do lado do oriente, e ali pôs o homem que havia formado. Yahweh Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau.”
(Gênesis 2:6, 8, 9)
Nesse jardim havia o bdélio (versículo 12), uma goma aromática como o bálsamo, que emanava de uma árvore específica. Assim, o jardim possuía um cheiro perfumado e agradava a todos os sentidos.
“E Yahweh Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele. E Yahweh Deus deu também esta ordem ao homem: ‘De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.’”
(Gênesis 2:15-17)
Assim, Adão tornou-se o jardineiro do Éden.
Esse jardim era um ambiente perfeito, um cenário perfeito, para uma criação perfeita. Ele, portanto, representa o que Deus tem em reserva para todo o mundo no Reino.
Depois que Adão comeu do fruto proibido, foi-lhe dito:
“Porque escutaste a voz de tua esposa e foste comer da árvore a respeito da qual te ordenei, dizendo: ‘Não deves comer dela’, maldito é o solo por tua causa. Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida. E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos, e terás de comer a vegetação do campo… Com isso, Yahweh Deus o pôs para fora do jardim do Éden para lavrar o solo de que tinha sido tomado.”
(Gênesis 3:17, 18, 23)
Por não estarem acostumados a uma “terra amaldiçoada”, Adão deve ter ficado surpreso com o quanto era difícil controlar os elementos imperfeitos, como as ervas daninhas e os cardos que podem destruir um jardim. Adão descobriu que exigia trabalho duro para lavrar a terra. Sempre que ele trabalhava em seu jardim, ele deve ter desejado possuir o que haviam perdido, ou seja, um belo jardim, onde usufruíam da doce comunhão com o Pai Celestial.
Os mesmos pensamentos vêm à nossa mente quando cometemos erros. Ah, se pudéssemos voltar no tempo e corrigir os erros que cometemos! Nós sabemos, mas raramente apreciamos o fato de que nossos erros, por mais dolorosos que sejam, são permitidos para o nosso aprendizado e desenvolvimento.
NÃO PODEMOS DEIXAR QUE AS ERVAS DANINHAS CRESÇAM
Se deixarmos as ervas daninhas, os espinhos e os cardos se multiplicarem sem restrições, logo tomarão conta de tudo, drenando os nutrientes do solo. As suas raízes crescem cada vez mais, tornando difícil retirá-las. Se deixamos essas ervas daninhas sozinhas, elas podem sufocar as plantas desejáveis.
Considere a parábola do joio e do trigo. O joio é uma erva venenosa que se parece com o trigo. Conforme vão ficando maduros, o joio fica ereto, mas o trigo se curva devido ao peso de seus grãos.
“Não; para que não aconteça que, ao reunirdes o joio, desarraigueis também com ele o trigo.”
(Mateus 13:29)
Jesus também contou a parábola do semeador:
“Outras sementes caíram entre os espinhos, e eles cresceram e sufocaram-na.”
(Mateus 13:7, NET Bible)
A destruição que as ervas daninhas causam a longo prazo foi descrita por Salomão:
“Passei pelo campo do preguiçoso e pelo vinhedo do homem falto de coração. E eis que todo ele produzia ervas daninhas. Urtigas cobriam-lhe a própria superfície, e seu próprio muro de pedra tinha sido derrubado.”
(Provérbios 24:30, 31)
E no Novo Testamento:
“A terra que produz espinhos e abrolhos é inútil e está em perigo de ser amaldiçoada. No final, será queimada.”
(Hebreus 6:8)
As ervas daninhas representam o pecado e seus efeitos. Às vezes, o pecado parece surgir durante a noite e, se não for erradicado, começa a se espalhar. Temos de lidar com as ervas daninhas da nossa carne todos os dias. Se não as controlarmos, elas assumirão o controle sobre nós!
As ervas daninhas também podem representar nossas falhas e maus hábitos. Se fizermos as mesmas coisas ruins repetidamente e racionalizarmos dizendo “eu sou assim mesmo”, a situação só piorará até que tomemos ação deliberada para erradicar o problema.
FLORES E PLANTAS ESPECIAIS
Se você tivesse uma flor ou planta preferida, você não iria escondê-la. Você a colocaria em destaque, cuidaria dela e mostraria sua beleza.
Mas o que você faria com uma erva daninha favorita? Tal coisa não existe. Nossa plantinha ou flor é muito valiosa para permitirmos que seja danificada por algo que podemos controlar.
Nossa planta favorita é como o nosso caráter. Se nos esforçarmos para ser mais parecidos com o nosso exemplo perfeito, os outros verão essas boas características. Mas se permitirmos que as ervas daninhas da carne floresçam, essas também serão vistas:
“Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”
(Mateus 7:20)
As ervas daninhas também produzem frutos que podem ser prejudiciais. Elas representam o fruto da carne, enquanto uma bela planta representa o fruto do espírito.
“O que está crescendo no nosso jardim?”
A Heracleum gigante produz flores atraentes, mas sua seiva é tóxica. Assim também o que parece bom no mundo pode ser extremamente perigoso para o crescimento espiritual.
VARIEDADES DE ERVAS DANINHAS
Assim como existem muitos tipos de ervas daninhas, o mesmo ocorre com o pecado. Paulo cita alguns:
“Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas.”
(Gálatas 5:19-21)
Em seguida, ele enumera os frutos do espírito:
“Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio.”
(Gálatas 5:22-25)
Pedro acrescenta:
“Se persistirdes em fazer estas coisas, de nenhum modo falhareis jamais.”
(2 Pedro 1:10)
O CORAÇÃO É NOSSO JARDIM
“Dê-me o teu coração.”
(Provérbios 23:26)
O coração é o centro de nossas afeições e o que o Senhor examina para ver nossas intenções verdadeiras:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos.”
(Salmo 139:23, 24)
“Não me inclines o coração para algo mau.”
(Salmos 141:4)
Devemos fazer todo o possível para erradicar as ervas daninhas do pecado, pois o coração é a fonte da vida. Nosso coração é como um jardim: tudo o que plantamos lá crescerá — pensamentos, palavras e ações.
Devemos cuidar bem do nosso jardim, tornando-o cada vez mais à imagem de Jesus. Esse é o tipo de jardim que nosso Pai Celestial deseja ver: cheio de frutos espirituais, sem ervas daninhas.
(Artigo de Rick Sconyers, originalmente publicado em inglês na revista The Herald [O Arauto])

Verdade, assim como tem vários tipos de solo e nem todos os solos tem as mesmas ervas daninha, Assim somos nós, cada um tem suas ervas daninhas para combater.
E jamais devemos desistir de combatê-las!
Muito bom! Esse artigo casa bem com o texto do Maná de hoje – Maná de 30 de julho
“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas.” — Cânticos 2:15.
Temos que vigiar sempre, e cuidar de nosso “jardim”, não deixando que pequenos erros implantem em nós a semente daquilo que é mal.